Mergulho na natureza humana pelo reconhecimento do outro. Entrevista especial com Cláudia Oliveira

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03 Julho 2016

“A pessoa humana se constitui como ser de estrutura e ser de relação. Enquanto ser de estrutura, é  ­ser-em-si. Enquanto ser de relação, é ser-para. A unidade, expressa em toda afirmação ‘eu sou’, apresenta-se como síntese dialética do ser-em-si e do ser-para”, explica Cláudia Oliveira.

Imagem: wordpress.com

A professora Cláudia Maria Rocha de Oliveira, pesquisadora da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – Faje, destaca que na obra de Henrique C. de Lima Vaz o ser humano se constitui na relação com os outros. “Somos necessariamente seres de relação”, resume. Assim, a busca pelo ato de ser em si passa necessariamente por um exercício de alteridade. “A pessoa humana se constitui como ser de estrutura e ser de relação. Enquanto ser de estrutura, é ¬ser-em-si. Enquanto ser de relação, é ser-para. A unidade, expressa em toda afirmação ‘eu sou’, apresenta-se como síntese dialética do ser-em-si e do ser-para”, explica, ao chegar à formulação de que a pessoa “só é ela mesma na sua abertura constitutiva ao mundo, aos outros e ao transcendente”.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, Cláudia também reconhece que Lima Vaz se entrega a fazer Filosofia sobre seu tempo, preservando aí a essência que torna sua obra ainda atual. É nessa perspectiva que a professora reflete sobre intolerância, algo tão forte nos tempos de hoje. Se em Lima Vaz o ser se faz humano pelo outro, a intolerância nasce da recusa daquilo que é diferente. “Ela supõe não abertura e, portanto, não reconhecimento da dignidade do outro na sua alteridade”, completa. Portanto, entende que, na Filosofia de Vaz, “a intolerância e o desrespeito pelo outro não é prejudicial apenas para o outro. O agente da intolerância, em certo sentido, não é apenas ‘agressor’, mas é também ‘vítima’”.

Por ocasião dos 25 anos do lançamento da Antropologia Filosófica de Henrique C. de Lima Vaz, a revista IHU On-Line, a ser publicada nesta semana, dedica o seu tema de capa ao debate da obra.

Cláudia Maria Rocha de Oliveira é graduada e mestra em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – Faje e doutora em Filosofia pela Pontificia Universidade Gregoriana, Roma. Sua tese é A relação entre ética e metafísica na filosofia de Henrique Cláudio de Lima Vaz. Atualmente é professora assistente e pesquisadora da Faje.

Confira a entrevista.

Imagem: ideiafixa.com

IHU On-Line - O que é a Antropologia Filosófica de Lima Vaz?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - A Antropologia Filosófica é uma das principais obras escritas por Lima Vaz. Publicada em dois volumes [1], constitui-se como fruto maduro de sua reflexão a respeito da pessoa humana. No texto Dialética e Método [2], o pensador brasileiro mostra que, se levarmos em consideração a intenção a partir da qual a Antropologia Filosófica foi escrita, ela pode ser considerada uma ontologia da pessoa humana. O que isso significa? Trata-se de uma investigação a respeito da natureza humana na sua totalidade, isto é, de quais são as características ontológicas capazes de nos definir e de nos distinguir como seres humanos.

As ciências modernas, quando pretendem elaborar um discurso a respeito do ser humano, nos fornecem visão parcial e fragmentada. O ser humano é assumido como objeto que pode ser investigado e descrito objetivamente. A racionalidade unívoca adotada nesses casos se mostra, no entanto, incapaz de pensar de modo adequado o ser da pessoa humana na sua singularidade única e irrepetível. Na sua verdade mais própria, a pessoa se revela como não objetivável, como totalidade sintética, como unidade de opostos sempre implicada em toda afirmação Eu sou.

