O cardeal Brenes desmente que esteja se aproximando do Governo da Nicarágua

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06 Setembro 2016

O arcebispo de Manágua, cardeal Leopoldo Brenes Solórzano desmentiu em declarações divulgadas por diversos canais de televisão que esteja “seduzindo” o poder, como afirmou a ex-guerrilheira Mónica Baltodano em uma entrevista que concedeu ao jornal La Prensa da Nicarágua.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 04-09-2016. A tradução é de André Langer.

O cardeal Brenes, ladeado por sacerdotes que colaboram na Arquidiocese de Manágua e seu encarregado de imprensa, Lázaro Gutiérrez, assegurou que nunca buscou benefícios pessoais do governo de Daniel Ortega. Acrescentou que a Arquidiocese de Manágua mantém uma relação de respeito com o Poder Executivo e que cada pedido que faz às autoridades é para favorecer o bem-estar das comunidades.

No dia 28 de agosto, no suplemento dominical do jornal La Prensa de Manágua a ex-guerrilheira sandinista e historiadora Mónica Baltodano assegurou, em uma entrevista que concedeu ao jornalista francês Fabrice Le Lous desse jornal, que o arcebispo de Manágua está se afastando da posição profética assumida por outros bispos da Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN) porque – segundo ela – “está brincando com a lógica do poder e já não o vemos como alguém equânime”.

“A ascensão de Polito (nome popular dado ao cardeal Leopoldo Brenes na Nicarágua) para o cargo de arcebispo da Arquidiocese de Manágua encheu-nos de esperanças, porque era um homem com ideais novas, diferentes, muito próximo das comunidades, mas a mensagem da Conferência Episcopal é uma mensagem temerosa e ambígua. Não corresponde com as mensagens que alguns dos bispos  deram, que foram transparentes e claros em denunciar a realidade. Eu diria que se afasta do papel profético da Igreja. E creio que é responsabilidade de Polito, porque o vemos muito próximo do poder, brincando com a lógica do poder e já não o vemos como alguém equânime”, afirmou a ex-guerrilheira sandinista, hoje empresária e crítica do governo de Daniel Ortega.

“Esta é a sua (de Mónica Baltodano) avaliação e teria que lhe dizer que está totalmente equivocada e, portanto, não me sinto atingido. Temos relações de respeito com o Governo. Se é preciso apresentar alguma solicitação, a apresentamos, mas não creio que isso signifique estar se aproximando do governo”, manifestou Brenes com um semblante sério.

O arcebispo de Manágua disse que fez várias solicitações ao Governo da Nicarágua, não a título pessoal, mas em nome da população, porque deseja ser uma ponte para estar a serviço de todos.

“Quando eu faço uma solicitação ao governo, faço-a em nome de uma população, mas nunca em benefício pessoal, porque não procuro benefícios pessoais para mim, mas favorecer a nossa gente simples que, às vezes, nos apresenta suas preocupações. E não apresento somente preocupações ao governo central, mas muitas vezes apresentei preocupações à Polícia, ao Supremo Conselho Eleitoral, ao Ministério do Trabalho”, compartilhou o arcebispo Leopoldo Brenes Solórzano em declarações recolhidas pela cadeia de televisão 100% Noticias.

Consultado sobre a série de restrições que o governo de Daniel Ortega impôs através do Ministério da Governação para regular a entrada de missionários católicos e evangélicos ao país centro-americano, o arcebispo de Manágua disse que os bispos da Nicarágua vão pedir ao Executivo uma reunião para esclarecer diversos pontos das novas medidas migratórias e apresentar seus pontos de vista sobre as mesmas.

 “Nós estamos preparando um encontro, vamos solicitar uma audiência (com o Governo sandinista) para ver as determinações que eles apresentaram e para dar-lhes também a nossa opinião a respeito”, asseverou o prelado em declarações tomadas pela jornalista Walkiria Chavaría da cadeia privada de televisão Vos TV.

Esta semana, antes de partir para Roma para dois encontros com bispos de todo o mundo, o bispo auxiliar de Manágua, o carmelita descalço Silvio José Báez Ortega disse em declarações que as restrições impostas pelo governo de Ortega contra os missionários católicos e evangélicos produzem “confusão”.

“Qual é o motivo pelo qual está proibida a entrada e pela qual estão colocando restrições para a entrada de pessoas de fé? O que de ruim os crentes podem trazer à Nicarágua? Católicos e não católicos? Eu espero que o governo da Nicarágua reveja esta atitude e elimine todas as restrições, porque não há motivo, ou que dê claramente as motivações que estão por trás”, declarou dom Silvio José Báez, OCD.

Nessa mesma entrevista, dom Báez denunciou em Religión Digital que seminaristas estrangeiros que chegam para estudar em seminários da Nicarágua estão sendo interrogados por autoridades da Direção Geral de Migração e Estrangeiros, órgão subordinado ao Ministério da Governação.

Os pastores evangélicos (que também se sentem prejudicados pela medida migratória contra missionários), por sua vez, asseguram que estão dispostos a sair em protesto pelas ruas da capital, Manágua, para exigir do governo de Daniel Ortega que derrogue a medida que restringe a entrada de missionários.

“Estamos pensando em uma marcha nacional. Estamos esgotando todos os recursos que a Constituição nos proporciona. A nossa posição não muda; exigimos a derrogação da normativa”, afirmou Mauricio Pereira Fonseca, presidente da Associação Evangélica da Nicarágua.

“A pergunta que eles não puderam nos responder é a seguinte: que perigo a Igreja representa para o Estado da Nicarágua? A Igreja é formada por homens e mulheres de bem. Isto que estão fazendo conosco é uma maldade muito injusta contra a Igreja”, enfatizou o líder religioso.

De acordo com dados estatísticos recentes da M. & R. Consultores, o protestantismo estaria beirando os 30% de adeptos na Nicarágua. Em anos recentes, os grupos evangélicos, sobretudo de corte neopentecostal e da teologia da prosperidade, experimentaram um crescimento nos últimos anos no país centro-americano.

O vice-chanceler da Nicarágua, Denis Moncada Colindres, justificou em declarações aos meios de comunicação que o governo de Ortega manterá a normativa que controla a entrada de missionários estrangeiros no país para prevenir a entrada do crime organizado através de entidades religiosas.

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