Jornada Teológica da América Central e Caribe. Uma avaliação

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02 Maio 2011

Realizou-se, na semana passada, a Jornada Teológica da América Central e do Caribe, na Guatemala. Trata-se da primeira Jornada Regional que prepara a realização do Congresso Continental de Teologia a ser realizado de 08 a 11 de outubro de 2012, em São Leopoldo, RS.

Guillermo Meléndez, do Departamento Ecumênico de Investigação (DEI), coordenador regional de Amerindia Centro América e Conrado San Jur, da Coordenação Nacional Cristã Héctor Gallego, do Panamá, fazem uma primeira avaliação do evento, em entrevista concedida à Federación Guatemalteca de Escuelas Radiofónicas - FGER, e publicada por Adital, 02-05-2011.

Eis a entrevista.

Guillermo, conte-nos o que pode ser destacado deste primeiro processo realizado na Guatemala?

Guillermo Meléndez: Devemos dizer primeiro que em setembro do ano passado realizamos uma reunião na cidade de Guatemala com a participação dos delegados dos países da região da América Central. Nessa reunião, participaram os núcleos nacionais de Ameríndia e com presença de representação do Coordenador de Ameríndia do Caribe.

Nessa reunião, fundamentalmente, se definiu a temática e metodologia dessa primeira jornada, se considerou alguns nomes de pessoas que dariam palestras e quem daria seus testemunhos, além de distribuir tarefas. Nesse momento, também fizemos uma série de sugestões para a implementação da jornada que estava a cargo da Rede Teológica que existe na Guatemala, da qual Ameríndia Guatemala faz parte, além de outras instâncias como o Comitê Monsenhor Gerardí; que são aqueles que têm feito todo o planejamento e implementação desta Jornada.

Graças ao trabalho obstinado desta Rede Teológica é que foi possível a realização e, sobretudo, o êxito desta Jornada, desde o ponto de vista da participação que foi muito importante, porque se trata de dias de trabalho, nos quais as pessoas têm diferentes compromissos, e, sem dúvida, contamos com a participação, forte, constante e ativa de quem assistiu. Mas a Jornada foi concluída com muito sucesso por causa dessa organização e pelo apoio de várias instâncias eclesiais.

Um acerto importante foi enquadrar a Jornada com a comemoração do XIII aniversário do martírio de Monsenhor Gerardi, porque se permitiu ligar a Jornada com uma celebração muito importante, não só para os guatemaltecos, mas também para os grupos que seguem uma linha do cristianismo libertador ou da igreja dos pobres na região.

Conrado, quais aspectos importantes se destacam nessas palestras?

Conrado San Jur: Foi muito interessante o feito dessa Jornada de se orientar na metodologia clássica do "ver, julgar e agir", isso é muito importante e até uma novidade, porque se dedicou um dia a cada uma dessas propriedades ou partes desse processo metodológico. Houve temas relevantes, a recuperação da situação da região da América Central e caribenha. Deve-se dizer que há um manejo dessa situação, muito testemunho, muito déficit no cumprimento das condições de uma vida digna para os povos - evidentemente para os setores mais marginalizados - neste caso os indígenas que respondem a um alto nível de presença na região da América Central.

Tem chamado atenção a luz que se tem colocado sobre a perspectiva da teologia, da espiritualidade cristã em sua diversidade. Tem contribuído muito escutar experiências reais e concretas que irmãos e irmãs compartilharam presencialmente, entre elas o martírio.

Pablo Richard (sacerdote católico e teólogo chileno) nos esclareceu bastante com a análise que fez sobre o Vaticano II e como se foi vivendo ao longo desses anos, do impacto que causou na igreja em geral.

Outro tema que chamou atenção são as experiências espirituais da cultura maia, uma cerimônia da qual participaram todas as pessoas presentes, também conhecer a teologia maia na voz de Ernestina Lopez. Todos esses elementos nos são muito importantes.

Dentre as projeções para o futuro, elementos para uma nova agenda de agora em diante. Nesse sentido, colaboraram muito as contribuições da apresentação de uma religiosa teóloga-médica, que foi muito boa, com muitos elementos a pensar para definir o caminho que se deve seguir a partir da perspectiva da igreja e dos movimentos sociais em geral.

Guillermo e Conradi, qual é o caminho que se vai seguir logo após a Jornada Teológica da América Central e Caribe com sede na Guatemala?

Guillermo Meléndez: Cumprimos a finalidade fundamental pretendida, sobretudo, que as novas gerações de religiosos e laicos entrem em sintonia com a renovação que propõe o Vaticano II e também as conferências do episcopado latino-americano que seguiram; especificamente Medellín e Puebla.

Agora para a região e para o setor da igreja da libertação, acredito que certamente toda esta temática abordada e, sobretudo, este aspecto de vivências e experiências - mais recentes - e que fizeram mais presentes uma série de realidades, como: a espiritualidade indígena, a situação de mulheres, o movimento bíblico, povos como o caso dos garífunas, etc. Tudo isso abre uma série de desafios para tomar nas distintas instâncias da vida religiosa e de outras instâncias laicas.

Conrado San Jur: Acho que é importante sobre as projeções, em primeiro lugar, gerar um debate, despertar a consciência, a vida, as pessoas - sua realidade no âmbito da América Latina.

Acredito que a ocasião do aniversário de cinqüenta anos do Vaticano II e os quarenta anos da teologia da libertação, que foram propostas revolucionárias - desde o ponto de vista pastoral e teológico no mundo e na América Latina concretamente; abriu um compasso, chamando a uma renovação radical da vida e suas estruturas com o fim de que as pessoas desfrutem aos direitos humanos.

Isto deve levar a um debate, não só em nível de grupos elitistas ou profissionais, deve ser no âmbito das bases. Diria também que esta abordagem deve ser levada às organizações populares, porque a igreja não pode fechar-se a ser um mundo paralelo, deve se um serviço para o mundo, tem que servi-lo, inserir-se no mundo.

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