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16 Junho 2011

Dezenas de estudantes universitários se somaram aos protestos dos secundaristas, à espera da mobilização maior convocada para esta quinta-feira pelos professores e alunos universitários. Pedem que Piñera melhore o sistema educativo.

A reportagem é de Christian Palma e está publicada no jornal argentino Página/12, 16-06-2011. A tradução é do Cepat.

A baixa temperatura que assolou Santiago nesta quarta-feira não impediu que mais de 7.000 estudantes – mais cerca de 300 trabalhadores subcontratados pela mineração – marchassem pela Alameda, a principal avenida desta capital, demandando melhorias no sistema chileno, movimento que recorda o pinguinaço de 2006, que provocou a primeira crise no governo de Michelle Bachelet e que ameaça afetar agora a administração de direita de Sebastián Piñera, que apenas na segunda-feira propôs uma mesa de diálogo com os secundaristas. Medida que, pelo que tudo indica, não acalmou os ânimos dos estudantes.

A jornada começou a esquentar quando um grupo de universitários levantou uma placa com uma mensagem contra o lucro na educação. Após a intervenção dos Carabineros, houve três jovens presos. Junto com eles, dezenas de estudantes universitários provenientes de Valparaíso, La Serena e Temuco, principalmente, se somaram à marcha secundarista, à espera da mobilização maior convocada para esta quinta-feira pelos professores e alunos universitários que, embora tenham outras reivindicações – como o fim do lucro na educação –, entendem que o sistema educacional chileno deve melhorar desde o mais básico.

A marcha dos pinguins aconteceu em relativa calma; no entanto, houve diversas escaramuças na altura do Palácio La Moneda, que os Carabineros dissolveram usando carros com jatos de água. A manifestação desta quarta-feira foi a ante-sala para o que deve ter acontecido ontem às 11h, para quando eram aguardados cerca de 20.000 universitários, secundaristas, acadêmicos e o Colégio de Professores no Parque Bustamente – em pleno centro capitalino – para marchar pela Avenida Alameda com destino à Praça dos Heróis, perto da sede do governo federal.

A presidenta da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile (FECH), Camila Vallejo, precisou que "os atores vão em aumento e estamos nos unindo em eixos principais, como a necessidade de que o Estado garanta a educação como um direito universal, a recuperação da educação pública, a fiscalização do setor privado para acabar com o lucro e avançar em mudanças institucionais que mudem pela raiz o sistema educacional chileno".

Em relação à convocação para o diálogo proposto pelo Ministério da Educação, Vallejo disse que "estamos decepcionados com o ministro porque continua desqualificando o movimento. A única coisa que propõe é o fim das mobilizações, disse que somos minoria, mas não é assim, somos um movimento legítimo porque apelamos a um direito fundamental que não está garantido no Chile". Segundo a jovem dirigente, há várias Federações da Confederação de Estudantes do Chile (Confech) que estão solicitando a renúncia do ministro da Educação, Joaquín Lavín.

Adicionalmente, a FECH e o Colégio de Professores apoiaram os estudantes secundaristas na tomada e rechaçaram as medidas de repressão dos prefeitos, que desalojaram alguns colégios. "O governo está agindo contraditoriamente, porque enquanto o ministro Lavín fala em diálogo, os prefeitos que são afins a ele estão agindo desta forma (desalojando). As autoridades dizem uma coisa para a televisão e agem de outra forma. Estamos em outros tempos e não é possível que insistam neste tipo de represálias", reclamou Jaime Gajardo, líder dos professores.

No final da jornada, os estudantes conseguiram que a ação midiática chamasse a atenção da imprensa, pois se desenrolou perto de La Moneda e do Ministério da Educação, que agora está fortemente protegido por barreiras. Na terça-feira, o imóvel foi cenário de um protesto com universitários acorrentados, que deixou mais de 30 presos.

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