"O caso dos jesuítas assassinados não está encerrado"

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30 Agosto 2011

O arcebispo de San Salvador, José Luis Escobar Alas, aceitou neste domingo a sentença da Corte Suprema de Justiça (CSJ) sobre os presos pelo assassinato dos jesuítas na UCA, e estimou que o caso não foi engavetado e que tudo estaria nas mãos da Corte espanhola.

A reportagem é da agência Efe, 29-08-2011. A tradução é do Cepat.

De acordo com Escobar Alas, a ordem de extradição para os nove militares, Rafael Humberto Larios, Juan Rafael Bustillo, Juan Orlando Zepeda, Francisco Elena Fuentes, José Ricardo Espinoza, Gonzalo Guevara Cerritos, Oscar Mariano Amaya, Antonio Ramiro Ávalos e Tomás Zárpate Castillo, teria que ser emitida pela Corte da Espanha, já que esta petição deverá tramitar entre os governos envolvidos.

"A extradição deveria tramitar entre governos e é lógica a posição deles (CSJ de El Salvador), mas os responsáveis já vão se manifestar sobre o assunto, eu confiaria que sua análise está amparada na lei fundamentada no direito e que é com boa vontade", detalhou. Os militares que se haviam declarado em "resguardo" no Batalhão Especial de Segurança Militar (BESM) retornaram às suas atividades habituais, após se verificar que não havia nenhum risco contra eles.

O líder máximo da Igreja católica acrescentou que, como instituição solidária com os jesuítas, teria estado a favor de qualquer sentença.

"Quero que haja um voto de confiança na institucionalidade da CSJ... mas sempre será uma situação discutível porque o desejo de justiça e verdade é muito natural".