"O poder vem da quantidade de conexões entre pessoas", afirma Fritjof Capra

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22 Maio 2011

A relação entre a evolução da humanidade e as formas de conexão podem explicar o grande poder das redes sociais e novas formas de interação humana na atualidade. Essa é uma das ideias defendidas pelo físico austríaco, Fritjof Capra, um dos mais importantes propagadores da ciência, filosofia e ecologia, que esteve na CICI2011 na noite de quinta-feira, dia 19, no painel "Redes como Padrão Unificador da Vida". Mais de 8 mil pessoas acompanharam a palestra no evento e também pela internet.

A reportagem é do sítio Cidades Inovadoras, 21-05-2011.

O painel foi aberto pelo diretor do Centro Internacional de Inovação (C2i), Filipe Cassapo, que apresentou o C2i e destacou a importância da inovação para o fortalecimento e o aumento da competitividade sustentável do setor produtivo. "Para que uma cidade atinja os objetivos de sustentabilidade é preciso que os governos, a sociedade e as empresas inovem".

Na avaliação de Capra, antes mesmo das redes sociais existirem, os cientistas estudavam padrões de organização, modos e padrões de vida. "O resultado foi a descoberta de uma cadeia de evolução, redes e conexões de um grande sistema, um sistema único que é a ecologia", afirma.

Assim é possível entender como a sustentabilidade e todos os outros temas que envolvem a sociedade, como política e economia, dependem de uma interligação com a rede da vida, não sendo possível mais olhar para qualquer problema social de uma forma isolada e baseada somente nas ciências exatas. "É preciso reconhecer a rede como modelo básico da vida. Mas essas redes não são estruturas fixas, e sim conceituais", destacou.

Uma nova era de poder

Capra atenta para uma nova era de poder que nasce por meio das conexões. "O poder não é mais promovido por processos hierárquicos, mas vem da quantidade de conexões entre pessoas, a rede de contatos da vida", afirmou. Segundo ele, estamos saindo de uma sociedade de máquinas para entrar em um sistema de rede, um sistema conectado. As empresas e organizações sociais estão começando a entender que um trabalho mais positivo é aquele que conecta pessoas, uma ligação constante entre sociedade civil, governo e organizações na busca da evolução.

O físico destacou também que o poder das redes sociais é notável, com disseminação rápida de informações. "O desafio ainda é como colocar a sustentabilidade nas redes sociais".  Para ele, a sustentabilidade não é uma propriedade individual, mas uma teia que envolve toda a comunidade.

Ainda sobre sustentabilidade, Capra destacou que só existirão cidades sustentáveis quando acontecer a fusão entre as questões ecológicas e a participação democrática. "Falta uma comunicação ainda mais interligada no mundo todo". Para ele o ambiente dos negócios deve aumentar espaços para debates sobre essa nova era e entender que a mudança acontece, nesse novo conceito, por meio de conexões, links entre as pessoas.

Capra alertou que só é possível construir um futuro sustentável se houver conhecimento e tecnologia. Como exemplo de iniciativas que concorrem para esse futuro, ele citou o renascimento da ecologia na agricultura, a organização de indústrias em clusters ecológicos e a arquitetura verde. "Curitiba está muito à frente nos princípios ecológicos, principalmente por contar com o planejamento do arquiteto Jaime Lerner, um dos pioneiros na área de planejamento verde".

Nova forma de olhar o mundo

Uma sociedade mecanicista para uma sociedade mais holística. Segundo Capra, essa é a mudança que deve acontecer na sociedade nos próximos anos. "Podemos seguir o exemplo do cientista Leonardo Da Vinci, um pensador que via já no século XV os problemas sociais sempre conectados com outros problemas parecidos, buscando soluções com uma visão sistêmica", destacou Capra. Segundo ele a ciência precisa conectar dados científicos e teorias a realidade humana, a rede da vida, que não é tão exata quanto o que as ciências apresentam.

Um exemplo dessa nova forma de olhar o mundo é o aumento das catástrofes ambientais que acontecem no planeta e como elas são analisadas. "O efeito estufa e o aquecimento global são responsáveis pelas catástrofes, isso é certo. Mas os cientistas não conseguem provar que as ações do homem são as principais responsáveis pelos problemas que enfrentamos, mas há um consenso de que isso é possível", finaliza.

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