Tratar, testemunhar. A tortura de Frei Tito, segundo seu psiquiatra

Revista ihu on-line

“Raízes do Brasil” – 80 anos. Perguntas sobre a nossa sanidade e saúde democráticas

Edição: 498

Leia mais

Desmilitarização. O Brasil precisa debater a herança da ditadura no sistema policial

Edição: 497

Leia mais

Morte. Uma experiência cada vez mais hermética e pasteurizada

Edição: 496

Leia mais

Mais Lidos

  • A academia e seus comportamentos patológicos

    LER MAIS
  • Assustado com Donald Trump? Você não sabe a metade

    LER MAIS
  • Do Big Bang à expansão infinita: início explosivo e fim silencioso. A ciência de Georges Lemaît

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

11 Junho 2011

Na próxima semana, nos dias 17 e 18 de junho, realiza-se, em Paris, o Colóquio "Linguagem e Violência. O efeito dos discursos sobre a subjetividade de uma época".

No evento será exibido e debatido o filme "Batismo de Sangue" de Helvécio Ratton. O diretor do filme estará presente.

No Colóquio, Jean-Claude Rolland, psiquiatra que acompanhou Frei Tito, em Lyon, debaterá o filme e intitulou a sua conferência "Tratar, testemunhar" (Soigner, témoigner).

A tradução da conferência é de Xavier Plassat, frei dominicano.

Eis o artigo.

Eu pensava que havíamos dito tudo o que soubéssemos sobre Tito de Alencar, quando, logo após sua trágica morte, nós assumimos uma série de encontros e de trabalhos para - aqui me falta a palavra adequada, honrar, salvar, fazer justiça? - sua memória. Nós: somos os frades dominicanos, que o acompanharam de perto nos últimos meses de sua vida, tendo por nomes: Roland Ducret, Xavier Plassat e François Génuyt - e eu a quem haviam confiado o tratamento do seu estado mental, doído e inquietante. Nós organizamos um seminário no convento de La Tourette, interrogamos a todos aqueles que o tinham conhecido depois do seu exílio na França; participamos de um programa de TV; eu escrevi aquele artigo na NRP, "Um homem torturado, Tito de Alencar", todos estes eventos se concentravam naquilo que a dor de Tito testemunhava de forma até ensurdecedora:  experiência sem nome, sem rosto humano, experiência indescritível e inimaginável da tortura.

Lembro que na década de 1970, na França, continuávamos  marcados pelo que o exército francês, com o apoio de alguns políticos, tinha cometido na Argélia, clandestina e extensivamente. Esse pano de fundo da história nacional explica a sensibilidade, e também a insensibilidade, com que o testemunho  de Tito foi recebido. Digo isso porque a emergência que nos instou a divulgar o testemunho de Tito não foi estranha à reserva, até mesmo à hostilidade que essa situação despertou ao nosso redor. A maioria dos meus colegas no hospital, por exemplo, achava que não havia razão para tratar "o caso Tito" a não ser como um caso psiquiátrico comum.

Mas nesta área aberta pela tortura, pela barbárie, pela violência cega que os homens praticam uns contra os outros, até contra si mesmos, nada nunca é dito definitivamente; talvez seja melhor dizer: nada nunca é dito, tão irrisório se parece o "dizer", sempre atrasado em relação ao fato que enuncia, tão fútil a palavra face à violência do gesto assassino. Confrontados com o implacável sentimento de impotência ao qual nos expôs o suicídio de Tito - esse enforcamento cujo poderoso peso simbólico é manifestado no filme "Batismo de Sangue" e que não teve lugar na bela floresta contígua ao convento, mas sim no ambiente sórdido de um álamo adjacente ao lixão de uma zona industrial deserta e miserável – frente a essa impotência, portanto, já que pela morte Tito havia-se furtado a nós  exatamente como não conseguiu fazer frente aos seus algozes, me soa agora estranho que temos recorrido  a esses discursos cuja impotência agora parece  tão óbvia e, de pronto, nos constrange. Talvez tenhamos nos tenha ajudado a enfrentar este desafio a idéia de que a impotência do discurso não significa, ipso facto, um discurso da impotência, que se há um lugar onde o destino pode ser contrariado, onde o curso das coisas pode ser revertido, esse lugar é o da palavra. Pois quando a palavra é denegada, outras vias se abrem para a expressão da verdade e da dor. Nos cadernos de Tito, foi encontrada essa sentença destinada a denegar o segredo onde seus algozes o mantinham preso: "Então as pedras gritarão!"

