O destino do lixo dos domicílios no Vale do Sinos

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19 Novembro 2011

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE apresentou nesta semana os dados do Censo 2010. Através dele pode-se analisar um importante retrato da realidade brasileira, que subsidia a avaliação e planejamento do Estado e da Sociedade Brasileira, assim como das políticas públicas, enquanto mediações para a sua construção.

O Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos empenhou-se de imediato na aproximação dos dados disponibilizados sobre a destinação do lixo. Os dados preliminares do Censo apresentaram algumas informações acerca desta realidade, que subsidiaram a produção da análise intitulada "O destino do lixo no Vale do Sinos".  Eis aqui a complementação destes dados.

Esta aproximação justifica-se, especialmente, por dois motivos. O Instituto Humanitas UnisinosIHU tem como um dos seus eixos de ação a "sociedade sustentável", que tem o ambiente como uma de suas dimensões centrais. Outra justificativa desta temática tem relação com os aportes a serem debatidos com Serge Latouche, economista e filósofo francês que terá presença na Unisinos, ao longo dos dias 21 e 25 de novembro, abordando os temas do decrescimento e da sociedade convivial. Paradigmas que apontam para o necessário enfrentametno à hegemonia cultural e relacional postos pelo crescimento econômico.

É importante também destacar que as informações sobre a destinação do lixo apresentaram-se pela primeira vez no Censo de 2010, apontando a inserção desta nova temática e política que está inserida na vida brasileira.

Dos 57.324.127 domicílios brasileiros visitados pelos recenceadores 9,5% responderam que queimam o lixo em sua propiredade. Do total de domicílios do Vale do Sinos 0,2% queimam  o lixo em sua propriedade e 0,2% enterram. Seguem aqui os resultados dos dados nacionais, estadual, regional e de cada um dos 14 municípios da região do Vale do Sinos.

A Profa. Dra. Luciana Paulo Gomes, do Programa Pós Graduação em Engenharia Civil Unisinos e Coordenadora do Sistema de Gestão Ambiental - SGA também da universidade faz uma breve avaliação do quadro apresentado, que reúne as respostas indicadas nos domicílios visitados. Verifica-se que a grande maioria (entre 98 e 100%) tem seu lixo coletado, sendo, em média nesses municípios, 96% pelos serviços convencionais de coleta - caminhão com garis recolhendo os sacos de lixo depositados nas calçadas pela comunidade. Outra boa constatação é que os resultados dos municípios do Vale dos Sinos são bastante superiores ao restante do Estado e Pais. Em média, menos de 1% dos domicílios respondentes indicaram formas inadequadas de disposição de lixo, demonstrando boa conscientização ambiental e também que a prestação desse serviço de saneamento básico (coleta de resíduos sólidos) atende à população. Ressalta-se, contudo, para finalizar, que infelizmente se a pesquisa indicasse respostas sobre o que é feito com o lixo após esse recolhimento veríamos que muito se tem por fazer. A coleta é realizada, o que é ótimo do ponto de vista de saúde pública, contudo ambientalmente o fundamental é verificarmos o tratamento desses resíduos em pátios de compostagem e centrais de triagem e posteriormente apenas rejeitos sendo enterrados em Aterros Sanitários.

Esta realidade caracteriza a existência de serviços implementados em relação à coleta dos resíduos. A questão que fica é sobre as políticas municipais de destinação do lixo e seu impacto com o ambiente. Estas informações apontam a importância da complementação da avaliação aqui introduzida.

Acessar, sistematizar, analisar e publicizar os indicadores da realidade constitui-se em um dos objetivos do ObservaSinos. Para tanto, é fundamental a formação permanente. Apresentam-se aqui dois espaços que podem contribuir neste processo: Ciclo de Debates sobre Economia de Baixo Carbono e Oficina sobre os Dados Censitários.

Divulgue e participe. 

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