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11 Maio 2011

Um refugiado conta que cinco companheiros foram mortos. "Levaram o meu irmão e outros quatro à força e jogaram-nos na água gélida. A bordo, as mulheres foram estupradas. Depois de dois dias de viagem, quatro nigerianos decidiram fazer sacrifícios humanos para propiciar o retorno do bom tempo".

A reportagem é de Attilio Bolzoni, publicada no jornal La Repubblica, 11-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

É a maldição da tempestade. Quando as ondas agitam furiosamente o barco a culpa é sempre de alguém que está ao lado, alguém possuído por espíritos malignos, alguém que traz infelicidade para os migrantes que há dias não veem a terra. Então, fazem-se "sacrifícios" em alto-mar. Também se pode morrer assim no meio do Mediterrâneo.

Não é a primeira vez, é só a mais recente. Mas desta vez nós soubemos, eles nos contaram, os sobreviventes. Ritos propiciatórios para fazer com que a tempestade parasse, mulheres violentadas e depois jogadas vivas na água, homens enforcados.

O testemunho de um garoto de 16 anos faz descobrir o inferno do inferno para chegar à Europa. Ele fala de cinco refugiados assassinados e depois jogados aos peixes "para trazer de volta o mar calmo". Todas as vítimas eram ganenses; os carrascos, meia dúzia de nigerianos. O massacre ocorreu (ou melhor, teria ocorrido, na ausência de confirmações oficiais) no dia 1º de maio em águas internacionais, em um barco inundado que partira das costas líbias e com a proa apontada para Lampedusa. Era o barco que estava carregado com 461 negros, que chegou às quatro horas da manhã no porto da ilha.

O menino, também de Gana, e irmão de um dos homens mortos, assim que desembarcou, revelou desesperado aos voluntários da organização Save the Children o que havia acontecido algumas horas antes entre Malta e Sicília. Falou de mulheres abusadas, de ameaças e depois dos assassinatos: "Estávamos viajando há dois dias. O mar estava ficando mais feio, e um grupo de nigerianos decidiu de repente que a única forma de trazer de volta o bom tempo era sacrificando alguns de nós".

O mar ficou agitado devido aos ventos por ainda três dias, quando o barco finalmente aportou em Lampedusa, engolindo água de todos os lados. O relato do menino ganense – que ainda está para ser verificado em seus detalhes – foi transmitido pelos voluntários da organização Save the Children à polícia. Alguns inspetores do esquadrão móvel de Agrigento completaram uma primeira informação sobre os cinco homicídios – a agência de notícias Adn Cronos, que na noite desta terça-feira, pela primeira vez, deu a notícia do caso, defende que há também denúncias detalhadas de outros refugiados que estavam no barco –, que será enviada aos magistrados nas próximas horas.

Na procuradoria da república em Agrigento, ainda não foi formalmente aberto um inquérito sobre o massacre, mas, por enquanto, somente um arquivo por favorecimento da imigração clandestina. "São necessários outros aprofundamentos", os procuradores se limitam a responder.

O caso, além da dinâmica dos fatos e das descobertas do relato do menino, apresenta complicações e problemas de jurisdição: é um crime cometido por estrangeiros contra estrangeiros em território estrangeiro. Muito provavelmente nesta semana, o menino ganense será ouvido mais uma vez, que, como todos os outros refugiados que desembarcaram em Lampedusa no dia 1º de maio, deixou a ilha 48 horas depois em um daqueles grandes navios que esvaziam Lampedusa diariamente. Ele foi atendido em um centro de acolhimento da Itália.

Os cinco supostos assassinos também foram levados embora de Lampedusa. Esperemos que eles não tenham encontrado abrigo no mesmo centro de acolhida da testemunha.

Não é a primeira vez nem será a última. Há pelo menos dez anos, no porto de Lampedusa, ouvem-se rumores sobre homicídios no mar, execuções de "endemoninhados", homens imolados para salvar a si mesmos. Com os nigerianos, sempre protagonistas de macabros acontecimentos, de ritos sanguinários. Jamais foi encontrada uma prova (muitas testemunhas têm medo, não falam, temem represálias e vinganças), jamais alguma coisa foi descoberta.

Só em uma ocasião é que o massacre foi investigada, tornou-se processo e foram encontrados também os assassinos. Quase três anos atrás, outro grande desembarque, outros refugiados provenientes da Líbia. Desta vez, chegaram de barco ao Porto Paolo, de Capo Passero, a ponta mais meridional da Sicília. Partiram em 72 e chegaram em 59. Os outros foram todos mortos. Também havia naquele momento um mar agitado, e alguém disse ter visto no mar "uma mulher vestida de preto em um barco que estava seguindo o barco deles". Uma mulher vestida de preto como a morte.

Um grupo de nigerianos – quatro – tomaram, um a um, 13 compatriotas e os sacrificaram no mar. Quando desembarcaram em Capo Passero, alguém contou tudo. Os quatro foram presos. O primeiro processo foi concluído no dia 30 de junho de 2010, na Corte di Assise, em Siracusa, com quatro condenações a 30 anos de prisão.

Em algumas semanas, no dia 23 de maio, ocorrerá o processo de recurso em Catania para o primeiro massacre em alto mar para derrotar a má sorte e a tempestade.

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