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16 Fevereiro 2012

Fotógrafo argentino registra o cotidiano dos avós na luta contra mal de Alzheimer

O fotógrafo argentino Alejandro Kirchuk, 24, transformou a dor de sua família em arte. Durante três anos, ele registrou o cotidiano de seus avós maternos após Mónica, sua avó, ter recebido diagnóstico de Alzheimer. As fotografias mostram as mudanças de comportamento de Mónica, sempre amparada por seu marido, Marcos.

A informação e as imagens são publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, 15-02-2012.

Após o diagnóstico, em 2007, ele largou tudo para se dedicar à esposa. Nos primeiros dois anos, a avó levou uma vida quase normal, mas com lapsos de memória. Depois, a situação se agravou e ela passou a precisar de cuidados cada vez maiores.

A série foi batizada de "La Noche que me Quieras" e ganhou o primeiro lugar no World Press Photo deste ano, na categoria cotidiano.

Segundo o fotógrafo, o título é referência ao tango "El día que me Quieras". Mesmo doente, Mónica ainda cantarolava os versos da música. Ela morreu no ano passado, aos 87, após 65 anos casada com Marcos, 89.

 

Por mais de três anos, Marcos alimentou a esposa, Mónica; "aprendi a ser paciente cuidando dela e alimentando-a, cada refeição durava uma hora"

Marcos segura a mão de Mónica enquanto passam do quarto à sala de estar; apesar do cuidado intensivo, Marcos disse que não via outra possibilidade de tratamento; "aqui ela é tratada como uma princesa, aqui ela tem tudo"

 

Marcos, solitário, descansa sentado na cama; o mal de Alzheimer não afeta somente o paciente, mas também quem é por ele responsável, provocando desgate físico, estresse e conflitos emocionais

 

Em seu último ano de vida, Mónica permaneceu quase todo o tempo deitada em uma cama ortopédica, totalmente dependente de ajuda e da assistência do marido

O carinho recebido pelo marido e os parentes é praticamente a única forma de estabelecer uma relação com Mónica, ainda que por alguns segundos apenas

 

Mónica morreu em 13 de julho, nos braços do marido, na casa do casal em Buenos Aires, cinco anos após ser diagnosticada; Marcos visita o túmulo de sua companheira pelo menos uma vez por mês

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