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Trabalhadores do Porto do Açu param por melhores salários e condições de trabalho

Cerca de mil dos 1,2 mil empregados da empresa ARG, que trabalham nas obras de construção do Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, cruzaram os braços na madrugada do dia 30 para reivindicar melhores condições de trabalho e 30% de adicional de insalubridade.

A reportagem é de Nielmar de Oliveira e publicada pela Agência Brasil, 30-03-2011.

Os manifestantes bloquearam a estrada vicinal que dá acesso ao porto, um megaprojeto do empresário Eike Batista. Agentes da Polícia Rodoviária Federal liberaram a estrada, mas os trabalhadores continuam sem trabalhar em protesto contra o que chamam de "péssimas condições de trabalho".

A LLX, empresa do empresário responsável pelo empreendimento, admitiu o movimento, mas sustenta que apenas 300 trabalhadores aderiram à paralisação e que está negociando com os grevistas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, José Carlos Eulálio, por sua vez, afirmou que o movimento é pacifico e não foram registrados tumultos até o momento.

Com investimentos de R$ 3,4 bilhões, o Porto do Açu é um dos maiores empreendimentos do segmento em execução no país. O complexo envolve a construção de vários terminais portuários para o transporte de minério, ferro-gusa, carvão e petróleo, a construção de usinas térmicas a gás natural para atender ao complexo, e um estaleiro.

José Carlos da Silva Eulálio, do sindicato dos trabalhadores da construção civil de Campos, acusa o consórcio ARG, contratado pela LLX, de negligenciar a segurança dos trabalhadores. Segundo ele, a empresa não vem notificando os acidentes conforme a lei.

A informação é do jornal Folha de S. Paulo, 31-03-2011.

Pelas contas do sindicato, em 2010 foram 18 acidentes, com uma morte. Eulálio disse acreditar que ocorreu, pelo menos, o dobro disso.

"Os trabalhadores que não estão em condições mais graves são obrigados a ir para a empresa, bater ponto e ficar à disposição. Um carro da empresa busca os funcionários em casa", afirmou.

Em nota, a LLX informou que "cumpre rigorosamente" todas as normas e determinações da legislação trabalhista e que exige em contrato o mesmo padrão de seus parceiros.

 

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