Acordo para Grécia não dissipa riscos de contágio da crise

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23 Julho 2011

Para analistas, plano fechado na quinta não resolverá problemas estruturais dos países europeus periféricos.

A reportagem é de Juliana Rocha e Álvaro Fagundes e publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, 24-07-2011.

A primeira reação dos mercados ao segundo plano de resgate à Grécia em pouco mais de um ano foi positiva. Mas, passada a ressaca do otimismo, o risco de contágio da crise da dívida europeia não estará totalmente dissipado.
Apesar de elogiar o pacote, analistas apontam que os principais problemas estruturais não serão resolvidos.

A dívida dos países periféricos e da terceira maior economia da zona do euro - a Itália - continua elevada. Por isso, os juros dos títulos públicos não devem cair a patamares pré-crise. A recuperação dos que estão em recessão também deve ser lenta.

Crescimento baixo e juros altos impedem a redução do endividamento -medida pelo volume da dívida dividido pelo tamanho da economia. Na Grécia, a dívida soma 160% do PIB. A Itália tem a segunda maior taxa de endividamento, de 120% do PIB. "A situação ainda é crítica e requer ajuste de longo prazo. O pacote deu tranquilidade, mas não foi recebido com uma euforia absurda", afirma Flávio Serrano, economista sênior para o Brasil do português Banco Espírito Santo.

Na sexta, o primeiro dia de negociação dos mercados europeus depois do anúncio do pacote, as Bolsas fecharam em alta. Mas a cotação do euro caiu 0,45% em relação ao dólar, o que foi interpretado pelos jornais da região como se a onda de otimismo já tivesse começado a "murchar".

Mais otimista, Jacob Kirkegaard, pesquisador do Peterson Institute, avalia que o risco de contágio foi reduzido porque a União Europeia flexibilizou as condições de socorro não só para a Grécia, mas também para Portugal, Irlanda e outros países. A redução dos custos para os países resgatados, na opinião do pesquisador, os ajudará a voltar a tomar empréstimos no mercado mais cedo.

O pacote, que prevê novo socorro à Grécia - € 159 bilhões (R$ 355 bilhões), com participação privada inicial de € 50 bilhões-, reduz juros dos empréstimos concedidos pelos governos europeus e amplia o prazo de pagamento da dívida para até 30 anos. Com a flexibilidade, a Grécia vai economizar € 30 bilhões em juros, segundo a estimativa do presidente da França, Nicolas Sarkozy.

"Acredito que o pacote elimine o risco agudo de contágio da Grécia para Espanha e Itália. Mas a crise não acabou, e esses países não estão isolados", diz Kirkegaard.

O mais pessimista dos analistas ouvidos pela Folha, Ian Vásquez, do Cato Institute (EUA), diz não esperar que a Grécia consiga pagar suas dívidas, apesar do pacote. Ele argumenta que os mercados reagem bem a decisões como a da quinta, mas mudam de posição à medida que detalhes são conhecidos. "Não se sabe como o calote vai funcionar, porque BCE, FMI e europeus têm descartado a ideia, ainda que a probabilidade de ocorrer seja de quase 100%", diz Vásquez.

A Fitch, primeira agência de classificação de risco a declarar que vai rebaixar a "calote restrito" a nota da Grécia quando o plano for posto em prática, disse que o plano abre "potencial precedente" de participação privada no resgate a Portugal e Irlanda.

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