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27 Setembro 2017

Dentro do Vaticano o documento dos 62 sacerdotes e estudiosos signatários da "correção filial" ao Papa Francisco por suas opiniões contidas no texto pós sinodal "Amoris laetitia" provocou imenso desconforto. E a notícia, depois corrigida, do bloqueio para os computadores do Vaticano do site que critica o Papa - correctiofilialis.org - também é prova disso. Ontem a Santa Sé explicou que, na realidade, o site está acessível, "mas quem quiser aderir à iniciativa e subscrever via web a proposta anti-Bergoglio sugerida pelos tradicionalistas e lefebvrianos, deve fazê-lo de sua própria casa, não de um computador do Vaticano”.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por Repubblica, 26-09-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Tradicionalistas e lefebvrianos: assim são classificados pela Santa Sé os 62 signatários. Uma classificação apoiada também pelo dado real de que, efetivamente, o único expoente do episcopado a assinar a petição é o superior da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada pelo bispo cismático Marcel Lefebvre, monsenhor Bernard Fellay. Os 62 argumentam que não estão atacando o Papa, mas simplesmente querem corrigir "como filhos e fiéis entristecidos pela forma como estão evoluindo os fatos".

No entanto, dentro das paredes leoninas, o seu movimento é visto como um ataque: trata-se de um "grave ataque, uma manobra de força instrumental, um preconceito, uma operação contra o Papa e à Igreja", afirma sem meias-palavras o teólogo Bruno Forte, Secretário Especial do Sínodo dos bispos sobre a família.

Uma ofensiva que segue outros movimentos do setor tradicionalista. Entre todos, a recente decisão da Congregação para o Culto Divino liderado pelo cardeal Robert Sarah de nomear João XXIII, o Papa da "Pacem in terris", patrono do exército. Uma provocação, de acordo com muitos no Vaticano. Uma decisão "absurda", de acordo com monsenhor Giovanni Ricchiuti, bispo presidente de Pax Christi Itália.

Não é segredo para ninguém que para grande parte do mundo católico conservador Francisco não agrada. Para muitos deles, uma data decisiva será o quinquagésimo aniversário da Humanae Vitae: acusam o Papa de ter formado uma comissão chefiada por Gilfredo Marengo, professor do Instituto João Paulo II para os Estudos sobre Matrimônio e a Família, com o objetivo de re-examinar, para anulá-la, a encíclica de Paulo VI que dedica várias passagens para a moralidade sexual conjugal.

Não tiveram qualquer efeito os desmentidos do próprio Marengo que explicou não ter a intenção de anular o texto do papa Montini: "Estudar a história da Humanae Vitae é uma bela aventura. Os partidários das conspirações que se resignem. Aqui não há motivos para as suas fantasias doentias", respondeu no twitter o estudioso em 30 de agosto último. A resistência ao Papa, obviamente, existe também fora do Vaticano. E os recentes escândalos financeiros que surgiram são, apesar de tudo, uma expressão nada secundária disso.

A saída de Libero Milone, ex-auditor das contas do Vaticano, que acusa a Santa Sé de não querer a reforma mostra a existência de uma cúria que não aceita aqueles que, talvez de forma desordenada, querem renová-la. Foi o cardeal australiano George Pell que notou a existência de um pequeno tesouro de mais de um milhão de euros que não aparecia no orçamento do Vaticano. Ele, junto com Milone, tentou obter explicações, mas sem qualquer sucesso. O impasse entre Pell e vários órgãos da Santa Sé já se arrasta há meses.

No último mês de maio uma carta enviada por Pell e Milone a todos os dicastérios para lembrar que "a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA) não tem nenhuma autoridade ou prerrogativa de solicitar às Entidades da Santa Sé e do Vaticano para se submeter a atividades revisão contábil nem para enviar informações relativas à própria Entidade para a empresa externa PwC ou outros sujeitos", evidenciou um confronto muito duro que existe entre o cardeal australiano e o cardeal encarregado pela APSA, Domenico Calcagno, membro da cúria promovido pelo ex-secretário de estado Tarcisio Bertone.

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