Sacrifício de animais nas universidades. Uma discussão. Entrevistas especiais com Róber Freitas Bachinski, Maria Luiza Nunes e Martin Sander

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21 Junho 2007

Anualmente, inúmeros animais são utilizados como cobaias nas diversos cursos da área da saúde das universidades brasileiras. São criados, testados e sacrificados semestralmente. Indignado, o estudante de biologia da UFRGS Róber Freitas Bachinski recorreu à justiça e ganhou: obteve o direito de cursar as disciplinas do seu curso sem sacrificar ou dissecar qualquer animal. A justiça, assim, garantiu ao aluno o direito de continuar fiel às suas convicções. A atitude de Róber gerou diversas discussões e inúmeras ONG’s em prol dos animais o apoiaram nesta decisão. Assim, a IHU On-Line entrevistou Róber, por e-mail; a presidente do Movimento Gaúcho de Defesa Animal Maria Luiza Nunes, por telefone; e o professor da Unisinos Martin Sander, também por telefone.

Róber nos conta sobre o que o levou a levar essa decisão à Justiça, da influência dessa decisão e de métodos alternativos que podem ser utilizados ao invés de sacrificar tantos animais nas universidades. Já Maria Luiza fala da reação das ONG’s e da luta dessas organizações a favor da vida de todos os animais. O professor Martin Sander também é contra o sacrifício de animais em cursos de graduação. Na entrevista, ele fala sobre licenças para coletar e sobre as experiências científicas que justificariam o uso de animais como cobaias. “A fauna, hoje em dia, é muito rara. Coletar é crime ambiental, ainda mais sem autorização”, relatou.

Róber Freitas Bachinski é graduando em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui cursos em áreas como Bioética e Direito Ambiental. É Técnico Agrícola, com especialização em Zootecnia.

Maria Luiza Nunes é publicitária, formada pela Unisinos. Atualmente, é presidente do Movimento Gaúcho de Defesa Animal. Além disso, é voluntária da Alpa.

Por sua vez, o professor Martin Sander é graduado em Ciências Biológicas. Realizou especialização em Metodologia do Ensino Superior, pela UFRGS, e em Zoologia, pela PUC-RS. Além de trabalhar na Unisinos, colabora com os Parques Nacionais de Aparatos da Serra e Serra Geral, no Rio Grande do Sul.

Confira as entrevistas.

Entrevista com Róber Freitas Bachinski

IHU On-Line - Você teve uma reação inédita em relação aos sacrifícios feitos com animais no curso de Biologia. O que o fez tomar esse tipo de atitude?

Róber Freitas Bachinski - Resolvi cursar Biologia para ajudar os animais, porém, desde o início do curso, houve pressão por parte de muitos professores para matá-los. Eles alegam que isso é necessário, mas há várias alternativas usadas no ensino, principalmente nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Suíça, onde há universidades que não usam animais para as aulas. Tom Regan, no livro Jaulas vazias (Porto Alegre: Lugano, 2006), afirma que três entre quatro escolas de medicina estadunidense, incluindo as melhores (Columbia, Harvard, Johns Hopkins, Stanford e Yale, por exemplo), não usam animais vivos, de nenhum modo e para nenhum fim. Nas escolas de Biologia dos Estados Unidos não é diferente. Aqui, porém, depois de me mandarem cancelar o curso e de a UFRGS dar um parecer desfavorável para o meu pedido interno de Objeção de Consciência, resolvi recorrer. Não se trata apenas do meu direito de não compactuar com métodos que agridem a minha moral, mas também de exercer o meu dever de proteção ao meio ambiente, já que a universidade não está cumprindo com a legislação, usando animais desnecessariamente, como foi no caso da disciplina de Fisiologia Animal B.

IHU On-Line - Que tipos de métodos alternativos ao sacrifício de animais podem mas ainda não são usados?

Róber Freitas Bachinski - No caso de Fisiologia, as aulas eram apenas demonstrativas: apenas o professor manipulava rãs e os alunos assistiam. Muitas universidades estão trocando essas práticas por vídeos, no qual sacrificam um animal e gravam toda a aula. Nesse tipo de alternativa, um animal é sacrificado, mas muitos são poupados nos semestres posteriores. Há ainda o vídeo "Alternativas na Educação: Novos Caminhos para um Novo Milênio", no site da ONG InternicheBrasil, que mostra professores de Fisiologia de universidades da Alemanha, da Suíça e da Inglaterra mostrando recursos alternativos que podem substituir, com mais qualidade, as aulas com animais. Em Bioquímica, há diversos softwares de realidade virtual que podem ser empregados. A própria Interniche empresta esses softwares para professores. Pode-se também utilizar tecidos de animais que morreram no Hospital Veterinário, por exemplo. Há técnicas substitutivas chamadas "auto-experimentação", utilizadas em muitas universidades. Para aulas sobre glicose, poderia pedir para os alunos voluntários fazerem exercícios, comerem algum doce ou ficarem em jejum e depois medirem a glicemia com kits usados por diabéticos. Certamente, os alunos interagiriam muito mais nessas aulas.

