O óbvio ululante – O golpe a galope que não queremos enxergar – Frases do dia

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • Biden e o Papa – a lista negra da Igreja nos Estados Unidos e o futuro do catolicismo. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • O declínio da Teologia da Libertação: uma releitura de 'O novo rosto do clero' de Agenor Brighenti

    LER MAIS
  • Liturgia e sinodalidade. Questões-chave

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


11 Junho 2021

 

O óbvio ululante

“Neste momento, estamos também diante de um óbvio que talvez não queiramos enxergar: o de que Jair Bolsonaro chegou a um ponto sem volta na sua preparação para um golpe” – Ruy Castro, jornalista e escritor – Folha de S. Paulo, 11-06-2021.

 

O óbvio ululante 2

“Golpe que ele vem fomentando desde o dia da posse, quando botou em dúvida o voto eletrônico que o elegera —ideia que tem ganhado surpreendentes adesões. Bolsonaro, que já chegou ao Planalto com o aplauso das milícias, dedicou-se imediatamente a armar a população —hoje, o arsenal em mãos de civis, incluindo fuzis restritos às Forças Armadas, vai a quase 2 milhões de peças. Some a isso as PMs dos estados e o baixo oficialato do Exército, que ele corrompeu com cargos, benesses e ideologia. Efetivo para dar um murro na mesa e mandar um general calar a boca Bolsonaro já tem” – Ruy Castro, jornalista e escritor – Folha de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Rumo à aventura

“Ah, sim, os generais. Deixaram-no ir longe demais. Talvez por isso, vendo-se sem margem de recuo, tenham agora de continuar com ele rumo à aventura” – Ruy Castro, jornalista e escritor – Folha de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Colaboração

“Face, Google e Twitter estão colaborando para um golpe no Brasil. É hora de ligar o alerta vermelho em Menlo Park, Mountain View e San Francisco” – Pedro Doria, jornalista – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Agora!

“Prezados Zuck, Sundar e Jack. Aqui no Brasil, não costumamos escrever a CEOs como vocês, de Facebook, Google e Twitter, chamando pelo apelido ou prenome. Mas vou me permitir escrever assim, na informalidade americana que é tão típica no Vale do Silício. É para ser mais direto. É preciso que vocês prestem atenção na política brasileira. Agora” – Pedro Doria, jornalista – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Capitólio e o Brasil

“Em 6 de janeiro último, uma turba invadiu o Capitólio, em Washington. A polícia legislativa não acreditava que isto seria possível. Dá para entender. (...) No Brasil, a história nos obriga a imaginar esta possibilidade” – Pedro Doria, jornalista – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

É hora de ligar o alerta vermelho

“Me permitam ser explícito: numa situação limite, um 6 de janeiro, no Brasil, poderia contar com o apoio de parte da polícia enquanto o Exército nada faz. Vocês conhecem as plataformas que comandam. Sabem do peso que elas têm em todos estes acontecimentos. Agir depois do ato fatal, como fizeram com Trump, aqui pode ser tarde demais. Nós, brasileiros, não temos qualquer tipo de influência sobre as decisões que vocês tomam. Mas somos nós e nossos filhos que sofreremos pelas decisões que tomarem. É hora de ligar o alerta vermelho em Menlo Park, Mountain View e San Francisco. O golpe, se houver, fracassado ou não, será batizado com o nome das empresas que vocês comandam” – Pedro Doria, jornalista – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Bolsonaro e o eleitorado raiz, visceral

“De Sun Tzu a Carl von Clausewitz, trata-se de um consenso: o primeiro passo para elaborar uma estratégia de guerra é conhecer o inimigo, suas fraquezas, suas fortitudes. A oposição parece acreditar que Jair Bolsonaro já foi derrotado devido ao comportamento desumano durante a pandemia. Pois bem: os resultados das pesquisas mostram, muito pelo contrário, que ele mantém cerca de 25% dos eleitores, apesar do deplorável comportamento. O presidente tem, portanto, um eleitorado raiz, visceral, que nenhum candidato à Presidência antes demonstrou ter” – Rogério Cezar de Cerqueira Leite, Físico, professor emérito da Unicamp – Folha de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Padrão bolsonarista de clara natureza golpista

“A declaração do deputado Ricardo Barros, como a do próprio Bolsonaro antes dele, constitui ameaça explícita de desobediência civil. É um padrão bolsonarista. Esse desafio à ordem constitucional, de clara natureza golpista, é parte do processo de deterioração da democracia deflagrado por Bolsonaro desde sua posse. Ao avisarem que não pretendem acatar ordens judiciais, a não ser as que considerem “fundamentadas”, os bolsonaristas expõem com clareza sua estratégia de desmoralizar as instituições da República para submetê-las a seus propósitos liberticidas” – editorial “O espírito do bolsonarismo” – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Golpes se dão por dentro da democracia

