Na mira de agência de risco, Espanha antecipa eleições

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Igreja Universal cria seu exército particular com "recrutamento" de PMs

    LER MAIS
  • A semana em que 47 povos indígenas brasileiros se uniram por um manifesto anti-genocídio

    LER MAIS
  • “Do fundo do nosso coração” é um “de profundis”. Ou seja, o Concílio Vaticano II não é opcional

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

29 Julho 2011

Cedendo às pressões da oposição, do mercado e da opinião pública, o premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou ontem a antecipação das eleições gerais de março de 2012 para 20 de novembro deste ano.

A reportagem é de Luisa Belchior e está publicada no jornal Folha de S. Paulo, 30-07-2011.

Pesquisas de intenção de voto apontam vitória da oposição conservadora.

O anúncio, que surpreendeu toda a Espanha, veio no mesmo dia em que a agência de classificação Moody`s rebaixou a nota de risco de seis regiões espanholas e colocou a do país como um todo em suspensão.

O mercado recebeu bem a convocação das eleições antecipadas, mas não tragou a notícia da revisão da nota de risco espanhola - que ficará suspensa por três meses, quando a agência anuncia se rebaixa ou não a qualificação.

O resultado foram leves quedas nas Bolsas da Espanha e vizinhos europeus. E aumento dos juros dos títulos espanhóis de dez anos, uma referência do mercado. A Bolsa de Madri fechou em queda de 0,27%.

Desde a derrota do Partido Socialista, de Zapatero, nas eleições regionais de maio, se especulava a antecipação. No entanto, o atual premiê dava garantias contínuas - a última delas no início desta semana - de que ficaria no posto até o final de sua legislatura, em março de 2012.

Ontem, ele argumentou que decidiu adiantar as eleições para dar "segurança econômica e política ao país".

"Foi uma boa notícia porque diminui a incerteza econômica. Este governo já acabou", disse à Folha o economista Fernando Fernández, do Instituto de Empresa de Madri.

Outro alento para o país foi a queda na taxa de desemprego no primeiro semestre, divulgada ontem, mas que continua na casa dos 20%, o dobro da média europeia (9%).

Antes de entregar o cargo, Zapatero quer aprovar um decreto-lei que disse ser imprescindível para evitar a quebra do país. Especula-se que será um novo pacote fiscal.

"Se houver mais ajuste vamos fortalecer os protestos", avisou Renato Gutiérrez, um dos porta-vozes do movimento "Indignados", de jovens que protestam contra o desemprego há dois meses.

O mote para a suspensão da nota espanhola pela Moody`s é o endividamento das comunidades autônomas (Estados), um dos gargalos econômicos da Espanha.

A nova data escolhida por Zapatero para as eleições causou polêmica por ser o dia da morte do ex-ditador espanhol Francisco Franco.

"Para mim, é uma data como outra qualquer", disse Zapatero, que anunciou deixar a vida política.

O conservador Mariano Rajoy, favorito nas eleições, afirmou também achar o dia "pouco importante".

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Na mira de agência de risco, Espanha antecipa eleições - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV