Transposição do São Francisco. Água custará dez vezes mais que a média do País

Revista ihu on-line

“Raízes do Brasil” – 80 anos. Perguntas sobre a nossa sanidade e saúde democráticas

Edição: 498

Leia mais

Desmilitarização. O Brasil precisa debater a herança da ditadura no sistema policial

Edição: 497

Leia mais

Morte. Uma experiência cada vez mais hermética e pasteurizada

Edição: 496

Leia mais

Mais Lidos

  • Aposentadoria aos 65: Proposta sugere que trabalhador braçal é descartável

    LER MAIS
  • Papa diz aos empresários: se querem ajudar os pobres, empoderem-nos!

    LER MAIS
  • O que a desobediência de Renan e as bombas da igreja no Rio têm em comum?

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

23 Março 2012

Não foi apenas o custo da construção dos canais de concreto da transposição do Rio São Francisco que aumentou. O custo da água a ser futuramente fornecida pelo projeto, após os cofres públicos desembolsarem R$ 8,2 bilhões com a obra, foi reestimado pelo governo em R$ 0,15 o metro cúbico, ou quase dez vezes o preço médio cobrado no País.

A reportagem é de Marta Salomon e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 23-03-2012.

Em dezembro do ano passado o Estado já havia divulgado que o custo da água poderia chegar a R$ 0,13 por metro cúbico apenas para o bombeamento no eixo leste, onde haverá cinco estações de bombeamento.

Por ora, o governo nega a possibilidade de subsidiar esse custo, considerado "compatível e de acordo com a capacidade de pagamento das cidades envolvidas", declarou ao Estado o Ministério da Integração. A água da transposição alcançará sobretudo centros urbanos de médio e grande porte em quatro Estados: Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O ministério conta ainda com o fato de que parte da água será consumida por indústrias da região, ou que estão para abrir fábricas no semiárido nordestino. "Isso favorecerá a sustentabilidade financeira de operação e a manutenção do projeto", afirmou a assessoria do ministro Fernando Bezerra Coelho.

Desde antes do início da obra, já se sabia do custo elevado da água. A engenharia da transposição prevê que as águas desviadas do rio terão de ser bombeadas a uma altura de até 300 metros, o que consumirá muita energia, custo que será repassado à tarifa.

A operação do projeto deverá ser feita pelos quatro Estados beneficiados, segundo o Ministério da Integração, que abandonou a ideia de criar outra estatal para cuidar da transposição com intuito de não aumentar ainda mais os gastos públicos.

O modelo do órgão operador segue indefinido. No início das obras, o governo insistia que a água seria destinada só ao consumo humano e a animais de criação. Depois, o Ministério da Integração começou a considerar o uso para irrigação. É a primeira vez em que se fala em consumo industrial da água.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Transposição do São Francisco. Água custará dez vezes mais que a média do País