Abreu e Lima para por hora extra e vale-alimentação

Revista ihu on-line

SUS por um fio. De sistema público e universal de saúde a simples negócio

Edição: 491

Leia mais

A volta do fascismo e a intolerância como fundamento político

Edição: 490

Leia mais

Maria de Magdala. Apóstola dos Apóstolos

Edição: 489

Leia mais

Mais Lidos

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

22 Março 2011

Depois de uma primeira greve de seis dias, em fevereiro, que culminou com um conflito durante protesto que resultou em um operário baleado no rosto, os trabalhadores do consórcio Conest (Odebrecht e OAS) voltaram a paralisar as atividades na Refinaria Abreu e Lima, no complexo industrial portuário de Suape.

A reportagem é de Angela Lacerda e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 22-03-2011.

Eles não aceitaram a proposta de acordo mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em relação a dois pontos da pauta de reivindicações: horas extras dos sábados e vale-alimentação. Os grevistas recebem 50% sobre as horas extras dos sábados e querem 100%. Têm vale-alimentação de R$ 40,00 e pedem R$ 300,00.

A última proposta do Conest, rejeitada ontem, em audiência no Ministério Público do Trabalho é de, respectivamente, 80% e R$ 130,00.

Hoje, nova audiência deverá ser realizada.

O Conest é responsável pela construção de unidades de hidrotratamento e de destilação atmosférica da refinaria e tem 4.822 trabalhadores. No total, as obras da refinaria empregam, atualmente, cerca de 20 mil pessoas e deve alcançar seu pico ainda neste ano com 26 mil empregados.

A paralisação se estendeu, na sexta-feira a trabalhadores de outros consórcios contratados pela refinaria. O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Construção Civil, Dilmar Santos, estima que pelo menos 60% do total de trabalhadores da refinaria estejam em greve. "Ainda estamos fazendo o levantamento deste número e das reivindicações dos trabalhadores dos diferentes consórcios", afirmou. "A intenção é que tenhamos uma pauta unificada."

Bom problema

"Ainda não temos clareza se vai haver impacto sobre os custos", afirmou o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli em entrevista no final da tarde de ontem, no Palácio do Campo das Princesas, ao avaliar a paralisação. Ele vê as manifestações como "um bom problema" e justificou: "O aumento do emprego e da atividade econômica no País dá um maior poder de barganha para os trabalhadores."

Gabrielli lembrou que os empregados não têm vínculo com a Petrobrás, pois são contratados pelas empresas que prestam serviço à empresa e defendeu negociações permanentes. A Refinaria Abreu e Lima é o maior investimento da Petrobras em Pernambuco - US$ 13,36 bilhões - com início de operação prevista para dezembro de 2012.