"A poluição que a criação intensiva de gado causa na água e no ar é muito mais importante do que o aumento do efeito estufa". Entrevista especial com Luiz Antônio Martinelli

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17 Fevereiro 2009

 

O pesquisador Luiz Antônio Martinelli, em entrevista concedida por telefone ao sítio do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, afirma que para a sociedade brasileira a transformação de certas regiões da floresta amazônica em pastagens não é benéfica. Entretanto, considera, esse sistema não tem como ficar intocado. Segundo ele, “acontecem perdas em vários sentidos quando se retira uma floresta para em seu lugar colocar uma pastagem. A primeira das perdas é retirar cerca de 200 espécies de árvores por hectare e reduzir para dez espécies”.

Sobre a criação de gado e o aumento do aquecimento global através do efeito estufa, pondera: “Os impactos ambientais da criação extensiva no Brasil são infinitamente menores do que a criação intensiva que ocorre nos países industrializados e desenvolvidos. Feita essa distinção, acredito que o principal problema no Brasil relativo à criação de gado no que tange ao efeito estufa é a emissão de metano devido ao processo de ruminação”. E completa: mesmo nos países desenvolvidos, “a poluição que o gado causa na água e no ar é muito mais importante do que o aumento do efeito estufa. O principal problema nos países industrializados quanto ao efeito estufa é a queima de combustíveis fósseis. Penso que a criação de bovinos confinados causa uma série de outros impactos ambientais que são muito mais relevantes do que o aumento do efeito estufa”.

Luiz Antonio Martinelli é mestre em Energia Nuclear na Agricultura e doutor em Solo e Nutrição de Plantas pela Universidade de São Paulo (USP), com a tese Variabilidade Espacial da Composição Química, Mineralógica e Orgânica da Carga de Sedimento Depositada nas Planícies de Inundação de Alguns Rios da Amazônia. Cursou pós-doutorado pela Universidade de Washington e é livre-docente pela USP com a tese A bacia amazônica: ciclos naturais e mudanças no uso da terra. É autor de centenas de artigos técnicos, bem como da obra Nitrogen cycling in the Americas: natural and athropogenic influences and controls (Dordrecht: Springer, 2006). Leciona no Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Divisão de Funcionamento de Ecossistemas Tropicais Laboratório de Ecologia da USP.

Confira a entrevista.


IHU On-Line - A dieta do clima proposta pela Agência de Impacto Ambiental da Holanda sugere consumir até 400g de carne por semana. Com isso a pretensão é que se reduza a emissão dos gases estufa em 10%, já que se diminuiria o número de animais criados. Qual é a viabilidade dessa proposta?

Luiz Antônio Martinelli –
É importante fazermos uma distinção da maneira como se produz carne nos países desenvolvidos e a forma como produzimos carne nos países em desenvolvimento, como no Brasil. Nos países desenvolvidos, não há área para criação, como nós temos. Assim, o modo de produção é completamente diferente – é o que chamamos de criação intensiva, ou confinada. Na Holanda, essa criação é, principalmente, de porcos, e não de bovinos. Esses lotes confinados geram uma quantidade de poluentes muito maior do que a nossa criação extensiva no Brasil.

Outra distinção importante é que bois criados de maneira intensiva não comem gramíneas, que são nossas pastagens. Eles comem milho, sobretudo nos Estados Unidos. Aí é que começa todo o problema, porque é preciso produzir cereal para alimentar o gado. No Brasil nós pulamos essa etapa porque o gado se alimenta de gramíneas. Os impactos ambientais dessa criação extensiva no Brasil são infinitamente menores do que a criação intensiva que ocorre nos países industrializados e desenvolvidos. Feita essa distinção, acredito que o principal problema no Brasil relativo à criação de gado no que tange ao efeito estufa é a emissão de metano devido ao processo de ruminação. Essa é a única forma da pecuária brasileira participar do aumento do efeito estufa. Diga-se, contudo, que nosso caso não é nada de absurdo frente a outras emissões, como as dos países industrializados.

Já nos locais onde o gado é confinado, há a necessidade do cultivo de cereais como o milho. Nos Estados Unidos e na Holanda, esse cultivo de milho recebe uma quantidade de fertilizantes absurdamente grande, sobretudo de fertilizantes nitrogenados. Esses produtos são como remédio: na dose certa são um bem, e na dose errada são um mal. Nos países desenvolvidos, há um uso excessivo do fertilizante nitrogenado. Essa substância acaba saindo muito barata para o agricultor. Então esse nitrogênio que sobra no meio ambiente faz um estrago ambiental no solo, atmosfera e água. Por ser confinado, quando o gado é alimentado com esse nitrogênio, gera uma série de resíduos como urina e fezes que irão poluir lençóis freáticos e outros corpos hídricos. Lembremos que a área de pecuária nesses locais não é grande como a que temos no Brasil, que é, quando muito, de uma cabeça por hectare. Além disso, nesses locais de confinamento há a emissão de um gás de efeito estufa muito potente chamado N2O, trezentas vezes mais potente que o CO2. Essas criações intensivas, portanto, geram uma série de problemas que não temos aqui. A partir do momento em que começarmos a usar esse tipo de técnica, confinando gado e oferecendo-lhe milho, o que não acredito que vá acontecer, teremos o mesmo problema. Mas lembro que isso não é viável economicamente em nosso país.