O que nos mostra a história do "pós-Tito" é que é o evento do qual foi o personagem principal, ou o símbolo, vem ressurgindo periodicamente na consciência coletiva. Perdi a conta das vezes em que fui solicitado para uma palestra ou um artigo ou a tradução de um artigo antigo. Eu não tenho mantido registro de tais pedidos, mas parece mesmo que obedeciam a um ritmo particular: a cada dois ou três anos, como se a sua memória assombrasse as mentes à maneira de um fantasma em um castelo assombrado, ou como se, a esse respeito, algo tivesse que ser falado. Volto à questão do discurso da tortura, do discurso sobre a tortura: este não seria apenas produto da subjetividade do locutor, de uma vontade individual, mas lidos profundamente a partir da relação da coisa em si com o aparelho da linguagem. Sabemos que o que torna possível a tortura é a abolição prévia de qualquer intercâmbio, qualquer linguagem entre o torturador e sua vítima. O torturador não escuta a sua vítima, ele a interpreta; ele não fala para ela, ele a insulta; ele a faz falar, a faz confessar in fine (e devemos absolutamente guardar isso em nossa mente): que não é seu semelhante, que não pertence à mesma humanidade. Portanto, esta palavra que para nós é sagrada porque é o próprio fundamento da comunidade dos homens, da humanização, eis que, nas circunstâncias que permitem a tortura, ela passa a ser desviada para um fim radicalmente oposto: a segregação, a exclusão, o banimento, a desumanização.

As sevícias físicas de que o torturador lança mão, os meios de que dispõe para fazê-lo remetem a um leque amplo e em si monstruoso. "Batismo de sangue" do Helvécio Ratton os detalha com precisão. Eles podem causar a morte da vítima. Esta também pode resistir. E Tito resistiu: isso diz muito de sua força de caráter e sua determinação de viver. O que a tortura emprega de meios físicos, de modo algum pode quebrar um sujeito. Queria chamar a atenção para o fato de que além dos meios físicos, a tortura lança mão de uma arma terrível da qual os torturadores costumam usar de maneira geralmente empírica, até sem saber, mas que, no caso de Tito, tornou-se preponderante, foi içada a altura de método e quase que foi objeto de teoria: "Nós vamos te quebrar por dentro", disse-lhe o delegado Fleury. E foi para escapar dessa ameaça que Tito tentou cometer suicídio na prisão. Esta arma é como o umbigo do arsenal do torturador, esta arma é o seguinte: destituir a palavra da sua função simbólica, reduzindo-a à categoria de um ato e um ato de morte.

Durantes as sevícias envolvendo um simulacro de comunhão, colocavam na boca do Tito um fio elétrico provocando choques. À essa violência física "pura" eram acrescentados aquelas palavras que, mais que insultos, eram destinadas a confundir sua identidade no mais íntimo e mais precioso: "Você é um padre homossexual", "você não é um sacerdote já que é comunista". Formuladas neste contexto de degradância física, as palavras tornam-se golpes que abalam o edifício sempre precário da pessoa, e "despersonalizam" a vítima.