IHU On-Line - Você disse ao jornal Zero Hora que entrou na UFRGS acreditando encontrar pessoas que respeitariam suas crenças. Como você encontrou os acadêmicos e professores de Biologia?

Róber Freitas Bachinski - Meus colegas do curso são pessoas bem intencionadas, e muitos se revoltam com a situação. Entretanto, com o decorrer do curso, aceitam a desculpa de que aulas com animais são necessárias e não expõem suas opiniões, por medo de represálias. Muitos professores, principalmente os que não usam animais diariamente (como no caso de botânica ou da educação), não gostam de aulas com animais (ou partes de animais). Em conversas, eles lembram de suas faculdades, quando eram obrigados a fazer vivissecção ou dissecação. Depois de muitos anos, essas cenas ainda estão gravadas nas suas memórias, mostrando o trauma que causaram. É preciso ressaltar que não são crenças do tipo religiosas ou espirituais, mas convicções relacionadas aos direitos animais.

IHU On-Line - O que você acha que a sociedade e os movimentos sociais deveriam fazer em prol desses inúmeros animais que acabam no biotério das universidades todos os semestres?

Róber Freitas Bachinski - A sociedade precisa perceber que, assim como nós temos proteção contra a dor e o sofrimento causado por outrem, os animais, sendo capazes de sentir dor e sofrer, também precisam ter essa proteção. Não é fácil explicar em poucas frases, mas a questão não é dó dos animais e sim é uma questão ética. O livro Libertação animal (Porto Alegre: Lugano, 2004), o filósofo Peter Singer, expõe bem esse caráter. Sugiro como referência, igualmente, o site do Grupo pela Abolição do Especismo. Nos cursos biomédicos, incluindo a Medicina Veterinária, não há uma cadeira de Ética Animal. Infelizmente, muitos alunos ainda se formam com a visão cartesiana de que animais são simples máquinas e suas expressões de sofrimento são como barulhos das engrenagens dos relógios.

IHU On-Line - Sua atitude gerou inúmeras discussões acerca do assunto. A universidade vai recorrer desta decisão da Justiça. Se o juiz aceitar a posição da universidade, derrubando a liminar que te deu o direito de não mais sacrificar animais, o que pretende fazer? Que tipos de discussões pretende manter?

Róber Freitas Bachinski - Quero trazer essa discussão para a sociedade. Muitas pessoas deixam de fazer faculdade de Biologia ou de Medicina Veterinária devido às aulas práticas com animais. Quero incentivá-las a procurarem seus direitos e ajudar a universidade e os professores com a busca de métodos alternativos para as aulas. A UFRGS tem o direito de recorrer. No entanto, eu tenho o direito constitucional e humano de não ser obrigado a realizar práticas que vão contra a minha postura moral e contra a legislação nacional, já que é considerado crime o uso desnecessário de animais, o que significa o uso deles quando poderiam ser substituídos, tanto na pesquisa quanto no ensino. Acredito que o Judiciário não irá alterar a decisão do Juiz, porque ficou provado na ação que a universidade utilizou animais sem necessidade, como já mencionei acima, na disciplina de Bioquímica II (que usavam métodos alternativos em semestres passados) e na Fisiologia Animal B, em que as rãs, ditas necessárias, não foram usadas nesse semestre. A alegação da universidade, que saiu na Zero Hora, não demonstra ser verdadeira, pois ela não formou os alunos dos semestres anteriores e não formará os desse semestre na disciplina de Fisiologia?

Entrevista com Maria Luiza Nunes

IHU On-Line – Como as ONG’s em prol dos animais vêem essa atitude do estudante de Biologia que recorreu à justiça para não ter que sacrificar animais, uma das atividades obrigatórias de alguns cursos da área da saúde?

