Estado Islâmico sequestra 90 cristãos na Síria, dizem ativistas

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25 Fevereiro 2015

Militantes do Estado Islâmico sequestraram 90 cristãos no noroeste da Síria enquanto batiam em retirada diante de uma contraofensiva curda, informou um grupo de monitoramento.

A reportagem é de Kareem Shaheen, publicada pelo The Guardian, 24-02-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Os sequestros relatados são o mais recente golpe contra presença cristã na região, elevando a insegurança depois que um vídeo divulgado por militantes, alegando lealdade ao EI, pretendeu mostrar a decapitação de 21 coptas egípcios na Líbia.

O Observatório de Direitos Humanos da Síria disse que 90 cristãos sírios foram sequestrados pelo grupo próximo a Tal Tamr. Houve um intenso combate na região entre o EI e as Unidades de Proteção Popular (conhecidas como YPG), milícia curda apoiada por uma coalização liderada pelos EUA que se postou contra um avanço na fronteira da cidade de Kobani em janeiro.

As YPG lançaram uma contraofensiva para retomar aldeias sob o poder do EI no nordeste da Síria.

O mesmo Observatório de monitoramento dos direitos humanos disse que suas fontes em terra ouviram militantes do EI, via rádio wireless, se referirem aos prisioneiros como “cruzados”, o mesmo termo usado pelos militantes para descrever os cristãos coptas egípcios aparentemente mortos na Líbia.

Os militantes do Estado Islâmico têm almejado cristãos e minorias em seus ataques. Milhares de cristãos fugiram das regiões de Mosul e Nineveh, no Iraque, depois do avanço relâmpago do EI no meio do ano passado, deixando para trás suas terras ancestrais em meio a relatos de conversões forçadas. Muitos se refugiaram em territórios curdos ou no Líbano. A violência ao longo das planícies de Nineveh deixou esta província sem cristãos caldeus e outras minorias em regiões onde quais haviam coexistido por mais de 2000 anos.

O grupo jihadista foi particularmente brutal para com a antiga minoria Yazidi, no Iraque, tentando matar de fome os milhares que ficaram retidos no Monte Sinjar, no noroeste de Mosul. Ele também vendeu muitas centenas de mulheres Yazidis para trabalho escravo e forçou outras a se casarem.

Ataques aéreos realizados pela coalização americana já haviam atingido combatentes do EI nas proximidades da fortaleza curdo-síria de Qamishli, na fronteira com a Turquia.

Mais de 1.600 pessoas, a grande maioria leais do EI, foram mortas pelos ataques aéreos da coalizão na Síria, segundo o Observatório de Direitos Humanos da Síria. Muitas das casualidades jihadistas aconteceram na cidade curda de Kobani, na fronteira com a Turquia, onde o EI estima que perdeu, pelo menos, 1400 combatentes.

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