Diálogo inter-religioso é um imperativo cristão

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26 Julho 2011

Se o ecumenismo, o diálogo e a busca da unidade entre os cristãos é uma premissa, o diálogo com as outras religiões é um imperativo, disse o secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas do Brasil (Conic), Luiz Alberto Barbosa, em entrevista publicada no sítio da organização.

A informação é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 26-07-2011.

Ele entende que as igrejas que integram o Conic deveriam investir mais na formação de líderes e fiéis, mostrando a riqueza que cristãos carregam em suas diferentes manifestações litúrgicas, musicais e teológicas. Também deveriam se encontrar mais no trabalho diaconal. “Se as Igrejas possuem alguns entraves nas questões teológicas, essas são superadas quando o objetivo é ajudar o próximo”, disse.

A formação é essencial, frisou. Barbosa lembrou que o cristianismo, nas suas diversas matizes, é fruto do diálogo intenso ocorrido com diferentes povos e culturas, e desenvolveu-se num caldeirão religioso-cultural, o que cristãos fundamentalistas não conhecem e acabam se fechando ao diálogo com outras religiões “com medo de serem contaminados por heresias”.

A divisão dos cristãos é um contra-testemunho para o mundo e deturpa a mensagem de Jesus. “Estar aberto ao outro, conhecer a sua cultura, seu modo de pensar e agir, são premissas da atuação do próprio Cristo, que dialogava com todos, samaritanos, fariseus, mulheres, crianças, pobres e ricos. O cristianismo, na sua origem, nunca foi uma religião excludente, e por isso mesmo ser cristão significa ser ecumênico”, enfatizou.

Para ser ecumênico não é preciso que todos pensem da mesma maneira. Pensar de modo homogêneo não acontece nem nas famílias. “Creio que o exemplo de convivência pacífica e de abertura ao diálogo, com trabalho diaconal,  são as melhores maneiras das Igrejas darem testemunho ao mundo”, assinalou.

O ecumenismo tem por objetivo a unidade na diversidade. Mas para ser ecumênico é preciso ter uma sólida identidade religiosa, assim que o diálogo com o outro é possível sem se sentir ameaçado.

Reverendo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Barbosa assumiu a secretaria geral do Conic em fevereiro de 2007. Formado em direito e teologia, com mestrado em ciências da religião, o líder ecumênico destaca que o Conic tem dois grandes desafios diante de si: a sustentabilidade financeira visando aos recursos necessários para a condução de projetos e programas do organismo, e fazer com que o ecumenismo saia da esfera oficial das igrejas e desembarque nas bases.

Integram o Conic as igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana, Evangélica de Confissão Luterana, Presbiteriana Unida e Siriana Ortodoxa de Antioquia.

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