El Salvador protege os acusados de assassinar Ellacuría

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27 Agosto 2011

Primeira negação veemente da Justiça salvadorenha à Audiência Nacional. A Suprema Corte se opôs a executar a ordem de captura internacional emitida pelo juiz Eloy Velasco contra nove dos 19 militares processados pelo assassinato dos jesuítas espanhóis em 1989, incluindo o padre Ignacio Ellacuría e outros cinco companheiros.

A reportagem é de Mateo Balín, publicado no portal do jornal El Diario Montañés, 26-08-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O máximo órgão judicial de El Salvador considerou que não pode tentar a extradição dos acusados porque a ordem de detenção emitida pela Interpol não inclui esse pedido. Por isso, diz, tem que ser o "Reino da Espanha, mediante as autoridades diplomáticas ou por meio do Ministério da Justiça" que lhe dê seguimento e, atualmente, não há nenhuma comunicação.

O segundo argumento diz respeito à situação dos acusados, que permaneciam detidos em um edifício militar desde o último dia 7 de agosto. O alto tribunal diz que não pode proceder a captura dos militares, porque "isso implicaria em executar uma sentença de um tribunal estrangeiro (em referência à Audiência Nacional), o que sim lesionaria a soberania nacional".

Essa explicação não é trivial, já que aventura uma futura sentença no caso de que o governo espanhol peça a extradição dos acusados por via diplomática. A maioria do tribunal não é partidária da entrega, porque considera que os fatos já foram julgados nos anos 1990.

"Mais uma farsa"

Para os responsáveis da Universidade Centro-Americana de El Salvador, lugar onde os seis jesuítas e duas funcionárias do centro foram assassinados à queima-roupa, a decisão judicial é "mais uma farsa" e a demonstração de que as coisas não mudaram 20 anos depois do fim da guerra civil que assolou o país.

De fato, alguns veem na decisão da Suprema Corte uma resposta à negativa da Interpol Madri de deter dois empresários espanhóis acusados de corrupção em El Salvador e a posterior decisão de usar a via diplomática para pedir a sua captura e extradição, como acontece agora com os militares processados, entre eles o ex-ministro da Defesa e um general do Exército.


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