Maria Luiza Nunes – A atitude do Róber foi fantástica. Nós sabemos que muitos alunos têm medo e sofrem represálias dentro da universidade. Assim, algumas idéias não são contestadas. Só que essa questão do uso de animais, no ensino e em pesquisas, inclusive, não diz respeito só à proteção animal. Sabe-se, hoje, que nas universidades da Inglaterra não se utilizam mais animais em pesquisas e em sala de aula, assim como na Itália e Canadá. Nos Estados Unidos, 95% das universidades também não os utilizam, pois se sabe que  isso não é eficiente. O aluno que aprende por meio do sacrifício de um animal tem muita desvantagem em relação àquele que aprende através de técnicas alternativas. Precisamos falar ainda sobre a parte ética, porque utilizar animais dessa forma necessita de uma dessensibilização do ser humano. Isso porque o animal é usado como uma peça que é manipulada e depois é levada ao lixo, dispensada. Mas o animal é um ser ciente, sente a mesma coisa que nós, ou seja, sua vida tem valor em si. Então, eticamente não se entende mais que a sociedade atual encare as coisas dessa forma. Portanto, a atitude do Róber é louvável e espero, sinceramente, que ela sirva de exemplo para que outros alunos sejam coerentes, pois eles estão na universidade para aprender e salvar vidas. Por isso, questionamos quem diz aprender matando, para, então, começar a salvar.

IHU On-Line – Essa luta é antiga? Como ela vem sendo executada ao longo dos anos?

Maria Luiza Nunes – Essa luta não é nova, mas no Rio Grande do Sul é recente. Já fora do Brasil, essa é uma luta que começou há muitos anos. Na década de 1970, o Peter Singer lançou o livro Libertação animal (Porto Alegre: Lugano, 2004), que deu início aos questionamentos “Que direito tenho eu sobre outro ser e usar e abusar desse outro?”, ou  “A minha espécie é quem deve comandar o mundo e é a melhor de todas e aos meus pés todos devem estar?”. Essa discussão começou, então, na década de 1970, por meio do Singer, e vem evoluindo. Nos países mais desenvolvidos, essa discussão já está bem mais evoluída, e, de um modo geral, a luta vem crescendo. Aqui no Brasil estamos recebendo uma influência muito boa, com o desenvolvimento dos meios de comunicação. Temos o exemplo da USP, que não utiliza mais animais nesse tipo de experiências. E se esta universidade não usa, significa que realmente não é necessário utilizar este tipo de métodos, pois ela continua formando profissionais qualificados.

IHU On-Line – Que tipos de estratégias as ONG’s podem seguir agora com essa atitude tomada por Róber? Essa atitude renova a perseverança?

Maria Luiza Nunes – Não sei dizer se é perseverança, pois essa é uma marca das organizações de proteção aos animais, por sua luta diária, em todos os sentidos. Mas, certamente, a atitude do Róber abre um novo caminho de luta, uma nova perspectiva de adesão de outras pessoas e de fortalecimento dessa luta.

IHU On-Line – Você acha que a atitude do Róber é aprovada pelos alunos da área da saúde?

Maria Luiza Nunes – Eu acredito que sim, porque, embora dentro das universidades não exista essa discussão, sabemos que muitos alunos, desistem dos cursos em função desses exercícios realizados a partir do sacrifício de animais. Universidades que usam centenas de animais todo o semestre assustam. Eu não estou exagerando, pois há uma universidade, que nossa ONG está investigando, que utiliza mais de 1.500 animais por semestre. Por exemplo, num dia utiliza 270 pintos, um por aluno. O exercício é inocular um vírus, uma bactéria, uma doença para assistir como a doença vai evoluir e esse pinto morrer. Não existe a mínima necessidade de utilizar 270 pintos para saber que o vírus inoculado mata. Não é preciso assistir à morte. Há universidades que aplicam estricnina em cachorros, para que o aluno assista a forma como o animal se debate ao morrer com estricnina, o que também não tem o mínimo cabimento. Além de existirem softwares, peças de pvc e outros materiais específicos, bibliografias, vídeos. Enfim, há uma série de recursos que podem ser utilizados. Não se justifica mais que uma universidade mate 270 pintos para que o aluno entenda que o animal morrerá se receber um determinado vírus ou bactéria.

IHU On-Line – Que tipos de alternativas os cursos da área da saúde podem seguir para que as atividades feitas ao sacrificar animais sejam ainda ensinadas, mas não a base destas atividades?

Maria Luiza Nunes – Existem inclusive sites que fornecem gratuitamente às universidades modelos para testarem, fazer oficinas, verem qual é o modelo que se adapta mais ao exercício da disciplina. Há softwares, peças que reproduzem até a circulação do sangue, enfim, há modelos e técnicas alternativas para todas as atividades acadêmicas em que, convencionalmente, se utilizam animais. E uma coisa que nos deixa muito preocupado é a impunidade e o desrespeito neste país. Existe uma lei federal, a lei dos crimes ambientais, número 9605, no artigo 32, que diz que, se houver técnica alternativa, a vissecção é crime. Existem, então, técnicas alternativas para substituírem os animais em todas as disciplinas dos cursos que usam animais, mas não estão sendo consideradas pela maioria das universidades brasileiras. Isso precisa começar a ser discutido e combatido por uma série de fatores: qualificação profissional, questão ética, a não dessensibilização, porque um estudante que começa trabalhando dessa maneira subestima uma vida.

