Bispos europeus pedem que taxa Tobin seja aplicada ''ao menos na zona do euro''

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11 Fevereiro 2012

A intenção é "compartilhar o fardo da redução da dívida que foi gerada durante a crise financeira".

A reportagem é do sítio Religión Digital, 06-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os bispos europeus defenderam uma taxa sobre transações financeiras "ao menos na zona do euro" para compartilhar de forma justa o "fardo" da dívida, indicaram os prelados reunidos na Comissão Episcopal da Comunidade Europeia (Comece).

"Compartilhar o fardo da redução da dívida que foi gerada durante a crise financeira atual" é chave, disseram os bispos no texto chamado Rumo a um novo modelo econômico, baseado na solidariedade e responsabilidade, que foi debatido nesta quinta-feira, 9 de janeiro, em Bruxelas.

"Acima de tudo, tendo em conta a responsabilidade dos governos, assim como a dos bancos e de outras instituições financeiras", afirmaram os bispos da Comece, que reúne todas as Conferências Episcopais da União Europeia.

O imposto sobre as transações financeiras deve ser imposto ao menos "na zona do euro", disseram.

Na segunda-feira, 6 de fevereiro, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, debateram sobre a possibilidade de impor essa taxa, ao menos nos países da zona euro.

A França, muito pressionada em um ano eleitoral em que Sarkozy joga a sua reeleição, insiste que continuará sozinho com o plano de cobrar esse imposto, conhecido como taxa Tobin, enquanto Merkel é a favor de buscar ao menos um compromisso em nível europeu.

A ideia de onerar as transações foi proposta em 1972 pelo economista norte-americano James Tobin e apoiada pelas organizações antiglobalização, mas, durante anos, foi ignorada até que o eixo franco-alemão e a Comissão Europeia a reativaram em agosto como um de seus principais pilares para enfrentar a crise da dívida.

A Comissão até apresentou, no fim de setembro, uma proposta desse imposto que seria aplicado a partir de 2014 e que permitiria arrecadar até 55 bilhões de euros por ano.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, reiterou mais de uma vez a sua oposição à medida, a menos que seja decidida em nível mundial. Mas países como China e Estados Unidos se opõem fortemente a uma taxa internacional.

A Grã-Bretanha teme que a aplicação de uma taxa restrita a uma área geográfica prejudique os interesses da City de Londres (centro financeiro londrino).

Londres diz que, para que a medida seja eficaz, deve ser imposta de forma global, caso contrário provocará uma deslocalização das operações e das empresas a países terceiros que não a imponham.

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