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15 Outubro 2011

Eles se chamam Al Shabab, isto é, "A Juventude". E não por acaso muitos dos cerca de 7 mil homens que hoje atuam nas fileiras da milícia islâmica radical que está por trás do sequestro das duas espanholas são jovens arrancados dos campos de refugiados que lotam a fronteira entre Somália, Quênia e Etiópia, como reconhecem trabalhadores humanitários com experiência no Chifre da África.

A reportagem é de Óscar Gutiérrez, publicada pelo jornal El País e reproduzida pelo portal Uol, 15-10-2011.

Em 7 de agosto, e devido à pressão das forças da União Africana entrincheiradas em Mogadíscio, o grupo, que controla três quartos da Somália, anunciou que recuaria para se rearmar e realizar outro tipo de ataque contra a presença estrangeira. E o fez. Há uma semana um caminhão-bomba causou a morte de mais de 70 pessoas na capital somali.

Mas a ameaça da Al Shabab, grupo que a CIA inclui em sua lista de organizações terroristas vinculadas à Al Qaeda, percorreu, especialmente em setembro, o caminho que separa a Somália dos acampamentos de Dadaab, no Quênia. O alerta foi dado em 19 de setembro com o sequestro ainda não solucionado no campo de Hagadera (um dos quatro que dividem Dadaab) do motorista de um veículo da ONG Care International. Três dias antes a polícia do Quênia informou que tinha indícios de que a Al Shabab pretendia atacar pessoal estrangeiro das ONGs mobilizadas na região. E a ONU, através de sua agência para os refugiados, interveio no assunto divulgando uma nota entre os cooperantes para que reforçassem a precaução se viajassem para Dadaab.

A Al Shabab, entretanto, não acumula em sua história uma lista de sequestros que possam aproximá-la do perfil da Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), o ramo da Al Qaeda no norte da África. O grupo, que exige a aplicação da charia, a interpretação mais rigorosa da lei islâmica, e a expulsão dos estrangeiros da Somália, é herdeiro das Cortes Islâmicas expulsas de Mogadíscio pelas forças etíopes em 2007. Desde então conseguiu controlar praticamente a totalidade do país e barrou o acesso das ONGs, salvo exceções como a Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras e Ação Contra a Fome, exatamente na pior seca do país nos últimos 20 anos. Fora de suas fronteiras, a Al Shabab, liderada hoje por Ibrahim Haji Jama Mee"aad, deu um passo adiante na jihad internacional com o atentado em Kampala (Uganda) em julho de 2010 e a morte de 74 pessoas.

O foco da comunidade internacional, entretanto, está agora no sul da Somália. Um relatório da ONU divulgado em agosto denunciou o assassinato nessa região nas mãos da Al Shabab de cooperantes humanitárias - desde 2008, 14 empregados do Programa Mundial de Alimentos (PMA) -, de ONGs e agências internacionais. O relatório calculou em mais de 70 milhões de euros o orçamento anual com que contam os fundamentalistas, que vem sobretudo de redes de fidelização na Etiópia e no Quênia.

É desses dois países que veio a pressão para que a Al Shabab deixasse em agosto o centro de Mogadíscio, algumas semanas depois que a ONU aprovou a ponte aérea do PMA de Nairóbi (Quênia) para a capital somali. Os cooperantes consultados concordam que a crise humanitária na Somália não terminará sem a assinatura de um acordo de fim de hostilidades com esse grupo.

Nos últimos 15 anos, 53 cooperantes espanhóis foram sequestrados na África. Não é a primeira vez que os reféns são membros do Médicos Sem Fronteiras: em 30 de dezembro de 2007 a doutora espanhola Mercedes García (51 anos) e a enfermeira argentina Pilar Bauza (36) foram retidas por três dias na Somália. O precedente mais próximo ocorreu em 29 de novembro de 2009, quando três membros da Barcelona Acció Solidària foram capturados pela Al Qaeda na Mauritânia.

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