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Terça, 18 de janeiro de 2011
Com um avanço em ritmo cada vez mais acelerado nas lavouras gaúchas, o milho geneticamente modificado é uma realidade que veio para ficar. Do total da área plantada para a safra 2010/2011 no Estado, 64,7% é cultivada com sementes transgênicas – mais resistentes a insetos, com tolerância a herbicidas ou de genes combinados –, como mostra estudo realizado pela Céleres, consultoria especializada em agronegócio.
A reportagem é de Gisele Loeblein e publicada pelo jornal Zero Hora, 18-01-2011.
Da mesma forma, o Brasil também prevê um aumento do uso da biotecnologia no cultivo da cultura (veja quadro). No Estado, a área de cultivo de milho geneticamente modificado cresceu pouco mais de sete vezes na comparação com o ciclo de 2008/2009.
Sobre o avanço no Rio Grande do Sul, o diretor da Céleres, Anderson Galvão, observa:
– O ritmo está maior do que na soja. Isso é resultado de um produtor satisfeito, devido à facilidade de manejo.
Os números impressionam porque esta é apenas a terceira safra desde a liberação do uso. Para Alda Lerayer, do Conselho de Informações sobre Biotecnologia, a adoção também trouxe uma redução de custos. E a equação custo-benefício mostra uma vantagem.
– O produtor gasta mais na hora de comprar a semente, mas gasta menos com o uso do herbicida – diz o presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado, Cláudio de Jesus.
Hoje, a lista de milhos geneticamente modificados aprovados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança chega a 15 itens. Mas a semente capaz de ajudar os gaúchos a diminuir os impactos do clima não deve chegar antes de três a quatro anos.

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