Sem desprezar a importância das grandes conquistas da ciência moderna, mas ao mesmo tempo as considerando insuficientes, Lima Vaz propõe encontrar resposta mais satisfatória para a questão “Que é o ser humano?”. Ao seguir o método dialético de inspiração platônico-hegeliana, e ao adotar como princípios do discurso dialético a limitação eidética, a ilimitação tética e o princípio de totalização, ele parte da experiência mais elementar que fazemos de nós mesmos e, através de um movimento de suprassunção das várias categorias e dos níveis da estrutura, da relação e da unidade, alcança a forma mais acabada do discurso antropológico. Isto é, alcança a categoria da pessoa como categoria conclusiva do discurso. Ora, se por um lado, no nível da inteligibilidade para-nós a categoria de pessoa é o ponto de chegada do discurso, por outro, no nível da inteligibilidade em-si, a pessoa deve ser afirmada como começo ou princípio absoluto.

IHU On-Line - Passados 25 anos do lançamento da obra Antropologia Filosófica, quais são as proposições que continuam atuais e desafiadoras ao agir ético em nosso tempo?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - Para Lima Vaz, temos uma “natureza” que nos constitui como seres humanos e nos faz ser diferentes de outros seres. Contudo, essa natureza que nos é dada, ou ainda, essa forma “natural” que nos define como seres humanos precisa ser atualizada para que possamos realizar a nossa humanidade. Isso significa, segundo Lima Vaz, que o sujeito através de atos pessoais deve tornar possível a passagem da forma natural do homem à forma propriamente humana. Os atos pessoais, portanto, devem viabilizar a passagem da forma dada à forma como expressão. Graças a essa passagem, o ser humano pode se afirmar na sua mais autêntica e radical humanidade.

Com outras palavras: somos pessoas. Contudo, aquilo que somos em ato primeiro, isto é, ontologicamente, precisamos realizar concretamente no nosso existir quotidiano. Isso significa que, enquanto pessoas, somos continuamente confrontados com o apelo que brota do mais íntimo da nossa constituição ontológica: torna-te aquilo que tu és! Apenas à medida que damos ouvidos a este apelo e que procuramos realizá-lo no existir concreto é que podemos nos realizar humanamente.

Atos da pessoa

Poderíamos, então, perguntar: o que Lima Vaz compreende como atos da pessoa? Qual a relação desses atos com o agir ético? Segundo Lima Vaz, os atos da pessoa devem ser compreendidos como “toda visão de unidade”, “todo conhecimento da verdade” e “todo conhecimento ao bem”. Estes atos se realizam concretamente na experiência do existir pessoal. Ora, ao definir a experiência como “compenetração de presenças”, Lima Vaz defende que a experiência do existir pessoal deve ser compreendida como experiência da presença às coisas, aos outros e ao Absoluto Transcendente.

Sendo assim, o ato e a experiência do existir éticos são um dos modos fundamentais pelos quais a pessoa pode se tornar aquilo que ela é. Apenas me torno eu mesma quando faço a experiência do reconhecimento do outro. A minha realização supõe que eu saia de mim mesma. Devo “perde-me” para poder “ganhar-me”. Ao reconhecer e afirmar a dignidade do outro é que a minha própria dignidade pode ser reconhecida e afirmada.

Busca pelo “que és”

A Antropologia filosófica, portanto, apresenta um apelo — ‘torna-te o que és” —, que pode ser respondido por cada um de nós quando agimos eticamente na história e, portanto, quando fazemos a experiência de existir concretamente como pessoa moral. Este apelo continua atual e nos coloca sempre diante do desafio de nos realizar como seres humanos.

"Para Lima Vaz, a ética deve levar em consideração a dimensão concreta da vida humana"

 

IHU On-Line - Em que sentido Lima Vaz se inspira na ética aristotélica e supera os limites do modelo kantiano?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - Uma das críticas que Hegel [3] faz a Kant [4] é aquela segundo a qual Kant, ao afirmar o imperativo categórico como proposição sintético-prática a priori, teria deixado de lado a eticidade substancial. Lima Vaz, ao se colocar a questão “como devo viver?” assume de algum modo a perspectiva deontológica da moral kantiana. Todos nós temos o dever de “nos tornar quem somos”. Contudo, a ética limavaziana não é formal como a kantiana. Ao contrário. Ao seguir inspiração aristotélico-tomista, ela volta a sua preocupação para “as coisas humanas”, para o existir em comunidade.