Até a hora de sua morte, durante todos os anos do exílio, nunca mais se calou a voz do Fleury na cabeça do Tito; em tudo ela o mandava: ir para casa, sair, calar-se, falar, nenhum dos seus gestos escapou mais desse controle. O torturador tinha se imiscuído em sua vítima, fazia um corpo só com ela, em uma fusão que não tinha nada de aliança, mas era uma absoluta subjugação. Que a vítima possa se tornar o dobro do torturador, sua sombra, isto é a coisa mais fantástica, a mais insuportável, e ninguém em seu redor tinha como apreciar tamanha metamorfose. Uma cena do filme mostra o prior do convento repreendendo ao Tito por seu comportamento. Esta imagem me tocou: ela é verdadeira. Não só em relação a esse homem, uma pessoa que eu conheci e que era toda gentileza e perspicácia, mas em relação a todos nós, inclusive eu. Levei anos – e muitos retornos sobre esta experiência - para que o saber teórico que hoje apresento aqui e que começara a construir, fosse impor-se a mim em profundidade. O conhecimento dos efeitos da tortura encontra no pesquisador, e mais ainda entre o seu público, resistências violentas. Por isso mesmo esse trabalho deve ser regularmente retomado.

Mas o que me tocou mais ainda é que poucos anos antes, esse Prior havia militado a favor da independência argelina e havia, ele mesmo, no mínimo, experimentado a prova da tortura. Eu não estou certo ao falar em "experiência" da tortura. Parece até que esse padre não tenha mantido memória daquilo que ele mesmo havia enfrentado. O que está acontecendo no campo do desumano não deixa por trás nenhum conhecimento, não é objeto para nenhuma experiência. Só ficam marcas negativas que desertificam o espírito.

A estranheza onde se mantinha Tito por conta de sua identificação forçada ao Fleury, o cortava radicalmente de sua comunidade de acolhida, o isolava absolutamente. Os cuidados, a atenção a ele prestados vinham acompanhados, inevitavelmente, por uma espécie de suspeição de que haveria no seu "delírio" algo de simulacro, uma má vontade, uma recusa de viver; tal suspeição não era infundada, mesmo se lhe faltava lucidez. Pois, de fato o Tito não era mais o Tito. Ele era (também) o Fleury, e isso não era um fingimento, mas o efeito mecânico de uma intrusão do outro, por meio de suas palavras, reduzidas ao seu poder de penetração. A tortura, que abole a capacidade da linguagem de sublimar o real, abole ao mesmo tempo o poder do eu para lidar com o real e sua violência.

Além de seus efeitos destrutivos sobre os indivíduos - que imperativa e incansavelmente devemos denunciar - o fato da tortura nos coloca necessariamente perante o seguinte pensamento: existe na língua, em qualquer língua, uma virtualidade de violência, geralmente superada, normalmente apagada, mas que o torturador pode exumar e, no caso de Fleury, sabe exumar, pois, com ela - e mostrar isso resume todo o talento deste filme - estamos lidando com uma vontade ardente, metódica, de exterminação do outro e de sua diferença. A tortura é parte de uma ideologia sofisticada e perfeitamente controlada, em relação às pulsões fundamentais com as quais pode vir a trabalhar – um ponto sobre o qual vou me deter para concluir s. A violência mostrada por alguns estados arcaicos da língua - eu me refiro em primeiro lugar ao que Freud escreveu em 1920, em relação à situação do conflito psíquico ordinário, culminando com a crueldade verbal que o superego pode exercer sobre o eu - eu penso ainda no terror que pacientes delirantes experimentam ao ouvirem "suas vozes", isto que se torna carne na voz do Fleury instrumentalizando, longe das sevícias, a mente do Tito, esses estados regressivos do aparelho da linguagem, nos deixa acreditar que um longo trabalho de cultura foi necessário para que, de instrumento de dominação em favor do mais forte – e tal deve ter sido em tempos originários – a língua se tornasse esse instrumento tão precioso para a inteligência, e o próprio cimento da solidariedade entre os homens. E, claro, é este progresso que vem arruinar a prática da tortura.

