As grandes manobras para o período pós-Levada

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07 Novembro 2011

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal norte-americano William Levada, fala abertamente em deixar o cargo logo depois da conclusão das festas natalícias, em janeiro de 2012. Levada nasceu no dia 15 de junho de 1936, completou 75 anos em junho deste ano e, portanto, se dirige ao primeiro ano de prorogatio no cargo que foi de Joseph Ratzinger até a eleição de abril de 2005.

A reportagem é de Marco Tosatti, publicada no sítio Vatican Insider, 4-11-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ele poderia ficar, certamente, mas parece que, na origem da sua decisão, há problemas de saúde física, ligados tanto ao estado dos pulmões, quanto à coluna. Não se sabe o que ele vai fazer depois de sair, se ficará em Roma ou decidirá voltar aos Estados Unidos.

Se a decisão de sair for confirmada, Bento XVI vai se encontrar diante de uma outra escolha nada simples. A Congregação para a Doutrina da Fé, "a Suprema", como era chamada uma vez, certamente é o dicastério de maior relevância, prestígio e importância no panorama da Cúria Romana. Embora o fato de o papa ser um teólogo de profissão e tenha liderado essa congregação por 25 anos certamente reduza, de certa forma, o papel e a forma do prefeito, esse continua sendo um cargo de grande delicadeza. Ainda mais agora que o escândalo dos abusos sexuais fez com que a congregação tivesse que se ocupar dele quase em primeira pessoa, de uma forma muito mais aprofundada do que no passado.

O nome do candidato mais provável é o de Gerhard Ludwig Müller (foto à esquerda), da diocese de Regensburg. Ele é bem conhecido do pontífice, e, segundo o que se diz no Vaticano, ele não seria contrário a suportar os ônus e os bônus de ser Prefeito da Fé e não perde oportunidades para manifestar essa sua voluntária disponibilidade para Bento XVI. Que, como se sabe, por causa da sua mansidão de caráter, pode ser tão bondoso que não consiga dizer não. Parece que, recentemente, Müller tomou um breve período sabático para se dedicar ao estudo da língua italiana e não só, talvez, por amor do idioma de Dante.

Um nome que seria bem avaliado é o do cardeal húngaro Péter Erdő (foto à direita). E é um nome que já surgiu no passado recente, quando alguém o propôs ao papa como candidato de postos importantes em Roma. Parece que, do apartamento papal, veio uma resposta como esta: "É uma boa sugestão, mas se o trouxermos a Roma, quem irá ficar na Europa Oriental?". O que, se for verdade, daria uma ideia nada consoladora do estado da liderança da Igreja ao leste de Viena.

E, finalmente, há aqueles que pensam em um bispo latino-americano: Héctor Rubén Aguer (foto à esquerda), bispo de La Plata, na Argentina. Aí ele é bispo desde o ano 2000, tem 68 anos – uma idade que poderia ser considerada adequada – e é um protagonista da batalha "pró-vida" em curso no país.

O problema da idade é importante. É verdade que alguns cardeais, como Carlo Caffarra, ou Rouco Varela, são muito estimados por Bento XVI, mas se aproximam do limite dos 75 anos. E, além disso, um pontífice de 84 anos não pode nomear como secretário de Estado ou prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé alguém muito jovem, para não correr o risco de deixar sobre os braços de um possível sucessor (ad multos annos, naturalmente) o problema de como e onde recolocar alguém que já está praticamente na cúpula da hierarquia da Igreja, mas que é muito jovem para se aposentar.

Um problema similar se apresentará em breve para o prefeito da Casa Pontifícia, o norte-americano James Michael Harvey, nascido em Milwaukee em 1949, portanto com 62 anos. Não parece que ele aprecie a possibilidade de voltar para uma diocese dos EUA, depois de 23 anos de honrado serviço à Casa Pontifícia (João Paulo II o nomeou em 1998) e, provavelmente, preferiria permanecer em Roma, com um cargo cardinalício. Talvez em Santa Maria Maior, como arcipreste, um posto que outro norte-americano, o cardeal Bernard Francis Law, arcebispo emérito de Boston, está por deixar. Mas, para a "mãe de todas as igrejas", há outros nomes que circulam, incluindo a do cardeal Giovanni Lajolo, que recém deixou ao ex-núncio na Itália, Giuseppe Bertello, o cargo de presidente da Pontifícia Comissão para a Cidade do Vaticano, entidade que orienta e administra a pequena cidade-Estado, incluindo os Museus Vaticanos.

 

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