Casais separados: a reviravolta da Igreja

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30 Mai 2011

Sim de Malta ao divórcio. Um ano atrás, recém-chegado a La Valletta, o papa assumiu imediatamente a "questão ardente" naquele momento em estudo pelas autoridades legislativas da ilha. "Continuem a defender o matrimônio", recomendou Bento XVI no último canto da Europa, em que "devem ser defendidas a verdadeira natureza da família e a indissolubilidade do casamento como instituição natural e sacramental".

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no jornal La Stampa, 30-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

E indicou o exemplo de Malta (um dos país mais católico do planeta, com 98% de fiéis) ao mundo, que "precisa do testemunho cristão diante das ameaças à dignidade do matrimônio e da família". Neste domingo, com 54% de aprovação no referendo sobre a legalização, caiu o último baluarte da proibição do divórcio na Europa, deixando um venenoso rastro de polêmicas na Igreja maltesa, que teve até que pedir desculpas publicamente pelos tons considerados ofensivos em alguns apelos eclesiásticos ao "não".

Não foram suficientes mensagens as mensagens dos bispos e as cartas pastorais lidas nas paróquias da ilha, nem o fato de ter jogado a pesada carta da intervenção papal. E agora que o divórcio é uma realidade em toda a União Europeia, a Conferência dos Bispos da Itália - CEI também enfrenta o desafio das separações. Pela primeira vez, a Igreja italiana dedicará um encontro nacional para o problema dos casais separados.

O Escritório Nacional para a Pastoral da Família da CEI escolheu esse tema para a semana de formação de verão, a ser realizada em Salsomaggiore (Parma), do dia 22 a 26 de junho, intitulada Luzes de esperança para a família ferida. Pessoas separadas e divorciados recasados na comunidade cristã.

A abertura dos trabalhos será confiada ao Pe. Paolo Gentile, diretor do escritório do CEI para a família. "Na Itália – explica o Pe. Gentile –, infelizmente, estão aumentando os casos de separação, e esse fenômeno chama a comunidade cristã a um acompanhamento solidário que conjugue verdade e caridade. A decisão de dedicar às famílias separadas essa edição da semana de formação de verão é o sinal de como a Igreja é mãe e mestra para quem vive a separação, que não deve se considerado excluído da comunidade dos fiéis, mesmo na clareza do Magistério e da doutrina ao que se refere, por exemplo, à possibilidade de se aproximar dos sacramentos".

Durante os trabalhos, estão previstas quatro oficinas temáticas sobre: acolher, discernir, acompanhar e educar. Segundo os organizadores, os quatro filões "também poderiam ser etapas de um caminho a ser percorrido nas paróquias, um itinerário possível para transformar uma vida destruída em uma vida boa".

Estão previstas, além disso, palestras de especialistas e intervenções sobre as experiências em curso na Igreja para o acompanhamento dos separados e dos filhos de famílias separadas. Aos problemas dos casais, o jornal dos bispos, Avvenire, dedicou neste domingo uma seção especial, analisando particularmente as temáticas da traição, com um excursus sobre os lugares que incitam à escapadinha e sobre como as traições são a representação preferida nas ficções e nos reality shows para aumentar a audiência quando os índices estão em queda. Entre as reflexões propostas, também está a do teólogo moral Bernard Giordano, que observa como se pode ser "infiel de muitos modos, não só através de relações extraconjugais. Às vezes o trabalho, um hobby, os amigos podem se tornar mais importante e prevalecer sobre a relação com o cônjuge".

O Avvenire dá a notícia também das atividades da Retrouvaille, a associação que, há quase 10 anos também na Itália, propõe um caminho de recuperação aos casais em crise para "curar" o casamento. Na Itália, cerca de 75% dos casamentos são celebrados com rito religioso, embora os fiéis praticantes sejam mais de 30% da população. Hoje, quando cinco em cada uniões estão em crise, em Bolzano, Vicenza, Trento, Como, alguns párocos experimentam percursos de inserção na vida de comunidade dos divorciados. O objetivo é o de inserir todas as pessoas no caminho comunitário das paróquias.

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