Para Lima Vaz, a ética deve levar em consideração a dimensão concreta da vida humana. Ela é ciência do ethos. Logo, a ética de Lima Vaz não é formal. Compreendida como ciência do ethos ela supõe que o sujeito ético, enquanto dotado de razão prática, seja capaz de deliberar e escolher na situação particular entre os vários bens concretos. A phonesis, ou sabedoria prática, assume na ética de Lima Vaz papel fundamental. Além dela, podemos dizer ainda que também as noções de virtude e de realização tal como pensadas por Lima Vaz tem como fonte de inspiração a ética aristotélico-tomista.

IHU On-Line - Como se dá a relação com a alteridade na filosofia vaziana?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - Para Lima Vaz, a pessoa humana se constitui como ser de estrutura e ser de relação. Enquanto ser de estrutura, é ¬ser-em-si. Enquanto ser de relação, é ser-para. A unidade, expressa em toda afirmação “eu sou”, apresenta-se como síntese dialética do ser-em-si e do ser-para. Em consequência, a pessoa se constitui como unidade de opostos. Ela só é ela mesma na sua abertura constitutiva ao mundo, aos outros e ao transcendente.

Portanto, para Lima Vaz, somos necessariamente seres de relação. Isto significa que as relações não são acrescentadas extrinsecamente a nós. Não temos a opção de escolher nos relacionar ou não. Mas as relações nos definem. Elas nos constituem no nosso ser mais próprio. Nesse sentido, somos necessariamente ser-no-mundo, ser-com-os-outros e ser-para-a-transcendência.

A relação com o mundo pode ser pensada, para Lima Vaz, a partir da dimensão do trabalho. A relação com os outros, por sua vez, deve ser orientada, entre outros, a partir dos princípios do reconhecimento, do consenso, da reciprocidade, da justiça, da dignidade, do amor dom. Finalmente, a relação com o transcendente tem como referenciais as noções transcendentais: ser, uno, verdadeiro, bom e belo.

IHU On-Line - Em que aspectos a ação ética intersubjetiva na ética filosófica de Lima Vaz pode nos inspirar a outro agir num tempo de recrudescimento das intolerâncias das mais variadas formas?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - A intolerância nasce da não aceitação do diferente. Ela supõe não abertura e, portanto, não reconhecimento da dignidade do outro na sua alteridade. Ora, podemos dizer, buscando inspiração na filosofia de Lima Vaz, que a intolerância e o desrespeito pelo outro não é prejudicial apenas para o outro. O agente da intolerância, em certo sentido, não é apenas “agressor”, mas é também “vítima”. Neste caso, vítima de si mesmo. Isto porque a não abertura ao outro, o desrespeito de sua dignidade impedem que a própria dignidade do intolerante seja afirmada.

Apenas a relação recíproca, na qual o Eu e o Tu se reconhecem, torna possível a realização tanto do Eu quanto do Tu. Sendo assim, apenas a partir do diálogo e do reconhecimento do outro nos tornaremos capazes de edificar uma comunidade justa. Somente deste modo poderemos nos realizar humanamente.

A intolerância, portanto, apresenta-se como obstáculo não apenas para a realização do outro, mas também como obstáculo para a realização daquele que a coloca em prática. Em consequência, a partir da ética limavaziana, podemos dizer que apenas a ação ética entendida como abertura generosa ao outro na sua alteridade pode nos levar à afirmação de nós mesmos como pessoas dignas de amor e de reconhecimento.

  

"A intolerância nasce da não aceitação do diferente"

IHU On-Line - Em que sentido é adequado falar sobre um imperativo ético a partir da filosofia vaziana?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - A ética limavaziana tem como fim, a partir da submissão da ação às regras do horizonte objetivo do bem, a realização do sujeito como pessoa. Em consequência, ela não deve ser compreendida como deontológica, mas sim como teleológica. Ela não é, em sentido estrito, uma ética do dever.

Contudo, encontra-se inscrito no coração da filosofia de Lima Vaz um imperativo que exige que cada pessoa oriente as suas ações em vistas do melhor. Todos nós somos chamados a nos realizar como pessoa. Este imperativo tem sua raiz última na nossa própria constituição ontológica. Somos seres espirituais. Isso significa que somos constitutivamente seres de razão e de vontade. Marcada pelo excesso ontológico, a pessoa deve ser pensada na sua radical abertura ao horizonte do Ser. Enquanto inteligente, o ser humano caracteriza-se por constitutiva abertura ao horizonte da Verdade. Enquanto ser de vontade, ele deve ser pensado na sua radical abertura ao bem. Mas somos também seres situados e finitos. Orientamos a inteligência e a vontade na direção de bens particulares. Ora, nenhum bem particular é capaz de satisfazer a superabundância do espírito.

