"Os jovens são aqueles que podem mudar o nosso mundo’, afirma Superior Geral dos Jesuítas

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09 Agosto 2011

Em frente à Basílica de Santo Inácio de Loyola, cerca de 3.000 jovens procedentes de cerca de 50 países diferentes celebraram uma eucaristia de envio para as Experiências Magis, distribuídas por toda a Espanha, Portugal e Norte da África.

A reportagem é de Sergio Rosa e está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 08-08-2011. A tradução é do Cepat.

O Pe. Adolfo Nicolás, Superior Geral dos Jesuítas, presidiu a celebração concelebrada por cerca de 180 jesuítas de todos os rincões do mundo. Eles, unidos aos milhares de jovens que ali se encontravam e às dezenas de moradores de Azpeitia, fizeram deste pequeno e belo vale, um pequeno mundo, onde diferentes línguas, nacionalidades, culturas e características... se faziam presentes em comunhão numa mesma fé: a que nos une, a que nos convoca e a que nos apaixona. Novamente o sentido de católico, de universal volta a ganhar força em um contexto de diversidade e pluralidade.

A liturgia contou com o apoio do coral Magis, que entoava letras em inglês, latim, francês, português, espanhol, italiano... de novo diversidade, de novo comunhão, de novo uma mesma mensagem.

Durante a sua homilia, o Prepósito Geral da Companhia de Jesus se mostrou próximo, direto... Com uma linguagem clara repassou as leituras e o Evangelho do dia recordando como "Deus está na paz e na brisa refrescante da tarde".

Não encontramos Deus no medo, nem nos grandes discursos pronunciados pelos líderes políticos, nem sequer pelos sacerdotes, lembrava o Padre Geral. "Nós conhecemos a nossa própria história e santo Inácio nos quer tornar sensíveis a essa brisa que nos refresca. O Senhor não fala nos grandes barulhos, embora às vezes sejam necessários". Recordou como Deus se mostra distante do barulho, e como na música Deus se faz presente, na música e em sua diversidade, essa que hoje toma conta de todos os jovens reunidos nesta praça, em frente a esta Basílica.

A segunda leitura deste domingo é realmente dramática. Nela São Paulo reconhece que por amor ao seu povo, aos seus irmãos seria capaz de se converter em proscrito da fé que professa, mas Deus é mais forte. Esta leitura, disse o Geral, faz referência a essa segunda fase da Experiência Magis, o momento do encontro, de sair pelos caminhos, o momento da solidariedade com a realidade que nos rodeia, de compartilhar aqueles com quem cruzamos pelos caminhos. "O grau de comunhão é tão alto que necessitamos desse compartilhar com o outro. Nos sentirmos como um deles".

"Paulo não é um indignado da Puerta del Sol", é muito mais, recordava o Pe. Adolfo Nicolás. "É um apaixonado pelo seu povo, se indigna, sim, mas constrói, se alegra, cria e confia".

Através do Evangelho do dia, da falta de fé de Pedro, de uma passagem tão familiar para todos, nos mostra a realidade da nossa vida. Uma vida que é muitas vezes remar na escuridão, em meio à tempestade.

"O medo é ponto chave das leituras de hoje. O medo é muito familiar, há muitas pessoas que hoje nos vendem medo, inclusive para conseguir votos. É hora de colocar a nossa fé à prova, e também o valor da nossa esperança (...) Se o que nos preocupa é o nosso próprio sucesso, acabaremos nos afundando; se colocamos o nosso coração em Cristo, isto é, nos que sofrem, nos pobres, caminharemos sobre as águas sem nenhum tipo de medo".

De novo falamos de opções, de escolhas, de liberdade. De optar entre a minha própria segurança, o meu eu ou antes pelos outros, pelos que mais necessitam. "Essa é a grande diferença entre ter ou não ter fé, entre seguir ou não a Jesus".

Em todo momento o Padre Geral foi compartilhando estas ideias em castelhano, inglês e euskera para concluir com um desejo, com uma oração que elevou em meio a um silêncio de acolhida e oração: "Que a JMJ aumente a nossa preocupação com aqueles que sofrem, não apenas conosco".

À tarde, para a imprensa, o Padre Geral ressaltou o papel dos jovens diante dos desafios deste mundo globalizado: "Os jovens são os que podem mudar o nosso mundo", mas necessitam preparar-se para "responder a perguntas que nós nem imaginamos". "À medida que aumenta a informação diminui a capacidade de refletir".

A juventude "recebe poucos horizontes e muita propaganda que lhes diz onde gastar seu dinheiro", contudo "é importante saber que estão buscando algo mais". O Padre Geral animou-os para um "sentir profundo". "Que os jovens sintam que não vivem à mercê deste sentimento superficial que se vende", trata-se de "ir ao profundo do coração". Segundo o Padre Geral, "isso se dá no encontro, por isso o Magis 2011 é bom porque coloca os jovens em contato com pessoas de outras culturas". Para aproximar-se do próximo, destacou a importância da solidariedade, "em um mundo multicultural como o nosso vai nos salvar a capacidade de sentir com o próximo; do contrário, ficaremos à mercê de interesses particulares, lutas pessoais ou tribais e vamos perder a oportunidade de nos encontrar, talvez pela primeira vez na história, com uma humanidade em toda a sua plenitude".

Na sequência, aconteceu um encontro com 60 jovens, com representação de todos os países presentes no Magis. Foi um espaço de intercâmbio cordial e enriquecedor. Ao longo da tarde, houve oficinas e dinâmicas de animação para seguir promovendo a participação e a reflexão dos jovens presentes.

Na noite anterior, aconteceu a Feira das Culturas, um espaço artístico e lúdico no qual diversos países apresentaram uma dança ou uma canção de seu país. Países como a Indonésia, Quênia, Austrália, México, Espanha ou Albânia mostraram a força, paixão e capacidade de expressão nesta experiência festiva e multucultural.

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