“Quase todos os recentes livros que tratam da ameaça à democracia nos últimos anos ressaltam que o golpe já não funciona como antigamente. Não mais pronunciamentos militares e velhos tanques desfilando pelas ruas empoeiradas. Os autores desses livros dizem que a democracia é golpeada por dentro e as instituições vão tombando progressivamente, de forma que quando as pessoas se dão conta o regime autoritário já se instalou no país” – Fernando Gabeira, jornalista e escritor – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Tudo dominado pela vontade presidencial

“Durante a crise em que Bolsonaro impôs sua vontade ao Exército, dois pesados silêncios foram registrados no campo político. Os presidentes da Câmara e do Senado, ambos eleitos com apoio de Bolsonaro, nada falaram. Forças Armadas, dirigentes do Congresso, Procuradoria-Geral da República, quase como na Venezuela, está tudo dominado pela vontade presidencial. Como se não bastasse, há o lento processo de sedução das Polícias Militares, que respondem afirmativamente aos acenos de Bolsonaro. Segundo relatos da imprensa, o próprio comandante da PM em Pernambuco ordenou a repressão a manifestantes. Em Brasília, um comandante da PM encerra seu discurso com o slogan do governo Bolsonaro” – Fernando Gabeira, jornalista e escritor – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Aceitação silenciosa

“Enquanto muitos parecem aceitar silenciosamente esse destino, o governo avança e quer estender sua influência a outros campos. O bolsonarismo quer um novo técnico para a seleção de futebol, o general vice-presidente sugere que Tite deve treinar o Cuiabá. Brevemente vão nos ensinar como viver. E aí talvez seja tarde demais para resistir” – Fernando Gabeira, jornalista e escritor – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Vírus rouba apoio político e retém as multidões em casa

“Talvez fosse mais fácil contestar o governo sem a pandemia. Mas estamos no limiar da terceira onda e parece que Bolsonaro, com sua política sanitária devastadora, compreende a ambiguidade da situação: ao mesmo tempo que lhe rouba apoio político, o vírus retém as multidões em casa” – Fernando Gabeira, jornalista e escritor – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Imenso cemitério de gente e o ‘gabinete das trevas’

“Os brasileiros colhem o que Bolsonaro plantou: a chegada tardia da Pfizer, a demora dos insumos da Coronavac e da Oxford-Astrazeneca, a desvantagem no consórcio Covax Facility. O Brasil, aliás, está fora das 500 milhões de doses de Joe Biden. Que tal? O coronel Élcio Franco alegou que o governo temia um “cemitério de vacinas”. Pois conseguiu um imenso cemitério de gente. Bolsonaro, porém, segue firme com seu “gabinete das trevas”, sem nenhum epidemiologista ou infectologista, que despreza a OMS, a FDA, todas as agências relevantes do mundo e até a nossa Anvisa” – Fernando Gabeira, jornalista e escritor – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Medíocres, oportunistas e bandalhos

“Bolsonaro é a oportunidade dos medíocres, dos oportunistas, dos bandalhos. E são muitos no Brasil. Toda estratégia para derrotá-lo tem que levar isso em consideração” – Fernando Gabeira, jornalista e escritor – O Estado de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Proposta sem pé nem cabeça e irresponsável

“O presidente do conselho nacional de secretários estaduais de Saúde, Carlos Eduardo Lula, criticou ao Painel a proposta do governo federal de desobrigar do uso de máscara quem já foi vacinado ou infectado pela Covid-19. Para Lula, a proposta não tem pé nem cabeça e é irresponsável. O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta (10) que o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) prepara um parecer sobre o tema. "Ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que já foram vacinados ou que já foram contaminados para tirar este símbolo que, obviamente, tem sua utilidade para quem está infectado", disse em solenidade no Palácio do Planalto” – PainelFolha de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Brasil, uma ameaça existencial

“A sociedade brasileira é desigual e autoritária e comporta um Estado historicamente violento e racista. A verdade é que o Brasil é uma ameaça existencial às mães e filhos deste país. Hoje, o Brasil é o país que compromete o futuro” – Silvio Almeida, professor da Fundação Getulio Vargas e do Mackenzie e presidente do Instituto Luiz Gama – Folha de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Arsenal de vacinas

“Assim como a América foi um arsenal em defesa da democracia na Segunda Guerra Mundial, agora será um arsenal de vacinas para o mundo. É a maior doação feita por um único país, com uma vacina de mRNA, que é extremamente eficaz contra a Covid” – Joe Biden, presidente dos Estados Unidos da América – Folha de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Crescimento do trabalho infantil

“O número de afetados pelo trabalho infantil no mundo cresceu pela primeira vez em duas décadas e a pandemia de Covid-19 ainda ameaça forçar mais milhões de crianças a trabalhar, alertou a ONU nesta quinta-feira (9). Um relatório conjunto da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estima que, no início de 2020, 160 milhões de menores foram obrigados a trabalhar, 8,4 milhões a mais que há quatro anos. Se as projeções de aumento da pobreza no mundo se cumprirem, mais nove milhões de crianças serão forçadas ao trabalho antes do final do ano que vem, segundo o relatório” – Nina Larson, jornalista – Folha de S. Paulo, 11-06-2021.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O óbvio ululante – O golpe a galope que não queremos enxergar – Frases do dia - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV