As marcas do PAC na Amazônia brasileira

Revista ihu on-line

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Mais Lidos

  • Bispos latino-americanos levantam a voz pela Amazônia

    LER MAIS
  • Bolsonaro pode ser responsabilizado por crime contra humanidade

    LER MAIS
  • Enquanto Amazônia arde, governistas e ruralistas aprovam mais incentivos à devastação no Senado

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

24 Março 2011

"Desrespeito, ilegalidade, destruição, desmatamento, essas são as marcas do compromisso do PAC com a Amazônia". A afirmação é da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira COIAB em nota em seu sítio, 24-03-2011, sobre os conflitos em Jirau.

Eis a nota.

A explosão da revolta operária nos canteiros de Jirau, em Rondônia, que a sociedade brasileira acompanhou "estarrecida" no início da semana, vem comprovar o que todos já dizíamos com relação aos grandes empreendimentos na região amazônica: A natureza não suporta!

A natureza humana também não suportou. Essa massa iludida que serve de mão de obra semi escravizada, sendo explorada em faraônicas construções, não aguentou a pressão e explodiu em ato de protesto contra as condições de trabalho no canteiro de obras. Os trabalhadores funcionam como simples peões dentro desse jogo político que tem o objetivo de fincar a bandeira do progresso na Amazônia.

Aproveitamos a oportunidade para destacar que essa é a consequência do modelo de desenvolvimento que o Governo Brasileiro tem imposto para os povos amazônicos. Desrespeito, ilegalidade, destruição, desmatamento, essas são as marcas do compromisso do PAC com a Amazônia.

É com extrema preocupação que acompanhamos o caso dos grupos indígenas isolados em Rondônia. As hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau estão sendo construídas próximas aos territórios de quatro povos indígenas em situação de isolamento e risco.

Todos são prejudicados por essa politica desenvolvimentista. Além dos impactos ambientais de se barrar o Rio Madeira, o maior afluente do Rio Amazonas, a população rondoniense está enfrentando, em Porto Velho, o aumento alarmante do consumo de drogas, da prostituição e da violência. Os números da tragédia não param de crescer, ocasionando um clima tenso na região.

As condicionantes que nunca foram cumpridas em Santo Antônio e Jirau são as mesmas que nunca serão em Belo Monte. A política do rolo compressor segue sua jornada, devorando os rios e tentando represar a Amazônia.

Saudações indígenas

Coordenação da COIAB

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

As marcas do PAC na Amazônia brasileira - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV