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09 Abril 2011

O cardeal Joseph Zen SDB, de Hong Kong, acusou o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos (Propaganda Fide), o cardeal indiano Ivan Dias, de ajudar a criar uma "situação desastrosa" para os católicos na China ao não assumir uma linha mais dura contra as autoridades comunistas.

A reportagem é de Robert Mickens, publicada na revista inglesa The Tablet, 09-04-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ele disse à agência AsiaNews, com sede em Roma, em uma carta publicada no dia 1º de abril, que o cardeal Dias fazia parte de um "triunvirato", que estava cega e obstinadamente adotando uma política semelhante à Ostpolitik de "conciliação a qualquer preço", em contradição direta com a vontade do Papa Bento XVI. O cardeal Zen, de 79 anos, que se aposentou em 2009, disse que os outros dois formuladores de políticas eram "um dos subordinados de Dias e o Pe. Jeroomm Heyndrickx, um missionário Scheut e um de seus conselheiros".

O cardeal Zen escreveu para a agência AsiaNews para criticar um artigo do Pe. Heyndrickx que foi publicado no mês passado em outra publicação, em que ele disse que o Vaticano deveria manter seu diálogo com Pequim, apesar das recentes ordenações ilícitas de bispos católicos, sancionadas pelo governo.

O especialista em China, sediado em Louvain, disse que os bispos reconhecidos pelo Vaticano que participaram das ordenações ilícitas não devem ser julgados severamente, nem devem ter sua lealdade posta em causa. "Nossos bispos precisam um pouco de coragem", escreveu o cardeal Zen. "Em vez disso, eles recebem uma compaixão inapropriado, que os empurra mais e mais profundamente no atoleiro da sujeição servil".

No mesmo dia em que os pontos de vista do cardeal Zen foram publicados, a autoridade número dois da congregação do cardeal Dias sugeriu que Roma pode estar se comprometendo muito com a nomeação dos bispos chineses.

O arcebispo Sávio Hon Fai-Tai SDB, que assumiu a função de secretário da Propaganda Fide no início deste ano, disse ao jornal italiano católico Avvenire: "O governo chinês tem funcionários que estão bem preparados e que são negociadores capazes, e os interlocutores do nosso também devem ser".

O arcebispo de 60 anos, que também é um salesiano de Hong Kong, parece ter problemas com a abordagem do Pe. Heyndrickx com relação à China. Ele questionou a sua premissa de que Pequim estava negociando de boa fé e, em seguida, discordou explicitamente da visão do sacerdote belga de que, depois da carta do Papa em 2007 aos católicos chineses que os instava a se unirem sob sua autoridade, não havia mais uma razão para a existência de uma Igreja secreta.

De forma significativa, o cardeal Zen e o arcebispo Hon fizeram seus comentários apenas duas semanas antes da esperada aposentadoria do cardeal Dias, que faz 75 anos no dia 14 de abril. O cardeal indiano, que passou a maior parte do seu sacerdócio como diplomata do Vaticano, tem tido dificuldades de saúde nos últimos anos, e acredita-se que o Papa Bento XVI vai permitir que ele renuncie ao atingir a idade de aposentadoria ou um pouco depois.

É provável que o Papa irá substituí-lo por alguém mais em sintonia com a abordagem mais dura do Vaticano com relação à China. Algumas dicas de mudança vieram quando o Papa Bento XVI nomeou cardeal Zen durante seu primeiro consistório, em 2006. O Papa João Paulo II nomeou Zen para Hong Kong em 1999, mas nunca deu-lhe o chapéu vermelho. Observadores acreditam que isso aconteceu porque o combativo salesiano foi muitas vezes cáustico em suas críticas a Pequim, quando a política da Santa Sé era mais complacente.

O arcebispo Hon ainda é relativamente desconhecido. Em sua entrevista ao Avvenire, sua primeira desde a sua nomeação, ele pareceu muito mais comedido do que o seu confrade salesiano, mas ainda assim se descreveu como um "teólogo não muito diplomático".

 

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