Líder dos bispos católicos alemães: “Eu não nego comunhão aos protestantes que me pedem”

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01 Março 2021

O presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Alemanha disse, em uma entrevista na última quinta-feira, que ele continuaria dando a santa comunhão aos protestantes que a pedirem a ele.

A reportagem é publicada por Catholic News Agency, 26-02-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Dom Georg Bätzing disse em uma entrevista coletiva de 25 de fevereiro que era necessário respeitar as “decisões pessoais de consciência” daqueles que procuram receber a comunhão.

A CNA alemã relatou que Bätzing estava respondendo a uma questão sobre uma proposta controversa para a “ceia eucarística compartilhada” entre católicos e protestantes.

A proposta foi feita pelo Grupo de Estudos Ecumênicos de Teólogos Protestantes e Católicos (conhecido como ÖAK, pelas suas iniciais em alemão) em um documento de 2019, intitulado “Juntos à Mesa do Senhor”.

O ÖAK adotou o texto sob a coparticipação de Bätzing e o bispo luterano aposentado Martin Henn.

Perguntado como ele responderia se um protestante viesse até ele pedir a eucaristia, disse aos repórteres: “Eu não tenho problemas com isso e me vejo alinhado com os documentos papais”.

O bispo de 59 anos de idade acrescentou que esse já era uma prática “de todos os domingos” na Alemanha e que os padres na sua diocese de Limburg não encarariam consequências negativas se um caso assim lhe fosse reportado.

Ele destacou que não se pode “convidar qualquer um”. Mas enquanto um convite geral a receber a eucaristia não for permitido, ele diz que seria importante mostrar “respeito às decisões pessoais de consciência individual” procurando a comunhão.

“Eu não nego a comunhão a um protestante que me pedir”, afirmou.

O ÖAK foi criado em 1946 para fortalecer os laços ecumênicos. O grupo é independente da Conferência de Bispos Católicos da Alemanha e da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD), uma organização representando 20 grupos protestantes. Mas o ÖAK informa ambos os órgãos sobre suas deliberações.

O documento do ÖAK levantou preocupações no Vaticano, levando a uma intervenção da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) em setembro de 2020.

Em uma crítica de quatro páginas e em uma carta a Bätzing, a congregação doutrinária enfatizou que diferenças significativas na compreensão da eucaristia e ministério permaneceram entre protestantes e católicos.

“As diferenças doutrinárias ainda são tão importantes que atualmente excluem a participação recíproca na ceia do Senhor e na eucaristia”, disse o documento.

“O documento não pode, portanto, servir de guia para uma decisão individual de consciência sobre a abordagem da eucaristia”.

A CDF advertiu contra quaisquer medidas para a intercomunhão entre católicos e membros do EKD.

Após a intervenção do Vaticano, Bätzing reafirmou sua visão de que a intercomunhão com os protestantes deveria ser possível.

O cardeal Kurt Koch, prefeito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, também expressou sérias dúvidas sobre a proposta da “comunhão eucarística”.

Na conferência de imprensa de quinta-feira, realizada virtualmente devido à pandemia de coronavírus, Bätzing sublinhou suas grandes esperanças no “Caminho Sinodal”, um processo que reúne leigos e bispos alemães para discutir quatro tópicos principais: a forma como o poder é exercido na Igreja; moralidade sexual; o sacerdócio; e o papel das mulheres.

Ele estava falando depois da reunião plenária dos bispos, na qual se viu a eleição da teóloga Beate Gilles como a primeira mulher secretária-geral da Conferência Episcopal Alemã.

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