O Vaticano procura um bispo "que tranquilize os fiéis" de Sucumbíos, no Equador

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16 Setembro 2011

O Vaticano está preocupado com o conflito entre os seguidores de um modelo de Igreja social e outro hierárquico na província de Sucumbíos e procura nomear um bispo permanente que tranquilize os fiéis, segundo disse à agência Efe o delegado pontifício, Angel Polibio Sánchez.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 15-09-2011. A tradução é do Cepat.

No próximo sábado, os partidários dos Carmelitas Descalços sairão às ruas para pedir que Roma escolha um bispo que mantenha a Igreja social e comunitária estabelecida na província amazônica de Sucumbíos, na fronteira com a Colômbia, disse à agência Efe o padre diocesano Édgar Pinos.

Polibio Sánchez, encarregado interino da província, explicou que na semana passada viajou ao Vaticano para apresentar um informe sobre a situação e assegurou que "a preocupação da Santa Sé é que se retorne à tranquilidade e à normalidade da vida eclesial".

As diferenças surgiram no ano passado, quando o bispo Gonzalo López Marañón, armelita, se aposentou e o Vaticano colocou como seu substituto Rafael Ibarguren, dos Arautos do Evangelho, o que, segundo Pinos, afetou "o trabalho social e popular com as comunidades", porque a visão dos recém-chegados era um modelo de Igreja hierárquico.

Os Arautos chegaram à província amazônica em outubro de 2010 e, a partir de então, seguidores de ambos os lados estão brigados, razão pela qual o Vaticano decidiu expulsar as duas ordens em março nomeou Polibio Sánchez como delegado pontifício.

Agora, disse Sánchez, o Vaticano pediu informações sobre este caso para "poder tomar uma decisão" e "dar uma resposta e uma solução de certa permanência" à província.

Pinos, por sua vez, destacou que a manifestação do sábado, para a qual são esperadas entre 3.000 e 4.000 pessoas, "se faz pelo fato de que em Roma estão tomando decisões que dizem respeito ao vicariato de Sucumbíos".

O sacerdote relatou que o motivo da marcha é pedir uma solução definitiva, pois, segundo disse, a decisão de designar Ibarguren foi "um erro", dado que ele "não era um bispo, mas um administrador", razão pela qual "não podia conduzir a diocese", ao passo que logo foi nomeado o delegado papal que só cumpre "determinadas tarefas e não pode conduzir o vicariato em todas as suas funções".

Para Pinos, a designação de um bispo definitivo é fundamental para ajudar na "reconciliação, que é urgente", mas este deverá ser um sacerdote que "tem uma linha de pastor com seu povo e um mínimo de respeito à tradição e ao processo eclesial" de Sucumbíos.

O movimento carismático, por sua vez, simpático aos Arautos do Evangelho, defende que os Carmelitas representam apenas uma parte social da Igreja e "se esquecem" da espiritual.

Polibio Sánchez assinalou que, "sem dúvida, há distanciamento e discórdia" entre os dois lados em conflito, apesar de que a situação, acredita, tenha melhorado com sua chegada, porque ele não pertence a nenhuma ordem, razão pela qual o Vaticano o escolheu como uma pessoa neutra para mediar a situação.

O bispo também considerou que para retornar à normalidade "faz-se necessário um processo de profunda reconciliação", para o qual, na sua opinião, é necessário muito tempo e que a Igreja na província se adapte aos novos tempos.

"Não se pode continuar mantendo um processo eclesial que se iniciou há 40 anos e que se viveu durante 40 anos da mesma maneira. A situação do momento, as circunstâncias que o mundo globalizado vive exigem que a Igreja também vá dando respostas às circunstâncias atuais", sentenciou.

Entretanto, Luis Yanza, membro da Frente de Defesa da Amazônia, outro grupo que está na organização da manifestação deste sábado, recordou que Jesus era uma pessoa próxima do povo e que vivia com ele. Assim que espera que em Sucumbíos haja um bispo com as mesmas características.

Yanza asseverou que os Arautos dividiram a província ao não respeitar um modelo eclesiástico "social, participativo e não excludente das comunidades, que foi construído ao longo destes 40 anos".

Yanza destacou que os Carmelitas não foram apenas uma ordem próxima do povo, mas também criaram um orfanato e o clube de futebol onde se iniciou Antonio Valencia, jogador do Manchester United. Agora espera que o Papa nomeie "um bispo titular e definitivo" que entenda a Igreja de Sucumbíos, disse.

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