Peixes são retirados da poluição do Rio dos Sinos

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11 Dezembro 2011

Peixes que agonizavam em locais com baixo oxigênio no Rio dos Sinos foram removidos na manhã deste sábado. A operação, batizada de Piracema, fez o que a natureza não conseguiu em função do baixo nível do rio e da poluição. Levou de caminhão peixes que subiam do Delta do Jacuí em direção à parte alta da bacia do Sinos, de São Leopoldo, onde ficaram retidos pela poluição, até Sapiranga, onde terão condições de sobreviver.

A reportagem Álisson Coelho e publicada pelo jornal Zero Hora, 11-12-2011.

Tarrafas foram utilizadas para coletar os animais, na ação organizada pelo Consórcio Pró-Sinos. A cada tarrafeada, crescia o espanto dos cerca de 10 homens que trabalhavam na operação. Mesmo com os constantes registros de mortes de peixes no Sinos, uma grande quantidade de animais era retirada e depositada em tanques, com mil litros de água coletados em um açude. Depois de enchidos com cerca de 6 mil peixes, os tanques foram colocados em um caminhão, e tubos ligados aos recipientes por mangueiras mantinham a água oxigenada.

– O ponto onde os peixes estavam tem níveis de oxigênio próximos a zero. O rio já não corre mais, e uma alta carga poluidora forma uma barreira que os impedia de prosseguir subindo o curso d’água – explica Dorneles.

Pelo menos 20 mil peixes de 30 espécies ganharam sobrevida. Dourados, cascudos, mundinhos, vogas e jundiás agonizavam nas margens do Sinos em busca de oxigênio.

– Existem tantos detritos no rio que não podemos nem utilizar a rede, porque acabaríamos pegando uma grande quantidade de lixo junto com os peixes. São muitos animais, a equipe ficou impressionada – diz o diretor executivo do Consórcio Pró-Sinos, Júlio Dorneles.

Escoltado pela Brigada Militar e pela Polícia Rodoviária Federal, o caminhão levou os peixes até a localidade conhecida como Prainha, em Sapiranga. Nesse ponto, o nível de oxigênio na água é considerado satisfatório. A operação deve voltar a ser realizada enquanto as condições atuais do rio se mantiverem.

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