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13 Março 2011

"Graças à mobilização da sociedade civil equatoriana, de entidades internacionais e das comunidades indígenas e tradicionais de Yasuní, o governo equatoriano vem resistindo bravamente à tentação de abrir a floresta à exploração", comenta Ricardo Young, empresário, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 14-03-2011.

Segundo ele, o Equador faz isso de maneira inovadora: "propõe manter o petróleo no subsolo em troca de compensação internacional. Significa deixar embaixo da terra reservas que corresponderiam a 20% de todo o petróleo do país!"

Eis o artigo.

Enquanto o mundo se solidariza com as consequências das catástrofes que assolaram o Japão, trouxe hoje uma história sobre a qual deveríamos refletir. Que futuro realmente queremos?

Ao pé dos Andes equatorianos e cortado pelo rio Napo, que deságua no Amazonas, está o Parque Nacional Yasuní, um enclave de floresta ainda intocada, de dez mil m2 de área, que luta para manter-se assim: floresta.

Yasuní vem do idioma dos índios huaorani e significa "terra sagrada". Os cientistas consideram o parque como sendo a área de maior biodiversidade do planeta, mas dorme em cima de um "mundão" de petróleo. Sua exploração seria vital para a economia do Equador. Mais de 60% das exportações do país e um terço da arrecadação do Estado dependem do petróleo.

A iniciativa inovadora foi lançada em 2009, na Conferência do Clima, em Copenhague. O Equador calculou que, se exportasse o petróleo de Yasuní, ganharia US$ 7 bilhões. Então, propôs criar um fundo soberano com este valor.

Metade da quantia seria aportada pelo Tesouro do país, e a outra metade viria de fundos de investimento de ONGs e de países industrializados.

Com isso, 407 milhões de toneladas de CO2 deixariam de ser lançados na atmosfera, decorrentes da queima de 846 milhões de barris.

O projeto, no entanto, não conseguiu o dinheiro esperado. Para ganhar novo fôlego, o Pnud passou a administrar o fundo, que terá uma governança tripartite (governo, contribuintes e o Pnud).

O Equador também se compromete a devolver o todo o dinheiro a quem contribuiu, caso um próximo governante decida explorar o Yasuní. Mas o tempo está acabando. O presidente Rafael Corrêa estipulou um prazo até o final de 2011 para este fundo arrecadar ao menos US$ 100 milhões. Já existem US$ 40 milhões depositados. Faltam 60. Yasuní não representa apenas a sobrevivência de um pedaço intocado de floresta. Representa uma opção do país por um outro tipo de futuro.

As catástrofes climáticas vão consumindo bilhões mundo afora. Compulsoriamente este dinheiro terá que aparecer. Agora, quando fundos são criados para garantir a possibilidade de um outro futuro, bom... Parece que fica sempre para depois.

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