Retratos do Brasil. A nova Senzala: Trabalho escravo avança em São Paulo

Revista ihu on-line

Junho de 2013 – Cinco Anos depois.Demanda de uma radicalização democrática nunca realizada

Edição: 524

Leia mais

A esquerda e a reinvenção da política. Um debate

Edição: 523

Leia mais

A virada profética de Francisco – Uma “Igreja em saída” e os desafios do mundo contemporâneo

Edição: 522

Leia mais

Mais Lidos

  • Steve Bannon, cardeal Burke, ministro Salvini e o complô para derrubar o Papa Francisco

    LER MAIS
  • Migrações, 30 milhões de crianças deslocadas no mundo por causa dos conflitos: é o número mais alto desde a Segunda Guerra Mundial

    LER MAIS
  • Nicarágua. Carta urgente de Ernesto Cardenal

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

18 Dezembro 2006

Jornadas intensas de trabalho, alojamentos precários, salários miseráveis. Assim vivem milhares de bolivianos em situação análoga a da escravidão. Tudo isso acontece no centro de São Paulo.
As jornadas de trabalho duram até 18 horas nas oficinas de costura da Rua do Lucas, que dista cerca de 12 quilômetros da sede da Polícia Federal, na Lapa, e menos de 5 da sede da Delegacia Regional do Trabalho, no centro. As máquinas operam das 6 da manhã às 10 da noite. Muitas vão até a meia-noite, por insistência dos bolivianos - que trabalham até não parar mais em pé, pois ganham pelo que produzem.

Quando param, jogam um colchonete sob a máquina e dormem ali; ou então se espremem em beliches de pequenos quartos, áreas de serviço, banheiros. Só saem dali aos sábados à tarde e aos domingos.
O pior é a situação das crianças. Quando começam a engatinhar são presas à máquina de costura por uma cordinha.
No Centro de Apoio, uma senhora que viveu oito meses trancafiada numa oficina e foi posta na rua com três filhos, após brigar e apanhar do marido e do dono da oficina, diz: "As crianças ficavam trancadas no quarto ou então amarradas, para não pôr as mãos nas máquinas nem atrapalhar o serviço."

(cfr. notícia do dia 19-12-06, desta página).

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Retratos do Brasil. A nova Senzala: Trabalho escravo avança em São Paulo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV