Roy Bourgeois enfrenta expulsão da ordem Maryknoll

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09 Agosto 2011

O padre maryknoll Roy Bourgeois recebeu uma "segunda advertência canônica" e enfrenta a expulsão da sua sociedade missionária norte-americana se continuar defendendo publicamente a ordenação de mulheres na Igreja Católica Romana.

A reportagem é de Tom Roberts, publicada no sítio National Catholic Reporter, 08-08-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em uma carta do dia 27 de julho, o superior-geral maryknoll, Pe. Edward M. Dougherty, repetiu um aviso anterior de que Bourgeois enfrentaria a dispensa se "continuasse sua campanha em favor das presbíteras e não se retratasse publicamente de sua posição sobre o assunto".

O primeiro aviso foi emitido depois que Bourgeois recebeu um aviso, em setembro de 2008, da Congregação para a Doutrina da Fé e novamente em março deste ano, durante uma reunião com o Conselho Geral da ordem Maryknoll.

Em uma resposta de uma página divulgada hoje, Bourgeois disse ser incapaz de se retratar.

"Em meu ministério ao longo dos anos, eu conheci muitas mulheres devotas em nossa Igreja que acreditam que Deus as está chamando a ser presbíteras. Por que elas não seriam chamadas? Deus criou homens e mulheres de igual dignidade e, como todos sabemos, o chamado a ser sacerdote vem de Deus", escreveu.

Desde que ele foi alertado pela primeira vez sobre a possível excomunhão e expulsão da Sociedade Maryknoll, Bourgeois explicou que sua postura é uma questão de consciência. Em sua carta mais recente, ele levanta mais uma vez a questão do "primado da consciência", um atributo humano que, segundo ele, "nos conecta com o Divino".

"O que vocês estão me pedindo para fazer em sua carta não é possível sem que eu traia a minha consciência. Em essência, vocês está me pedindo para mentir e dizer que eu não acredito que Deus chama tanto homens quanto mulheres ao sacerdócio. Isso eu não posso fazer e, portanto, não vou me retratar".

O advogado Bill Quigley, professor da Escola de Direito da Universidade de Loyola, representa Bourgeois juntamente com o canonista e padre dominicano Thomas Doyle, muito conhecido por ser um defensor das vítimas dos abusos sexuais clericais.

Quigley disse que tem recebido centenas de e-mails de apoio a Bourgeois e que o padre recebeu telefonemas dos missionários maryknoll de todo o mundo para apoiá-lo e informá-lo que estão defendendo-o junto à ordem.

Quigley disse que gostaria de ver a Sociedade Maryknoll, que muitas vezes tomou posições progressistas sobre questões da cultura em geral, "reinvestir no diálogo sobre consciência" e ver como ela se aplica nesse caso. "Se alguém pode encontrar uma forma criativa de fazer isso, eu acho que esse alguém são os nossos irmãos maryknoll".

A carta de Dougherty, no entanto, parece deixar pouca esperança para a continuidade da discussão. Afirmando que Bourgeois "permaneceu impassível", apesar de ser questionado por outros maryknolls "a considerar os efeitos de suas ações sobre a Sociedade e da Igreja", Dougherty descreve a dispensa como algo "baseado em sua postura desafiadora como padre católico que rejeita publicamente o Magistério da Igreja sobre a questão da ordenação sacerdotal".

Se Bourgeois não se retratar dentro de 15 dias a partir do recebimento da carta do superior-geral, Dougherty disse que irá "dar continuidade ao processo de dispensa".

A carta conclui observando que Bourgeois tem o direito de se defender contra a segunda advertência canônica e a dispensa proposta.

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