Falar, falar de novo, sem fim, da tortura, para restaurar a língua na sua dignidade e plenitude de ferramenta cultural, esta é a tarefa que se nos é exigida – eu deveria dizer: sem querer - e que nos reúne hoje. Batismo de Sangue traz para essa questão uma contribuição essencial e nova, a contribuição própria da escritura cinematográfica que devolve à imagem, à semiótica do visual, um lugar que a palavra, por sua própria abstração, não sabe mais preservar. Apraz-me que a nossa reflexão sobre a tortura se enriqueça com esse novo dado. E quando eu descobri este filme e entendido qual a nova força de testemunho representava, eu pensei, eu também descobri, que era precisamente isso que havia nos motivado, tão logo perdemos o Tito, quando experimentamos o terror de que fosse se perder no esquecimento e na indiferença aquilo que o próprio Tito testemunhara: que na própria continuidade do "curar" e, embora nos deparássemos com o irremediável da destruição psíquica, era imprescindível nos testemunharmos, fazer falar tudo o que Tito havia deixado de marcas indiretas daquilo que havia vivido, as notas espalhadas em seus cadernos, as palavras trocadas aqui e ali com quem ele andava. Mas também seus sintomas tais como a observação clínica os revelara sintomas pelos quais nos convencemos sempre mais de que eram um reflexo da história trágica atravessada pelo sujeito, e não apenas o efeito negativo de uma desestruturação psíquica. Compreender e decifrar todos os detalhes contidos no delírio da vítima como a marca, o rastro das violências sofridas e reconstruir o conjunto da mesma maneira que se compõe um relato para cobrir um acontecido, tal foi a tarefa que nos cabia para salvar a sua memória, na falta de termos sido capaz de salvar o homem. Daí o título que escolhi para esta apresentação "Tratar, testemunhar."

O testemunho como revanche da palavra sobre a impotência imposta pela prova da tortura.

No serviço de emergência, onde na época eu era chefe de clínica, me ligaram um dia para pedir se eu aceitaria ver em emergência um residente do convento de La Tourette, um padre estrangeiro que se recusava há dias voltar para seu quarto e vagava na floresta adjacente sem beber nem comer nem dormir. Chegaram então os  três dominicanos acima citados, acompanhando um homem no vestido de sua ordem, com o rosto lívido, os olhos fixos no chão e perdidos, o corpo des-habitado por qualquer vida. O diagnóstico de um estado melancólico hiper-agudo era evidente, não era necessário recorrer a uma entrevista que o mutismo absoluto do paciente tornava impensável. Então eu decidi interná-lo. Nunca desaparecerá de mim a imagem estarrecedora que ora se apresentou a nós: o levamos até seu quarto, ele nos seguiu com a resignação de um condenado à morte. Mal tinha entrado, apertou-se contra a parede, mãos no ar como se fôssemos seus assassinos. O assentamos na cama, uma enfermeira entregou-lhe os neurolépticos destinados a atenuar seu terror, ele os recebeu como um veneno que iria por fim aos seus dias ...

Porque, como imediatamente me veio a idéia de que esta cena, com sua gestualidade trágica, repetia uma cena vivida anteriormente, a denunciava, dela prestava testemunho? Que o delírio, aqui, falava o que o homem, pela sua voz, calava? Que os cuidados que íamos prodigar-lhe e cujo resultado já parecia improvável, dada a gravidade da situação, não poderiam, em hipótese alguma, ser dissociados do testemunho do qual, pela exposição rudimentar que ele nos dirigia, nos tornava o depositário?

Observo a esse respeito que a desconfiança ilimitada que Tito tinha logicamente construído contra seus torturadores, vinha sendo reproduzida literalmente, em relação aos seus amigos e aos seus atendentes no hospital. Tito nunca mais foi capaz de eliminá-la. Daí sua impossibilidade de ser acessível ao tratamento. A ruptura definitiva do vínculo que  liga o ser com a sua comunidade é o que, in fine, é alvo do torturador.

A cada retomada dessas manifestações relacionadas à memória do Tito (será que podemos falar em comemorações?), como esta que nos reúne hoje, algo se aprofunda ou se autentica. Mencionei anteriormente o deslocamento temporal exigido para que a compreensão teórica dos efeitos psicológicos da tortura se encarne em verdadeira empatia com a vítima; do mesmo modo cada retomada traz à tona um aspecto que anteriormente, aspectos provavelmente então mais urgentes relegavam para segundo plano. Por exemplo, nos pareceu essencial, inicialmente, concentrar a exclusividade de nossa pesquisa sobre a psicologia da vítima, por exigência epistemológica. O artigo "Um homem torturado" publicado na Nova Revista de Psicanálise focou a descrição pormenorizada - o quanto possível – dos danos psíquicos deixados no Tito pela prova da tortura, danos duradouros evoluindo independentemente das suas causas, tais como a identificação ao agressor, a dissolução da identidade, a despersonalização. Certo, o contexto histórico, sociológico da tortura foi levado em conta, mas somente dentro dos exatos limites em que esse contexto iluminava a violência das sevícias: por exemplo, a degradação do sistema da língua, corroída pela prática da tortura; ou, ainda, na medida em que sintomas subjetivos podiam especificamente explicar alguns aspectos latentes desta situação, eu penso à maneira como a cena no quarto do hospital revelou o controle absoluto que o torturador tinha conquistado sobre sua vítima.

Ao assistir o filme, que traz presente e muito bem essa problemática subjetiva, uma coisa me tocou, mexeu comigo: é a luz quase ofuscante que lança sobre a psicologia do torturador - Eu digo "psicologia", mas a palavra não tem lugar aqui: deveríamos dizer imediatamente, por causa do excesso desmedido em que isso funciona, a "loucura" do torturador. De fato, na época dos primeiros testemunhos, esta pergunta foi logo a de todos os observadores da situação. A personalidade do delegado Fleury espantou a todos nós. Uma associação de cristãos tentou comunicar com ele e um dossiê foi produzido, onde podemos descobrir as réplicas insolentes, humilhantes, megalomaníacas deste ideólogo convencido da sua superioridade moral, da grandeza da sua missão, e da... degenerescência de suas vítimas.

Sem nenhuma concessão, o filme mostra a energia implacável que move Fleury e sua equipe, uma obstinação que se desenvolve sem parar desde o assassinato de Marighela, na caça infernal aos seus partidários e no assassinato de alma do Tito. Nisso, a imagem do filme revela a decalagem de tal atitude para com a racionalidade política e também a sua estranheza: parece que esses homens se inebriaram do poder que têm a si mesmo outorgado  ao se autorizar o uso da tortura; parece que, igual ao aprendiz-feiticeiro da fábula, a ferramenta que eles forjaram para cumprir sua missão, longe de ficar ao seu serviço, tornou-se instrumento de sua própria subjugação. Eu não falaria tão logo de um "sadismo" que os ultrapassaria, eu não recorreria com demasiada facilidade à interpretação psicológica, pois, insisto: não estamos mais na psicologia. Mas eu diria que a renúncia à lei humana mais fundamental – este é o que presida à tortura - destitui seus atores do seu título de homens, para o de executores anônimos e sem alma. Intelectuais franceses, a começar por Pierre Vidal-Naquet, identificaram no uso da tortura durante os acontecimentos da Argélia, o fim do estado de direito e, com toda razão, alertado contra a contaminação cancerígena de tal transgressão e o risco de sua expansão ao país inteiro.

Pensar que o torturador é instrumentalizado por aquilo que ele cria não é o suficiente para tirar dele a culpa. Mas talvez, surge agora interesse científico para abordar a questão da tortura desta forma. Seria enfrentar de cara este mal que afeta em primeiro lugar a comunidade humana.


Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Tratar, testemunhar. A tortura de Frei Tito, segundo seu psiquiatra