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13 Março 2012

"Quando se fala de um projeto de desenvolvimento para o século XXI, falamos de recentrar o domínio da política e da democracia em relação ao mercado e de associar as políticas de crescimento à diminuição da pobreza e da desigualdade", escreve Carlos Chacho Alvarez, secretário-geral da Aladi, em artigo publicado no jornal Valor, 13-03-2012.

Segundo ele, "esta mudança de época coincide com a crise de legitimidade do capitalismo, na qual o mundo desenvolvido já não pode exportar suas visões como saber dominante ou hegemônico".

Para Chacho Alvarez, "a democracia, o crescimento e a equidade são dimensões que quase nunca estiveram juntas em nossa região, e isso não é um fato casual ou fortuito".

Eis o artigo.


Na próxima sexta-feira, na sede da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), juntamente com a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), ministros e autoridades da região, debaterão as complementaridades e as convergências dos diferentes modelos de desenvolvimento presentes hoje na América Latina.

Depois de décadas de "sermos pensados a partir de fora da região", quando as políticas econômicas e sociais eram orientadas ou condicionadas pelos organismos financeiros internacionais, a maioria dos países latino-americanos voltou ao exercício de pensar em si por si mesmos, de estabelecer estratégias de desenvolvimento a partir de suas próprias necessidades e de seus interesses reais.

Quando se fala de um projeto de desenvolvimento para o século XXI, falamos de recentrar o domínio da política e da democracia em relação ao mercado e de associar as políticas de crescimento à diminuição da pobreza e da desigualdade.

Esta mudança de época coincide com a crise de legitimidade do capitalismo, na qual o mundo desenvolvido já não pode exportar suas visões como saber dominante ou hegemônico.

Foram abertas as fronteiras do possível. Essa é a razão da importância de avançar na busca de denominadores comuns e de coincidências que deem suporte conceitual ao aprofundamento de um "Projeto de Desenvolvimento para a América Latina no Século XXI".

Não se trata de atualizar o velho desenvolvimentismo economicista dos anos 50, que, em grande medida, separava a política da economia, e esta do desenvolvimento social e da distribuição de renda.

Quando falamos de um projeto de desenvolvimento para o século XXI, falamos de recentrar o domínio da política e da democracia em relação ao mercado e de associar as políticas de crescimento à diminuição da pobreza e da desigualdade.

Uma relação virtuosa na relação entre o Estado e o mercado é a que permite orientar a economia em um sentido estratégico, privilegiar os objetivos produtivos em detrimento dos lucros financeiros e articular o crescimento com um melhoramento gradual na geração de emprego e na distribuição de renda.

Em nosso continente, as crises das décadas perdidas - os anos 80 pela dívida e os 90 pelo desemprego, endividamento e situação social - fizeram que a maioria dos atuais governos melhorasse substancialmente as contas públicas e tivesse bom nível de acumulação de reservas e balanços comerciais e de conta corrente equilibrados.

Quanto ajudaram esta situação a melhoria dos preços internacionais e a emergência da China, o chamado vento de cauda, é uma questão a ser considerada. Mas não se deve tirar o mérito dos governos que conduziram de maneira eficaz essa conjuntura, que tiveram políticas contra-cíclicas para amortizar os efeitos das crises do mundo desenvolvido e que melhoraram muito a vida dos assalariados e dos setores mais vulneráveis.

Assim, é muito difícil encontrar um momento tão favorável para a América Latina, na história recente, em relação à consolidação da democracia, à sustentação do crescimento e à diminuição dos níveis de desemprego, pobreza e indigência.

A democracia, o crescimento e a equidade são dimensões que quase nunca estiveram juntas em nossa região, e isso não é um fato casual ou fortuito, pois tem relação com uma mudança de época que colocou a América Latina como uma das geografias do mundo, onde prevalece uma visão positiva do futuro. Essa percepção da maioria das sociedades é reforçada pelo fato de que a América Latina e o Caribe foram as zonas nas quais o investimento estrangeiro mais cresceu. Isto é, os investimentos estrangeiros continuam vendo os atrativos dos recursos com os quais a região conta e estão cada vez mais atraídos pelos mercados em uma zona que continua se expandindo.

Um fator gravitante da boa situação de um número significativo de países foi precisamente a revalorização da política e da legitimidade dos governantes a partir das conquistas obtidas. Isso permitiu superar falsas e antigas antinomias: Estado versus mercado, desenvolvimento para fora versus mercado interno, inflação versus desenvolvimento, crescimento versus distribuição, e assim poderíamos seguir enumerando opções e contradições que, a partir de diferentes tipos de fundamentalismos, impediram por muito tempo a decolagem da região ou geraram processos descontínuos de avanços e retrocessos.

Hoje vemos como os mercados, a partir da crise europeia, sequestram a democracia e esvaziam a política de conteúdo, deixando-a impotente ou refém do ajuste recessivo. Em outras regiões, desenvolvimentos alucinantes do ponto de vista econômico são levados adiante por governos de partido único, nos quais o poder muito centralizado se dirime em uns poucos funcionários.

A crise de paradigmas, sejam ortodoxos ou heterodoxos, gera em nossa região uma grande oportunidade. Por isso, a importância que damos ao debate, ao intercâmbio de propostas, à busca de complementaridades e ao desafio de articular as estratégias nacionais de desenvolvimento ao espaço comum latino-americano. Vemos, junto com a Cepal, a necessidade de avançar nessa busca, levando em consideração a necessidade de contribuir para o crescimento da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), ponto de partida da tentativa mais ambiciosa para a unidade latino-americana. Um mecanismo ou âmbito que deve ser fortalecido, buscando coincidências a partir do respeito à pluralidade e da convicção de que a maior integração beneficia todos nossos países e nossos povos.

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