Descoberta de "acelerador cósmico" rende Nobel a trio

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05 Outubro 2011

O Nobel de Física de 2011 premiou o trio de cientistas americanos que, há 13 anos, chacoalhou os alicerces da disciplina ao demonstrar que o Universo está se expandindo em um ritmo acelerado.

A reportagem é de Giuliana Miranda e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 05-10-2011.

Para justificar esse resultado - que contrariava as previsões anteriores de uma desaceleração -, os pesquisadores foram obrigados a criar um novo "ingrediente" na mistura que compõe o Cosmos: a energia escura, considerada hoje um dos maiores mistérios da ciência.

Esses resultados foram obtidos praticamente ao mesmo tempo por dois grupos independentes (para não dizer rivais), que dividem a láurea.

Uma das equipes é chefiada por Saul Perlmutter, da Universidade da Califórnia em Berkeley. A outra é liderada por Brian Schmidt, da Universidade Nacional Australiana, mas com participação crucial de Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins.

Metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (R$ 2,8 milhões) irá para Perlmutter, e o resto será dividido entre os outros dois.

Quando iniciaram seus estudos, os pesquisadores esperavam avaliar a diminuição na velocidade da expansão do Universo, um processo que começou 13,7 bilhões de anos atrás, no Big Bang.

Até então, teorias indicavam que a gravidade funcionaria como um freio, que progressivamente tornaria essa expansão mais lenta.

Ao confrontarem os dados, porém, os pesquisadores encontraram exatamente o oposto: o Universo parecia se mexer cada vez mais rápido.

"Ficamos chocados. Achávamos que tínhamos feito alguma coisa errada", disse Schmidt em teleconferência.

Os dados não só estavam certos como foram comprovados por outros pesquisadores independentes.

Para medir a expansão do Universo, observaram a luz de um tipo especial e superbrilhante de supernova: a 1a.

Trata-se da explosão de uma anã branca, estrela muito antiga e compacta, tão pesada quanto o Sol, mas de tamanho similar ao da Terra.

TÉCNICA

Os cientistas usaram imagens de um detector parecido com uma câmara digital comum para "tirar uma foto" durante o pico de luminosidade dessas supernovas.

Algum tempo depois, eles tiraram uma nova "fotografia" e constataram que o brilho estava bem mais fraco do que o esperado.

"Essas supernovas são o que nós chamamos de vela padrão. Quando se vê uma lâmpada de 100 watts, sabe-se exatamente a luz que ela emite. Com o pico de luz que elas produzem, após a calibração, é a mesma coisa. É uma medida confiável", diz Laerte Sodré Jr, do IAG (instituto de astronomia) da USP.

Na opinião de Jailson Alcaniz, cientista do ON (Observatório Nacional), a descoberta coroa a importância de uma revisão na física.

"Não sabemos nada sobre a energia escura [responsável pela expansão acelerada]. De um jeito ou de outro, precisaremos de uma nova teoria, uma revisão no cenário já existente, que abrigue as descobertas vencedoras."

De acordo com o pesquisador, agora é necessário um grande esforço acadêmico para "encaixar o que foi identificado nas observações práticas com a teoria."

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