Retratos do Brasil. A nova Senzala: Trabalho escravo avança em São Paulo

Revista ihu on-line

Gênero e violência - Um debate sobre a vulnerabilidade de mulheres e LGBTs

Edição: 507

Leia mais

Os coletivos criminais e o aparato policial. A vida na periferia sob cerco

Edição: 506

Leia mais

Giorgio Agamben e a impossibilidade de salvação da modernidade e da política moderna

Edição: 505

Leia mais

Mais Lidos

  • E se a classe média de Pinheiros tivesse se omitido? A reação diante do assassinato do carroceiro risca um limite no país sem limites

    LER MAIS
  • Nem vendilhões, nem templo. Entrevista com Vito Mancuso

    LER MAIS
  • Cápsulas de café, isopor e garrafas PET são os maiores inimigos da reciclagem

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

18 Dezembro 2006

Jornadas intensas de trabalho, alojamentos precários, salários miseráveis. Assim vivem milhares de bolivianos em situação análoga a da escravidão. Tudo isso acontece no centro de São Paulo.
As jornadas de trabalho duram até 18 horas nas oficinas de costura da Rua do Lucas, que dista cerca de 12 quilômetros da sede da Polícia Federal, na Lapa, e menos de 5 da sede da Delegacia Regional do Trabalho, no centro. As máquinas operam das 6 da manhã às 10 da noite. Muitas vão até a meia-noite, por insistência dos bolivianos - que trabalham até não parar mais em pé, pois ganham pelo que produzem.

Quando param, jogam um colchonete sob a máquina e dormem ali; ou então se espremem em beliches de pequenos quartos, áreas de serviço, banheiros. Só saem dali aos sábados à tarde e aos domingos.
O pior é a situação das crianças. Quando começam a engatinhar são presas à máquina de costura por uma cordinha.
No Centro de Apoio, uma senhora que viveu oito meses trancafiada numa oficina e foi posta na rua com três filhos, após brigar e apanhar do marido e do dono da oficina, diz: "As crianças ficavam trancadas no quarto ou então amarradas, para não pôr as mãos nas máquinas nem atrapalhar o serviço."

(cfr. notícia do dia 19-12-06, desta página).

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Retratos do Brasil. A nova Senzala: Trabalho escravo avança em São Paulo