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07 Abril 2011

Familiares de crianças mortas no ataque à escola no bairro do Realengo, no Rio: desespero e inconformismo
Em uma das maiores tragédias brasileiras envolvendo assassinato de crianças, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, por volta das 8 horas de ontem, dizendo que ia dar uma palestra. Depois de conversar com uma das coordenadoras, foi a uma sala de aula, sacou dois revólveres e abriu fogo. Ao todo, matou 12 crianças e feriu outras 12. No fim, baleado e acuado por um policial, se matou.

A reportagem é de Chico Santos e Paola de Moura e publicada pelo jornal Valor, 08-04-2011.

A ação de ontem foi provocada por um rapaz que, nitidamente, tinha a personalidade perturbada. Mesmo assim, o massacre de alunos entre 12 e 14 anos expõe a insegurança das escolas do Rio de Janeiro e do Brasil. Professores com salas superlotadas têm que lidar com alunos sem assistência psicológica ou social, que convivem também com a violência em suas comunidades e acabam levando para a sala de aula o exemplo do dia a dia.

O assassino deixou uma carta mostrando que já planejava se matar após a ação e descrevia como gostaria de ser enterrado no túmulo de sua mãe. Ex-aluno da escola, esteve na semana passada no local para pedir seu histórico escolar.

O colégio comemorava 40 anos e estava convocando ex-alunos para darem palestras contando sua experiência. O assassino se identificou no porteiro eletrônico e pediu para falar com a professora Dorotéia. Foi autorizado a entrar. Ela reconheceu o ex-aluno. Os dois conversaram por instantes e ela pediu para ele aguardar. Wellington não esperou e seguiu ao primeiro andar, entrando na sala 5, onde estava uma turma da 8ª série.

O assassino colocou a bolsa que carregava sobre a mesa e disse: "Vim dar uma palestra para vocês". Em seguida, sacou duas pistolas e começou a atirar. Um dos alunos contou que ele mirava na cabeça das meninas para matar, e nos braços e pernas dos meninos apenas para ferir. Porém, poupou os professores. Entre os 12 mortos, 10 são meninas e 2 são meninos.

No meio do tiroteio, duas crianças feridas conseguiram fugir com ajuda de uma professora. Andaram três quarteirões e se depararam com policiais fazendo operação de trânsito. Os dois foram levados ao hospital enquanto dois PMs foram à escola. O terceiro-sargento Márcio Alexandre Alves entrou no colégio e abordou o criminoso, quando ele já havia feito disparos numa segunda sala e se preparava para subir ao terceiro andar, onde ficava o ensino fundamental. Wellington atirou contra o PM, que reagiu e acertou o abdômen do assassino.

O ex-aluno correu para a escada e deu um tiro na cabeça.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB) estiveram na escola. Cabral, demonstrando indignação e revolta, se referiu a Wellington como "um animal psicopata". O governador, que decretou luto por sete dias, disse que é preciso investigar porque o assassino tinha tanto armamento, se referindo aos revólveres calibre 38 e 32 e ao cinturão de balas, que possibilitou que ele recarregasse as armas três vezes, dando mais de 30 tiros.

O massacre do Realengo deve reforçar o debate sobre a necessidade de nova campanha de desarmamento, que é defendida pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Temos de lutar contra a cultura do armamento", disse, após participar de evento na Paraíba.

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