IHU On-Line – Alguns professores afirmam que o sacrifício de animais é feito em benefício da melhoria da condição de vida humana. O que a senhora acha desta justificativa utilizada?

Maria Luiza Nunes – É uma afirmação bem confortável, comodista, mas bastante fora de contexto. Se um professor vai pesquisar um problema comportamental e utiliza quatro ratos, os coloca dentro de um pote d’água e analisa o desespero deles para não se afogarem, instintivamente é normal, mas, comportamentalmente, é preciso lembrar que agimos e pensamos de forma diferente de outros. O modelo animal não serve porque ele não é igual aos humanos, ou seja, não existe essa relação.

Espero que os alunos da área da saúde fiquem atentos, espertos, que comecem a cobrar uma melhor qualidade de ensino e que sejam coerentes com a postura do Róber que diz: “Entrei no curso para salvar vidas e não para exterminá-las”. Esperamos que os estudantes reflitam sobre isso, e que os centros acadêmicos comecem a levantar essa questão, procurando, desse modo, técnicas alternativas.



Entrevista com Martin Sander

IHU On-Line - O senhor é a favor ou contra os métodos que utilizam animais em aulas práticas dos cursos da área da saúde?

Martin Sander – Sou contra, pois eu prefiro trabalhar com a preservação e a conservação da vida. Sou a favor de utilizar alguns tipos de animais em apenas algumas experimentações científicas vitais, mas totalmente contra estudar, por exemplo, o comportamento de um rato dentro de uma câmara em que receba choques, cada vez que se aproxima da comida, ou abrir um bicho para simplesmente observar sua anatomia. Há recursos que substituem tais práticas. Portanto, se já inventaram recursos mais modernos, para que matar mais e mais animais? Às vezes, o professor manda coletar insetos para alguma disciplina sem ao menos explicar ao aluno o motivo pelo qual ele está fazendo esta coleta. Nada justifica coletar por coletar, pois, assim, esse aluno pode estar matando a ultima espécie.

IHU On-Line – Como são essas experimentações científicas vitais?

Martin Sander – Elas estão relacionadas aos cursos de mestrado e doutorado, em que as pesquisas, normalmente, têm algum elemento de inovação e estão em busca de um conhecimento novo. Agora, na graduação, no ato de ensinar, não se justifica mais a morte. Por exemplo, um professor fica por duzentos dias coletando no mesmo lugar, coloca uma armadilha onde caem vários ratos e um desses ratos é um que ele nunca viu. Nada justifica esse professor matar para guardar como testemunho. Temos que ter muito cuidado quando pedimos a coleta.

Por que não fazer uma nova biologia e deixar a questão da morte para os cursos mais avançados? Nesses cursos, o aluno já tem condições de saber por que e para que coletar. Ele já pode possuir licenças para fazer a coleta, pois já passou por todo um estudo preparatório. Hoje em dia, a tecnologia simula muito melhor do que as práticas reais, com corpos. Questiono-me por que, por exemplo, em Enfermagem e Nutrição uma das primeiras disciplinas é Anatomia: precisamos quebrar esse paradigma. Esse método é muito antigo. O melhor é estudar a comunidade viva, como ela vive, para só depois trabalhar com a morte. Devemos trabalhar com as coisas vivas. O aluno de graduação não precisa coletar, pois isso é só para fazer coleções. A fauna, hoje em dia, é muito rara. Coletar é crime ambiental, ainda mais sem autorização.

IHU On-Line – E como essa questão das licenças está sendo discutida entre os professores da sua área?

Martin Sander – Muitos cursos no Brasil ainda utilizam esta técnica. A Unisinos é um exemplo disso, pois ainda trabalha com coletas e isso vai continuar acontecendo porque muitos professores têm licença para isso. As licenças são dadas com critérios. Quem está no mestrado e doutorado tem mais critérios do que o aluno de graduação. O grande desafio é mudar isso. Nós já estamos discutindo junto com o pessoal do Verde Campos, mas ainda não progredimos muito. Seria um grande lance de marketing fazer um curso de Biologia em que preservar a vida fosse mais importante do que estudar a morte.

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