O ser humano deve ser afirmado, então, para Lima Vaz, num dinamismo contínuo rumo ao ser-mais. A realização, por causa do excesso ontológico, nunca se cumpre plenamente. Somos seres continuamente colocados diante do imperativo que exige que assumamos a responsabilidade pela nossa existência. Isso significa que a realização da pessoa é um desafio que todos devem assumir e que nunca pode ser resolvido plenamente.

IHU On-Line - O que seria a filosofia da pessoa que brota dos escritos de Lima Vaz?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - Num contexto cultural caracterizado pelo niilismo, Lima Vaz procura lançar luzes sobre pelo menos duas grandes questões, a saber: Qual o sentido da existência? Como devemos orientar nossas ações? Ora, para encontrar resposta para o sentido da existência, faz-se necessário saber quem somos. Para Lima Vaz, não somos indivíduos egoístas que buscam unicamente a satisfação de nossos próprios interesses e necessidades. Ao contrário. Somos pessoa. Isso significa que somos seres capazes de dom, de acolhimento, de generosidade, de amor. Encontraremos sentido para o existir e orientação para agir quando fizermos a experiência do existir pessoal.

Logo, a noção de pessoa é noção central da filosofia de Lima Vaz. A pessoa é a categoria conclusiva e sintética tanto da antropologia, quanto da ética. Mas, na verdade, no nível da inteligibilidade em-si, a pessoa é afirmada por Lima Vaz como começo e princípio absoluto de todo o discurso, de toda ação, e de toda organização social, cultural, comunitária e política. Nesse sentido, podemos afirmar que Lima Vaz, ao elaborar a sua reflexão filosófica, faz opção por um modelo de “personalismo rigoroso” que, ao definir o ser humano ontologicamente como pessoa, procura pensar de que modo, nas mais variadas experiências histórias, o ser pessoa pode se realizar.

IHU On-Line - Poderia recuperar o argumento vaziano de que é a partir do solo da teologia cristã que se darão as intuições fundamentais que alicerçam o pensamento moderno?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - Para Lima Vaz, ao operar a síntese entre Platão e Aristóteles, Tomás de Aquino [5] formulou de modo adequado a ontologia clássica. Ele superou a metafísica das essências e conseguiu pensar a inteligibilidade radical do ato de existir. A partir daí, tornou-se possível afirmar o sentido do existir singular. Em consequência, a noção de pessoa pôde ser explicitada de modo adequado. Foi, então, afirmada a dignidade da pessoa humana na sua singularidade radical.

Contudo, por outro lado, a metafísica de Tomás de Aquino não teria sido compreendida de modo adequado. Duns Escoto [6], por exemplo, ao se opor a Santo Tomás teria procurado pensar a hierarquia dos seres, não mais a partir da racionalidade analógica, mas sim a partir do modelo unívoco de racionalidade. O desenvolvimento da racionalidade unívoca tornou possível o surgimento da episteme moderna. Logo, se por um lado a afirmação da primazia do ato de existir viabilizou a defesa filosófica da dignidade humana e do valor inalienável da pessoa, por outro, o abandono da racionalidade analógica teria conduzido, segundo Lima Vaz, ao desenvolvimento da ciência moderna.

"A noção de pessoa é noção central da filosofia de Lima Vaz"

 

IHU On-Line - Qual é o maior legado de Lima Vaz à filosofia como um todo?

Cláudia Maria Rocha de Oliveira - Para Lima Vaz, a filosofia é modo exigente de vida. Nas várias situações históricas, somos chamados a refletir sobre as grandes questões do próprio tempo e a assumir a responsabilidade pelo nosso ser na história. Somos chamamos, em última instância, a nos tornar pessoas.

Em consequência, para Lima Vaz, a filosofia não é mero exercício especulativo que possa alimentar o ego daqueles que se dediquem a ela. Mas, como ele mesmo diz, “fazer Filosofia com honestidade e lucidez, com energia e aturado esforço intelectual é uma exigência de justiça” [7].

