Fracassa acordo em Nova York sobre rascunho zero da Rio+20

Mais Lidos

  • “60% do déficit habitacional, ou seja, quase quatro milhões de domicílios, vivem nessa condição porque o gasto com aluguel é excessivo. As pessoas estão comprometendo a sua renda em mais de 30% com aluguel”, informa a arquiteta e urbanista

    Gasto excessivo com aluguel: “É disso que as pessoas tentam fugir quando vão morar nas favelas”. Entrevista com Karina Leitão

    LER MAIS
  • "Inflamar o Golfo é um bumerangue. Agora Putin e Xi terão carta branca". Entrevista com Andrea Riccardi

    LER MAIS
  • Povos indígenas: resistência nativa contra o agrocapitalismo. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Mai 2012

As duas semanas de negociações em Nova York sobre o rascunho do documento a ser debatido na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, terminaram sem acordo sobre o texto final.

A reportagem é de Gustavo Chacra e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 05-05-2012.

A única definição ontem, depois de horas de reuniões, foi a convocação de uma nova rodada de negociações informais entre os dias 29 de maio e 2 de junho em Nova York. O objetivo será aproveitar o período entre os encontros das últimas semanas e o próximo para tentar estabelecer um consenso sobre o rascunho.

Segundo o Estado apurou, a tendência é de que o documento não seja ambicioso. O estabelecimento de metas para a área de meio ambiente no Rio+20 está praticamente descartado. Provavelmente, apenas "intenções em direção a um desenvolvimento sustentável" devem ser incluídas no documento, conforme o próprio secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, havia afirmado no dia anterior.

Um dos temores é de que as metas dos milênio, que ainda devem ser cumpridas a apenas três anos do fim do prazo, em 2015, correm o risco de serem ofuscadas pelas do meio ambiente.

As propostas dos negociadores permaneciam distantes ainda ontem, com os debates sendo prorrogados até a noite e entrevistas coletivas, adiadas. Alguns observadores diziam haver falta de foco, com países e organizações adotando diferentes instâncias em áreas como água, energia e alimentação.

Somente havia acordo sobre um quarto do rascunho em negociação nas reuniões na sede das Nações Unidas em Nova York, mas mesmo essa parte não foi especificada. Tampouco um comunicado oficial. "Os países membros estão discutindo sobre como discutir", resumiu um dos participantes.

Antes do anúncio de uma terceira rodada de negociações nos Estados Unidos estava previsto que uma última série de reuniões ocorreria no Rio de Janeiro às vésperas da conferência.

O chamado rascunho zero do documento contava inicialmente com 6 mil páginas, sendo reduzido para apenas 19 nas negociações em março. Com os adendos colocados pelos governos envolvidos, subiu para 200. Esse documento revisado, segundo os organizadores, encontrou 26 áreas de atuação.

Nos EUA, a imprensa está ignorando as negociações do Rio+20 em Nova York. Existe um ceticismo de que o encontro fracasse, como ocorreu com a 15.ª Conferência sobre o Clima (COP-15), na Dinamarca, em 2009.