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12 Novembro 2011

Ciberteologia: o que a doutrina cristã tem em comum com o movimento do software open-source?

A reportagem é da revista The Economist, 03-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"O reino dos céus é daqueles que se parecem a elas", disse Jesus sobre as criancinhas. Mas os hackers de computador podem ser um tipo de concorrência com as crianças, de acordo com Antonio Spadaro, padre jesuíta italiano.

Em um artigo publicado no início deste ano na La Civiltà Cattolica, revista quinzenal apoiada pelo Vaticano, intitulado Ética Hacker e visão cristã, ele não apenas elogia os hackers, mas também eleva a sua abordagem da vida como divina em alguns aspectos.

Spadaro argumenta que o hacking é uma forma de participação na obra da criação de Deus (ele usa a palavra "hacker" em seu sentido tradicional e nobre dentro dos círculos da computação, referindo-se à construção ou à reparação de códigos, em vez da invasão de sites. Essas nefastas atividades, ao contrário, são conhecidas como "hacking malicioso" ou "cracking").

Spadaro diz que se interessou pelo assunto quando percebeu que os hackers e os estudantes da cultura hacker usavam "a linguagem dos valores teológicos" ao escrever sobre criatividade e codificação. Por isso, ele decidiu examinar a ideia mais profundamente.

A ética hacker forjada na costa oeste dos EUA na década de 1970 e 1980 era divertida, aberta à partilha e pronta para desafiar os modelos de controle da propriedade, de concorrência e até mesmo de propriedade privada.

Os hackers estavam na origem do movimento open source, que cria e distribui softwares que são livres em dois sentidos: não custam nada e o seu código subjacente pode ser modificado por qualquer pessoa para atender suas necessidades.

"Em um mundo devotado à lógica do lucro", escreveu Spadaro, os hackers e os cristãos têm "muito a dar uns ao outros", já que eles promovem uma visão mais positiva do trabalho, do compartilhamento e da criatividade.


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