Penso, então, que o maior legado que Lima Vaz nos deixou foi seu testemunho. Ao defender que “a reflexão filosófica de um momento histórico determinado cabe realizá-la na carne e sangue de sua problemática vital e encontrar assim o sentido de seu legítimo progresso” [8], Lima Vaz nos mostrou como é que a filosofia deve ser assumida por cada um de nós como modo vida.

Logo, no contexto no qual vivemos, marcado por profunda crise econômica, social, política, ética e cultural, a filosofia de Lima Vaz surge como apelo para que tornemo-nos pessoas e, em consequência, realizemos o exercício filosófico como vocação ou, ainda, como modo exigente e responsável de vida. Isto, também hoje, é uma exigência de justiça.

Por Márcia Junges | Edição João Vitor Santos

Notas: 

 

[1] Antropologia Filosófica I. São Paulo: Loyola, 1991; Antropologia Filosófica II. São Paulo: Loyola, 1992. (Nota da IHU On-Line)

[2] In: BRITO, E.F – CHANG, L.H (org). Filosofia e Método. São Paulo, Loyola, 2002, pp.9-17. (nota da entrevistada)

[3] Friedrich Hegel (Georg Wilhelm Friedrich Hegel, 1770-1831): filósofo alemão idealista. Como Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, tentou desenvolver um sistema filosófico no qual estivessem integradas todas as contribuições de seus principais predecessores. Sobre Hegel, a edição 217 da IHU On-Line, de 30-04-2007, intitulada Fenomenologia do espírito, de Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1807-2007), em comemoração aos 200 anos de lançamento dessa obra. Veja ainda a edição 261, de 09-06-2008, Carlos Roberto Velho Cirne-Lima. Um novo modo de ler Hegel, e Hegel. A tradução da história pela razão. (Nota da IHU On-Line)

[4] Immanuel Kant (1724-1804): filósofo prussiano, considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, representante do Iluminismo. Kant teve um grande impacto no romantismo alemão e nas filosofias idealistas do século XIX, as quais se tornaram um ponto de partida para Hegel. Kant estabeleceu uma distinção entre os fenômenos e a coisa-em-si (que chamou noumenon), isto é, entre o que nos aparece e o que existiria em si mesmo. A coisa-em-si não poderia, segundo Kant, ser objeto de conhecimento científico, como até então pretendera a metafísica clássica. A ciência se restringiria, assim, ao mundo dos fenômenos, e seria constituída pelas formas a priori da sensibilidade (espaço e tempo) e pelas categorias do entendimento. A IHU On-Line número 93, de 22-03-2004, dedicou sua matéria de capa à vida e à obra do pensador com o título Kant: razão, liberdade e ética. Também sobre Kant foi publicado Cadernos IHU em formação número 2, intitulado Emmanuel Kant - Razão, liberdade, lógica e ética, que pode ser acessado em . Confira, ainda, a edição 417 da revista IHU On-Line, de 06-05-2013, intitulada A autonomia do sujeito, hoje. Imperativos e desafios. (Nota da IHU On-Line)

[5] São Tomás de Aquino (1225-1274): padre dominicano, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica. Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na escolástica anterior. Em suas duas "Summae", sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: são elas a Summa Theologiae e a Summa Contra Gentiles. (Nota da IHU On-Line)

[6] John Duns Scotus (1266-1308): foi um teólogo escocês pertencente aos escolásticos. Ele entrou na ordem franciscana e estudou em Cambridge, Oxford e Paris. Pela sutileza de sua análise, ganhou o apelido de "Doutor Sutil". Ele foi considerado santo e adoraram-no sem uma canonização. Em 20 de março de 1993 o Papa João Paulo II confirmou seu culto como abençoado. (Nota da IHU On-Line)

[7] LIMA VAZ, H.C. O problema da filosofia no Brasil. Síntese Nova Fase, Belo Horizonte, v.11, n.30, jan/abr 1984, p. 25. (Nota da entrevistada)

[8] LIMA VAZ, H.C. Ontologia e história. São Paulo, Loyola, 2000, pp. 58-59. (Nota da entrevistada)

 

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Mergulho na natureza humana pelo reconhecimento do outro. Entrevista especial com Cláudia Oliveira - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

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