Debate público entre teóloga e cardeal dos EUA sobre livro polêmico

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02 Novembro 2011

As afirmações do cardeal Donald Wuerl, publicada no site da Conferência dos Bispos dos EUA (USCCB), de que seus convites para se reunir com a Ir. Elizabeth Johnson sobre o seu livro Quest for the Living God não obtiveram resposta são "demonstrável e descaradamente falsas", disse a renomada teóloga disse em uma carta enviada ao cardeal no último domingo.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada no sítio National Catholic Reporter, 31-10-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A carta, obtida por primeiro pela revista Commonweal e postada em seu blog, é uma resposta a uma nota de imprensa do dia 28 de outubro postada no site dos bispos. O texto afirma que Wuerl, que preside a Comissão de Doutrina dos bispos, tentou reunir-se com Johnson três vezes desde que a comissão criticou publicamente o seu livro, mas Johnson "não respondeu a nenhuma das ofertas".

Em sua carta ao cardeal, Johnson diz que está "horrorizada com a acusação que o senhor fez no site da USCCB de que eu não respondi a nenhuma das ofertas para nos reunirmos".

"Eu nunca recebi uma oferta para me reunir em um determinado momento ou com um protocolo ou agenda que assegurasse uma séria discussão das questões no meu livro. Se eu tivesse recebido, eu teria aceito imediatamente", escreve Johnson. "Além disso, cada oferta era vaga acerca do momento, indicando que uma reunião iria acontecer depois que as deliberações da comissão tivessem acabado".

A irmã da Misericórdia Mary Ann Walsh, porta-voz da Conferência dos Bispos dos EUA, não quis comentar sobre as idas e vindas das afirmações entre Wuerl e Johnson.

"O cardeal fez as suas observações sobre a comunicação", disse Walsh. "[Johnson] fez as dela. Ele não vai dizer nada mais".

Johnson confirmou a autenticidade da sua carta do dia 30 de outubro em um e-mail.

O livro de Johnson, que foi criticado pela primeira vez pela Comissão de Doutrina dos bispos em março por não estar em "concordância com o autêntico ensino católico em pontos essenciais", foi reafirmado como "inadequado como uma apresentação da compreensão católica de Deus" em uma declaração da comissão divulgada no dia 28 de outubro.

Em uma resposta aos bispos emitida no mesmo dia, Johnson disse lamentar o fato de que suas tentativas de se encontrar com os membros da comissão tenham sido recusadas.

A declaração de Wuerl do dia 28 de outubro parece refutar essa afirmação, ao dizer que o cardeal tentou entrar em contato com Johnson nos dias 22 de julho, 11 de outubro e 26 de outubro, sem nenhum resultado.

Uma série de cartas e e-mails entre Wuerl e Johnson postados no site da Commonweal, no entanto, parece mostrar que a teóloga fez várias tentativas para se encontrar com o cardeal, respondeu a cada uma das suas comunicações e só foi contatada para possíveis reuniões depois que as declarações da Comissão de Doutrina dos bispos sobre o seu livro já havia sido esboçadas.

A troca de correspondências mais recentes entre Johnson e Wuerl começou com uma carta enviada pelo cardeal à teóloga, datada de 11 de outubro.

Johnson, que está em período sabático de sua posição como professora de teologia sistemática da Fordham University neste semestre e não está trabalhando em seu gabinete na universidade, para onde a carta foi enviada, não a recebeu imediatamente.

Em um e-mail do dia 26 de outubro para o Pe. Adam Park, secretário de Wuerl, Johnson explicou que, enquanto estiver em seu período sabático, ela só receberá cartas uma vez por semana, quando forem coletadas no seu gabinete e enviadas para a sua casa.

Além disso, diz Johnson nesse e-mail, a carta de Wuerl não solicitava uma reunião antes que a declaração da Comissão de Doutrina fosse publicada no dia 28 de outubro, mas se referia só vagamente a um possível encontro no futuro.

"Em correspondências anteriores, a senhora e eu falamos sobre a possibilidade de nos reunirmos pessoalmente", afirma o e-mail de Johnson citando a carta de Wuerl. "Eu renovo a minha oferta para me encontrar com a senhora, se assim o desejar".

Essa declaração, diz Johnson no e-mail, "não tem um tempo" definido para o possível encontro entre eles. "Quando eu li isso", escreve Johnson, "entendi que a porta do cardeal estava aberta para uma reunião algum dia".

Em sua carta de 30 de outubro a Wuerl, Johnson também descreve diversos outros momentos em que ela entrou em contato com o cardeal sobre um possível encontro. Ela também se dirigiu ao cardeal no dia 14 de julho, afirma ela, depois de ter recebido uma carta reconhecendo que os bispos tinham recebido a sua resposta de junho sobre a condenação por parte dos bispos ao seu livro.

"Eu asseguro explicitamente ao senhor a minha disposição de me encontrar face a face para esclarecer esses assuntos e, de fato, eu gostaria de fazê-lo, se o senhor o julgar útil", escreveu Johnson nessa carta.

Em sua resposta do dia 22 de julho a essa carta, escreve Johnson, Wuerl disse que "acolheria a oportunidade" para se encontrar com a teóloga e entraria em contato com ela novamente depois de uma reunião da Comissão de Doutrina em setembro.

Essa formulação vaga, diz Johnson, levou-a a acreditar que a comissão "iria deliberar sem me encontrar", e que Wuerl iria "se encontrar comigo posteriormente".

Concluindo a sua carta de 30 de outubro, Johnson escreve: "Dizer que o senhor tentou me contatar por telefone e por e-mail e que eu não respondi é demonstrável e descaradamente falso".

Johnson pede que Wuerl remova a nota do dia 28 de outubro do site da Conferência dos Bispos. "Pelo bem da sua própria reputação em dizer a verdade, e pelo bem da Igreja, que não precisa de mais controvérsias, exorto-o a remover esse post".

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