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15 Agosto 2011

"Ao optar pela "faxina ética’ como principal bandeira do seu governo, Dilma escolheu um caminho sem volta". O comentário é de Ricardo Kotscho, jornalista, em artigo no seu blog, 15-08-2011.

Eis artigo.

Que o PMDB velho de guerra é um pote até aqui de mágoa, pelos mais variados motivos, todos sabemos. Na semana passada, com dois ministros na berlinda e um ex-deputado federal da legenda na cadeia, o partidão fez uma greve branca e paralisou os trabalhos do Congresso Nacional.

E agora, vai fazer o quê? Alguém pode imaginar o PMDB na oposição ao governo Dilma? Vai se juntar ao PR do ex-ministro Alfredo Nascimento que ameaça sair do bloco governista?

As perguntas são muitas neste início de semana, mas ninguém do governo, com um mínimo de experiência de como as coisas funcionam em Brasília, pode alegar que foi surpreendido pelo que está acontecendo com o seu principal aliado.
Para quem não se lembra, não custa recordar: o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que comanda a rebelião, foi o primeiro candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, em sua primeira campanha presidencial, em 2002. Teve que sair de fininho e ceder o lugar a Rita Camata.

Ao optar pela "faxina ética" como principal bandeira do seu governo, promovendo demissões a granel após as primeiras denúncias de corrupção publicadas da imprensa, que atingiram o aliado PR no Ministério dos Transportes, Dilma escolheu um caminho sem volta.

São conhecidos em São Paulo os esquemas e áreas de influência de Michel Temer, o vice-presidente da República que até outro dia era adversário do PT, à frente da ala tucana do PMDB. O partidão só mudaria de lado no segundo mandato de Lula para depois se tornar sócio na chapa governista.

Com razão, os líderes peemedebistas dizem que não são apenas aliados do governo, são parte do governo. E não se tem notícia de governo que faz oposição a si mesmo. O problema é que a cruzada anti-corrupção ganhou vida própria e foi bater logo às portas do Ministério da Agricultura, da cota de Michel Temer, e do Ministério do Turismo, do PMDB de José Sarney.

Para acalmar seu aliado, o governo tem uma lista de pendências e parece não saber nem por onde começar. A gota d´água foi a prisão, com humilhação, do ex-deputado federal Colbert Martins (PMDB-BA), que assumiu um cargo no Ministério do Turismo em abril e viu sua foto sem camisa, tirada numa cadeia do Amapá, publicada nos jornais de todo o país.

Colbert foi solto com o resto da turma toda no final de semana, mas já foram marcados pelo partido dois atos de desagravo, na Bahia e em Brasília, o que só deve fazer a temperatura subir. No final de semana, saíram novas denúncias envolvendo os ministérios do Turismo e da Agricultura, mas o maior problema para o líder Henrique Alves não é nem esse, como ele deixou bem claro. "A instafisação da bancada é com o tratamento político, a retenção de emendas".

Ou seja, voltamos ao início do descontentamento do PMDB com a (des)articulação política do governo: a demora na liberação das verbas dos parlamentares.

Com os cortes que Dilma foi obrigada a fazer no orçamento para adaptar o país à cada vez mais séria crise econômica que atinge o mundo todo, o problema na verdade é que a conta não fecha. É a falta de grana para fazer agrados, aliada à pouca disposição para o diálogo com parlamentares famintos.

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