Povo impede mineração nos Andes

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26 Janeiro 2012

A população de Famatina, na província de Rioja, Argentina, junto à Cordilheira dos Andes, e o povo da vizinha Chilecito, impedem o acesso à área onde a mineradora canadense Osisko Mining pretende extrair ouro e outros minérios, usando milhões de litros de água misturada com cianeto e soda cáustica.

A informação é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 25-01-2012.

“A água vale mais do que o ouro”, argumenta a população carregando cartazes. O pároco local, o franciscano Omar Quinteros, toca o sino no menor movimento de representantes da mineradora querendo alcançar a área da montanha Famatina, conta o repórter Juan Grinberg, da Agência Rofolfo Walsh.

Os moradores das duas localidades alegam que o uso de cianeto contaminará as águas da região, e seus efeitos poderão atingir fontes hídricas que atravessam a Argentina, podendo chegar até o rio Paraná. “No Famatina não se toca”, garantem os manifestantes.

“Cremos que todos os cidadãos, sem importar a sua ideologia política, têm a obrigação de defender o nosso patrimônio natural e cultural, e de exigir do governo o respeito à Constituição nacional", argumentam.

O governador da Rioja, Luis Beder Herrera, assinou em agosto o convênio para a exploração do cerro com a Osisko. Ele garantiu, em coletiva de imprensa, hoje, que a contaminação será “absolutamente nula” na região do Famatina. Ele disse que as manifestações da população das duas localidades juntos aos Andes são lamentáveis e afirmou que a província está submetida a uma “pressão midiática” pela imprensa nacional.

O governador assinalou que Rioja não pode ficar presa à pobreza histórica e que a mineração trará desenvolvimento aos riojanos. “Daqui a oito anos, no mínimo, vamos começar a ver os resultados, que serão fantásticos par La Rioja”, afirmou,

Em 2007, a população de Famatina combateu iniciativa da empresa Barrick Gold, que pretendia extrair ouro e cobre na região. Para amanhã está prevista em Rioja uma marcha e festival “Arte a céu aberto” na Praça 25 de Maio, à noite, em apoio aos manifestantes das duas localidades que defendem a qualidade da água da região.

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