"O Santo Padre me confirmou como arcebispo de Havana", afirma cardeal Ortega

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03 Novembro 2011

O cardeal Jaime Ortega, confirmado pelo Papa Bento XVI como arcebispo de Havana, disse na sexta-feira da semana passada que continuará dialogando com o governo de Raúl Castro, embora tenha admitido que gostaria que as reformas pretendidas pelo presidente cubano avançassem "um pouco mais rapidamente". "O Santo Padre me confirmou como arcebispo de Havana", disse Ortega à imprensa, referindo-se à renúncia que apresentou, após completar 75 anos, no dia 18 de outubro, idade máxima para um bispo, segundo o Código de Direito Canônico.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 01-11-2011. A tradução é do Cepat.

Sua renúncia obrigatória criou um clima de apreensão não apenas na Igreja, pois o arcebispo foi o artífice da visita de João Paulo II, em 1998, da distensão com o governo comunista após quatro décadas de confrontos, a abertura de um diálogo inédito com Raúl Castro e uma provável visita à ilha de Bento XVI, em 2012.

Sem uma figura carismática para colocar em seu lugar, a confirmação do Vaticano está em linha com sua reiterada aprovação à gestão mediadora de Ortega, que conseguiu a libertação de 130 presos políticos, diminuir o assédio ao grupo opositor Damas de Branco e abrir novos espaços para a Igreja na sociedade.

Espero "continuar a minha missão", disse o cardeal, a quem o Governo da Espanha conferiu na sexta-feira passada a Grande Cruz de Isabel a Católica, notícia que recebeu como "uma honra para mim e nos enaltece".

A Espanha, através de seu então chanceler Miguel Angel Moratinos, "acompanhou" a conversa que Ortega e Castro iniciaram em 19 de maio de 2010 e acolheu a maioria dos presos políticos soltos nesse processo.

Outro resultado desse diálogo foi a abertura de uma nova sede para o Seminário de São Carlos e Santo Ambrósio, um centro cultural eclesial e a peregrinação nacional da Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, primeira desde a vitória da revolução em 1959, que começou no dia 8 de agosto do ano passado e que terminará no dia 30 de dezembro em Havana.

Também nesse novo ambiente se inscreve a peregrinação de religiosos cubanos à Terra Santa, encabeçada por Ortega em agosto passado, primeira desde a instauração do comunismo na ilha.

O diálogo "continua, quanto aos presos, isso já é um capítulo encerrado, mas há um diálogo que tem a ver com a vida da Igreja, com sua ação pastoral e também com a vida do país", disse Ortega.

Essas conversas também têm a ver "com as mudanças econômicas que se projetam em Cuba, mudanças que a sociedade espera, que o cubano espera e que a Igreja também alentou, apoiou e espera".

Sobre as mudanças propostas por Raúl Castro para "atualizar" o esgotado modelo econômico soviético vigente "alguns pensam que as coisas vão devagar, nós pensamos que sim, que poderiam ir um pouco mais rápidas", precisou.

"O importante é a continuação, e que as perspectivas sejam vistas, quando se acrescenta alguma medida, perspectivas de ampliação e não de restrição. Não inquieta o fato de não ver retrocessos, mas que os passos foram de abertura de abertura e essa é a minha esperança e a minha confiança", disse.

A gestão de Ortega pode ser coroada com uma visita de Bento XVI, em 2012, quando se completam os 400 anos da aparição da imagem da Caridade do Cobre, flutuando sobre as águas da Baía de Nipe, a 670 quilômetros a leste de Havana.

"Não está descartada a possibilidade da viagem, não está descartada nem anunciada, mas não há um "não’ sobre a viagem. A queremos para este ano (2012)... seria magnífico que o Santo Padre pudesse estar conosco", disse.

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