Nem João Paulo II nem Bento XVI ''encobriram o padre Marcial Maciel''

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26 Março 2012

O porta-voz do Vaticano Federico Lombardi descreve como "agressivo e ambígua" o pedido para que o papa se reúna com as vítimas de abusos.

A reportagem é da agência Efe, 25-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, afirmou que os papas João Paulo II e Bento XVI não foram "encobridores do padre Marcial Maciel, e é injusto considerar que o atual pontífice é contra a verdade e a transparência".

Em uma coletiva de imprensa, ele descartou que o bispo de Roma irá se reunir com as vítimas de abuso sexual, porque esse é um assunto que não está na agenda da Conferência Episcopal Mexicana (CEM), como esteve, ao contrário, em outros países visitados pelo papa, como França e Irlanda.

O porta-voz do Vaticano disse estar informado de que havia sido apresentado um livro de vítimas de abuso sexual, "que eu não tive tempo de ler", mas seu ponto fundamental é que "os papas foram encobridores", mas "o meu conhecimento desses papas é que eles não foram encobridores".

E é público, acrescentou, que Bento XVI "fez realmente muito para ir diretamente contra esses problemas" e para colocar a Igreja no caminho do enfrentamento dessa situação. Por isso, é injusto considerar que o papa está "contra a verdade e a transparência", porque ele recebeu muitos testemunhos das vítimas.

"Ao contrário, aqueles que trabalham com o atual papa sabem que ele é um descobridor de pedófilos, porque ele fez realmente tem muito para ir diretamente contra esses problemas, para pôr na Igreja medidas e atenções fundamentais para enfrentá-los", acrescentou.

O sacerdote jesuíta explicou que em nem todas as viagens internacionais do pontífice ocorrem os encontros com as vítimas, já que eles dependem dos programas de cura implementados pela Igreja Católica em cada país.

Dessa forma, ele descartou que no México ocorra uma reunião como essa, já que não foi organizada e prevista com antecedência.

"O problema de um encontro ou não com as vítimas é algo que deve ter um sentido específico e preparação. Em outros países, encontraram-se vítimas colocadas em um diálogo em processo de cura, de reconciliação, em que a Igreja estava envolvida ativamente", disse ele.

"Esta ocasião, a viagem ao México, não se apresenta como uma passagem de um processo de cura. É, ao invés, uma proposta realizada com uma certa agressividade e ambiguidade. Fala-se de encontrar as vítimas, mas há algumas pessoas não desejam ouvir o papa pessoalmente em um  diálogo profundo", acrescentou.

Sobre os questionamentos que são feitos sobre se o Beato João Paulo II conhecia os casos de abuso sexual, o porta-voz assinalou que "ele absolutamente não tinha a consciência da vida dupla, do lado escuro de Maciel". Nesse sentido, ele foi declarado beato porque, ao investigá-lo, documentou-se que ele não tinha essa informação.

Sobre o boletim da presidência da República em que se informou que o papa havia se reunido com vítimas da luta contra o narcotráfico, o sacerdote jesuíta não o desmentiu. Mas se mostrou contrariado e afirmou não ter conhecimento de todas as pessoas com as quais o papa havia se reunido.

De sua parte, o cardeal de Guadalajara, José Francisco Robles Ortega, defendeu nesse sábado a atuação do Papa Bento XVI perante os casos de pedofilia denunciados dentro da Igreja Católica.

Ele assegurou que ninguém pode acusá-lo de cumplicidade ou de falta de vontade ao resolver o problema dos abusos sexuais por parte do clero.

"Se algum papa enfrentou com todo realismo e com toda a energia esse problema é o Papa Bento XVI. Ele não pode ser acusado de ser cúmplice ou que não quis resolvê-lo", disse em entrevista.

A esse respeito, o cardeal emérito de Guadalajara, Juan Sandoval Íñiguez, indicou que já se esperava que, no marco da visita do papa ao México, voltassem a trazer à tona esse tema.

"É a mesma melodia de sempre. Já era esperada. São coisas que vêm sendo repetidas há muito tempo. É triste que seja um ex-sacerdote que diga isso, mas assim é", assegurou.

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