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14 Maio 2012

Primeira mulher com chance real de chegar à presidência do México, Josefina Vázquez Mota, do Partido Ação Nacional (PAN) enfrenta uma crise em sua campanha e agora luta para manter o segundo lugar nas pesquisas, onde empata tecnicamente com o candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.

A reportagem é de Luiz Raatz e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 13-05-2012.

Analistas consultados pelo Estado apontam a falta de unidade dentro do PAN, legenda do presidente Felipe Calderón, como o principal motivo para a queda. O favorito é Enrique Peña Nieto, do Partido da Revolução Institucional (PRI), que governou o México por mais de sete décadas, de 1929 a 2000.

"Houve muitos erros na estratégia de campanha. O PAN não conseguiu chegar a um acordo sobre uma mudança de rumo", disse ao Estado por telefone o cientista político Carlos Lugo, da Universidade Ibero-Americana. "O próprio presidente do PAN (Gustavo Madero) deixou a campanha de Josefina por discordâncias internas."

Vencedora nas primárias do PAN, Josefina também não conseguiu atrair o apoio do presidente Felipe Calderón, que apoiava a indicação de Ernesto Cordero para sua sucessão. O PAN governa o México desde o ano 2000, quando chegou ao poder com Vicente Fox.

"Calderón afastou-se da campanha e deixou Josefina praticamente sem apoio", afirmou Lugo. "Nota-se claramente um confronto que está afetando a campanha." O resultado se nota nos números. Segundo a última pesquisa divulgada pelo jornal El Universal, Peña Nieto lidera com 36,5% das intenções de voto. López Obrador tem 23,4% e Josefina, 22%. No México, não há segundo turno.

"A campanha de Vásquez Mota tem sido decepcionante", concorda o diretor do Diálogo Americano, Michael Shifter, especialista em política latino-americana. "Ela tem bons antecedentes e um bom perfil, mas sua relação com o partido dela é bastante complicada . Calderón tem evitado se engajar de modo participativo na campanha." As eleições estão marcadas para o dia 5.

Economia e segurança são temas-chave

O narcotráfico e o desemprego são as duas principais questões das eleições presidenciais mexicanas. A guerra aos cartéis promovida pelo presidente Felipe Calderón já deixou mais de 50 mil mortos desde 2006 e a sensação de insegurança da população tem crescido, dizem analistas. A crise econômica jogou a taxa de desemprego no país para 25% da população economicamente ativa.

"Em razão da ação do tráfico, as forças públicas, às vezes, não conseguem trazer uma sensação de segurança ao cidadão comum", avalia o cientista político Carlos Lugo, da Universidade Ibero-Americana.

Os principais cartéis do México, como o de Sinaloa e os Zetas, controlam a rota de cocaína da região andina da América do Sul para os EUA, o principal mercado consumidor do planeta. Enrique Peña Nieto, candidato do Partido da Revolução Institucional (PRI), propõe a criação de uma força-tarefa, sob supervisão civil, da Marinha e do Exército, para combater os cartéis.

"Nosso objetivo, no longo prazo, é aumentar a participação civil nas lutas contra os cartéis, ainda que eu não aceleraria esse processo", disse Peña Nieto no debate de domingo.

O esquerdista Andrés Manuel López Obrador contesta as ações de Calderón contra o tráfico, que têm por base a militarização do confronto. O candidato, derrotado pelo presidente nas eleições de 2006, admite no entanto que não há muitas alternativas ao confronto direto com os cartéis.

O narcotráfico não tem feito ameaças diretas envolvendo as eleições, ainda que extraoficialmente se especule que em nível regional alguns candidatos sejam patrocinados pelos cartéis. "O tráfico gosta de tranquilidade para fazer seus negócios", comenta Lugo.

Economia

A maior prejudicada pelo insucesso de Calderón na luta contra os cartéis e a má situação da economia é a candidata de seu partido, Josefina Vázquez Mota. "A candidata do governo é afetada também pelo alto índice de percepção de decadência no México", afirma o analista.

Altamente dependente da economia americana, que ainda patina para se recuperar da crise financeira mundial, o México tem tido resultados incipientes. Em 2011, o PIB cresceu 3,9%, uma desaceleração na comparação com o crescimento de 5,5% de 2010. Desde fevereiro, no entanto, o respaldo a Peña Nieto tem caído. De 53% das intenções de voto, conta hoje com 34%. López Obrador cresceu de 21% para 23,4%. Josefina recuou de 26% para 22% e Ernesto Quadri apareceu como quarta força, com 8%.

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