Julho tem aumento de quase 30% no número de queimadas na Amazônia e num único dia recorde dos últimos 15 anos

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • “A mulher precisa, e as religiosas sobretudo, sair daquele papel de que ela é inferior”. Entrevista com a Ir. Maria Freire

    LER MAIS
  • Governo Bolsonaro deixa estragar 6,8 milhões de testes de covid-19

    LER MAIS
  • A Economia de Francisco. ‘Urge uma nova narrativa da economia’. A vídeomensagem do Papa Francisco

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


05 Agosto 2020

Na quinta-feira, 30 de julho, a Amazônia registrou mais um triste recorde: 1.007 focos de calor. O número é o maior para um único dia deste mês desde 2005. No ano passado, no mesmo 30 de julho, foram 406 focos de queimadas.

A reportagem é Suzana Camargo, publicada por Conexão Planeta, 03-08-2020.

E infelizmente, não foi apenas o dia 30 que apresentou aumento no número de focos de calor. Em julho, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram observados 6.804 alertas de queimadas na Amazônia, um salto de 21,8% em comparação ao mesmo mês de 2019.

“O fato de ter mais de mil focos de calor em um único dia mostra que a estratégia do governo de fazer operações midiáticas não é eficaz no chão da floresta. A moratória, que proíbe no papel as queimadas, não funciona se não houver também uma resposta no campo, com mais fiscalizações. Afinal, criminoso não é conhecido por seguir leis”, afirma Rômulo Batista, porta-voz da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil.

De acordo com um levantamento realizado pela organização, que sobrevoou áreas dos estados do Pará e do Mato Grosso, houve um crescimento de 76,72% nos focos de calor dentro de Terras Indígenas em relação ao mesmo período do ano passado. O mesmo aconteceu em Unidades de Conservação, onde os alertas aumentaram em quase 50%.

Fogo atinge a vegetação em Alta Floresta, no Mato Grosso. (Foto: Christian Braga | Greenpeace)

Os números são extremamente preocupantes porque é em agosto que começa “oficialmente” o período da seca na Amazônia e em 2019, o fogo foi devastador na região. Além disso, a estação de chuvas, que acontece entre março e abril, teve índices bem abaixo de níveis históricos.

“O desmatamento precisa ser combatido durante todo o ano, principalmente considerando que as queimadas na Amazônia não são resultado de um fenômeno natural, mas da ação humana. O fogo é uma das principais ferramentas utilizadas para o desmatamento, especialmente por grileiros e agricultores, que o usam para limpar áreas para uso agropecuária ou especulação”, ressalta Batista.

A fumaça avança sobre uma área em Nova Maringá, no Mato Grosso. (Foto: Christian Braga | Greenpeace)

Para o coordenador do Greenpeace, a prática se tornou ainda mais comum com a falta de fiscalização e o desmantelamento dos órgãos ambientais. “Estamos observando uma tendência de alta nas queimadas neste ano. Além da ameaça do coronavírus, com a temporada de fogo, os povos indígenas estarão ainda mais vulneráveis, pois a fumaça e a fuligem das queimadas prejudicam ainda mais sua saúde”, lamenta.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Julho tem aumento de quase 30% no número de queimadas na Amazônia e num único dia recorde dos últimos 15 anos - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV