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10 Junho 2011

Quase um mês depois do início dos protestos, os manifestantes anunciaram sua retirada da Praça Puerta del Sol para o próximo domingo, dia 12 de junho. Os manifestantes explicam que continuarão com seu compromisso de se manter como um grupo de protesto.

A reportagem está publicada no jornal Página/12, 09-06-2011. A tradução é do Cepat.

Finalmente chegou o dia em que os indignado das Espanha deixarão a praça madrilense de Puerta del Sol, quase um mês depois do início dos protestos.

Os manifestantes anunciaram sua retirada desse espaço para o próximo domingo, dia 12, quase um mês depois de se levantarem contra as medidas econômicas do governo espanhol e as condições de emprego para os jovens. Os protagonistas da manifestação, agrupados no movimento 15-M, chegaram a um consenso para levantar acampamento da praça madrilense após quatro horas de debate em uma assembleia geral formada por cerca de 17 comissões e que concluiu com um comunicado.

"O acampamento é uma ferramenta, não um fim em si mesmo", disse a circular que decidiu o levantamento do movimento de protesto com alguns matizes. Após vários dias de análises e reflexões, os integrantes do movimento juvenil, que contam com sólido respaldo da opinião pública, decidiram abandonar a Puerta del Sol, no centro de Madri. No informe os manifestantes explicam que continuarão com seu compromisso de se manterem como um grupo de protesto cujas futuras ações serão conhecidas nas próximas semanas.

Enquanto isso, na quarta-feira os indignados também protestaram em frente à Câmara dos Deputados, contra a reforma da negociação coletiva. A manifestação provocou a interrupção do fluxo do trânsito entre a praça de Canalejas e a Carrera de San Jerónimo. "Reforma trabalhista para os políticos" dizia uma das faixas da manifestação. A polícia impediu que os manifestantes, ao grito de "Rubalcaba, dá a cara" e "Reforma trabalhista, parada patronal", se aproximaram do Congresso. [Alfredo Pérez Rubalcaba é o ministro do Interior e vice-primeiro-ministro da Espanha.] Os organizadores haviam proposto a possibilidade de transferir a Assembleia Geral, que acontece às 20h na Puerta del Sol, para as imediações da Câmara baixa e, finalmente, se optou por cancelar a assembleia da Puerta del Sol como medida excepcional para apoiar a outra concentração que estava acontecendo.

Uma vez desalojada a Puerta del Sol no domingo, os futuros planos dos indignados incluem encabeçar diferentes atividades em todo o território espanhol, entre as quais se destaca um protesto no sábado, 11 de junho, por ocasião de uma investidura dos prefeitos depois das eleições de 22 de maio. No dia 19, os indignados protagonizarão uma mobilização em todo o país para continuar com suas ações de protestos pacíficos.

Em outras cidades, como Barcelona, onde os indignados sofreram uma violenta repressão por parte da polícia local, os manifestantes ainda estavam decidindo se iriam se retirar ou não da praça da Catalunha. O crescente grupo de espanhóis que desde o dia 15 de maio decidiu se instalar em barracas na praça de Madri representa a maioria do país que está descontente com a crise atual que o país europeu atravessa, marcado por um desemprego de 21,29%. Os protestos que reuniram multidões na Espanha iniciaram no domingo, 15 de maio, são uma reivindicação contra as políticas econômicas e políticas adotadas pelo governo europeu para paliar a crise. Desde então, o movimento 15-M manteve a convocatória permanente em todo o país e além fronteiras, levando a mesma modalidade de protesto a países como Portugal, Grécia, Alemanha e o Reino Unido. A crise na Espanha deixou mais de 21% de desemprego, taxa que ultrapassa os 44% entre os jovens menores de 25 anos.

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