IHU On-Line - Quais são as evidências científicas entre a criação dos bovinos e o aumento do efeito estufa?

Luiz Antônio Martinelli –
Isso é uma cortina de fumaça. Nos países desenvolvidos, como expliquei acima, é um problema real levando em consideração o confinamento. Mesmo nesses países, a poluição que o gado causa na água e no ar é muito mais importante do que o aumento do efeito estufa. O principal problema nos países industrializados quanto ao efeito estufa é a queima de combustíveis fósseis. Penso que a criação de bovinos confinados causa uma série de outros impactos ambientais que são muito mais relevantes do que o aumento do efeito estufa.

IHU On-Line - Que outros hábitos alimentares humanos vêm interferindo seriamente no clima?

Luiz Antônio Martinelli –
A crise de obesidade que existe no mundo significa que estamos nos alimentando cada vez mais, comendo uma quantidade cada vez maior de comida. Isso coloca uma pressão nos ecossistemas para que se produza cada vez mais alimentos. Os hábitos alimentares saudáveis incluiriam comermos em uma medida razoável, de forma que estivéssemos bem nutridos e não fôssemos obesos. Por outro lado, se continuarmos a aumentar a população mundial até estabilizar em 2050 em 9 bilhões de habitantes, teremos mais 3 bilhões de habitantes “extra” para alimentar. Isso será mais uma carga que colocaremos sobre os ecossistemas já estressados. Por outro lado, há hábitos alimentares que estão mudando e que vão, sim, influenciar nos ecossistemas. É o caso dos países asiáticos que começaram a beber mais leite e comer mais carne. Como a China tem 1.3 bilhões de habitantes, tudo que ela fizer, se reflete no planeta inteiro. Se os chineses aumentarem o consumo de leite significa que eles necessitarão de mais cabeças de gado. Não sei como se dará esse aumento de bovinos por lá, mas se ele acontecer dentro dos padrões de confinamento, eles incorrerão nos mesmos problemas que existem nos países industrializados. Se forem aumentar a importação de leite de outros países, isso trará uma demanda maior por laticínios no mundo todo, e a resposta será aumentar, intensificar a criação de gado confinado. Nesse sentido, as mudanças de hábitos alimentares nos países asiáticos são preocupantes.

IHU On-Line - Os cientistas holandeses que coordenaram esse estudo sugerem que se inclua nos rótulos o custo ambiental da carne. Acredita que a população já está suficientemente preparada e mobilizada para esse tipo de alerta?

Luiz Antônio Martinelli –
Eu reitero que produzir carne no Brasil não tem um custo ambiental tão elevado. A população precisa entender que a produção de alimentos tem um preço ambiental e esse preço deve ser pesado, remediado. Contudo, não acredito que colocando rótulos em todos alimentos se conscientizará a população. Se fosse assim, seria preciso rotular a cenoura, a abobrinha, todos alimentos. Precisamos lembrar de que todo alimento produzido exerce uma pressão no meio ambiente. Esse é o desafio: equilibrar a produção do alimento com o menor dano ambiental possível. Norman Borlaug, criador da revolução verde, é um agrônomo que diz que apenas poetas pensam que a agricultura é algo idílico, que acontece no Jardim do Éden. Não. A agricultura é uma agressão à natureza no sentido em que ela tira uma biodiversidade, um sistema que funciona de determinada forma, e coloca outra. Por outro lado, a agricultura é o berço das civilizações. Nós só chegamos a esse grau de sofisticação em nossas sociedades porque inventamos a agricultura há 10 mil anos. Por isso não acredito nessas medidas bombásticas de pôr rótulos na carne. Daqui a pouco a moda será outra. Deve, sim, haver uma conscientização de que a produção de alimentos tem um preço ambiental.

IHU On-Line - O economista norte-americano Jeremy Rifkin afirma que estamos destruindo a Amazônia para alimentar vacas. Como esse ecossistema vem reagindo a essa investida pecuarista?

Luiz Antônio Martinelli –
Muito antes de Rifkin dizer isso, vários pesquisadores brasileiros já vinham alertando que a destruição da Amazônia tem sido feita para fins de pecuária. Acontecem perdas em vários sentidos quando se retira uma floresta para colocar uma pastagem. A primeira das perdas é retirar cerca de 200 espécies de árvores por hectare e reduzir para dez espécies. Com isso há uma mudança radical de ecossistema, modificando todo seu funcionamento e perdendo os serviços que ele pode nos proporcionar. O açaí, agora muito em moda na alimentação brasileira nas metrópoles, vem de uma palmeira. Fornecer açaí é um serviço ambiental que as florestas nos oferecem. Outro aspecto é que as florestas amazônicas geram chuvas que são distribuídas por várias partes do Brasil. A floresta está, assim, fornecendo água para outras regiões brasileiras e vapor d’água para o mundo inteiro. Esse é um serviço que o ecossistema nos fornece que não nos damos conta. Trocamos um sistema extremamente rico, que pode oferecer uma gama de serviços ambientais por outro, extremamente pobre, em termos ecológicos, no qual o produto final é a carne. Por outro lado, a produção de carne na Amazônia vem aumentando, gerando riquezas, aumentando a exportação do país, contribuindo para diminuir o custo da carne em termos gerais. Contudo, é preciso sempre haver um equilíbrio entre produzir alimento e manter nossos ecossistemas funcionando.

Os estudos tem nos mostrado que no caso da Amazônia, os serviços ambientais que ela pode nos oferecer são muito maiores do que tornar o local uma imensa pastagem. Esse processo precisa ser revertido. Entretanto, existem forças políticas e econômicas tremendas que caminham contra essa direção. Se analisarmos qualquer governo que tenha passado nos últimos anos (Itamar, Collor, Sarney, FHC e Lula), nenhum deles conseguiu parar ou diminuir sensivelmente o desmatamento na Amazônia. Há uma inércia muito grande. Isso porque é uma atividade que gera muito lucro. Para a sociedade brasileira essa transformação de certas regiões da floresta amazônica em pastagens não é benéfica. Entretanto, esse sistema não tem como ficar intocado. Conservar a Amazônia como um Jardim do Éden é impossível. Alguém terá que pagar a conta. E os países desenvolvidos não contribuem muito para pagar essa conta. Temos que encontrar o “Santo Graal”, uma forma de desenvolver a Amazônia de uma forma que minimize os impactos ambientais e mantenha os serviços ambientais dos ecossistemas funcionando.

Precisamos considerar que há 25 milhões de pessoas vivendo em toda região amazônica. Essas pessoas têm direito a se alimentar bem, a morar bem e a cuidar de seus filhos. Encontro várias pessoas na Amazônia, com um nível baixo de renda, e que dizem que precisam alimentar seus filhos, e por isso cortarão árvores e plantarão soja. Precisamos achar uma maneira com que essas pessoas alimentem suas famílias com o mínimo impacto ambiental. Não é algo fácil de se fazer.

IHU On-Line - Para esse mesmo 1kg de carne produzido são necessários de 20 a 30 mil litros de água. Além disso, a pecuária é responsável por 1/3 da poluição de águas potáveis com nitrogênio e fósforo. Pode-se falar em um comprometimento do potencial hidrológico do qual dispomos em função da criação de gado?

Luiz Antônio Martinelli –
Esses dados dizem respeito à criação de animais confinados, em países desenvolvidos. Nessa técnica é preciso usar a água para o milho crescer, e depois usar a água para o gado crescer. O uso de água pela pecuária no Brasil é muito menor, e o comprometimento hidrológico na Amazônia não vem só da pecuária. Qualquer atividade agrícola que reduza o ecossistema de algo extremamente complexo a algo extremamente simples é responsável por esse comprometimento. A poluição de nitrogênio e fósforo é causada quando o gado é alimentado com milho, que é fortemente adubado. 99% das pastagens brasileiras não são adubadas. Assim, não temos o problema de poluição de água na Amazônia em função das pastagens. O que temos lá é o problema do pisoteio de pequenos riozinhos, o assoreamento, pois aumenta a erosão. Mas isso é completamente diferente de dizer que acontece uma poluição por nitrogênio e fósforo. Não é o caso da Amazônia. Inclusive nas pastagens da Amazônia há um decréscimo na quantidade de nitrogênio, porque esse ecossistema é muito rico em nitrogênio. Se você retira a floresta, coloca uma pastagem em seu lugar e não aduba, há uma redução do ciclo de nitrogênio. Esse, portanto, não é o principal problema da nossa realidade.

IHU On-Line - Em um artigo escrito em co-autoria com James Galloway, o senhor analisa os impactos da poluição por nitrogênio. Nesse sentido, qual é o papel dos fertilizantes no aumento da poluição, do efeito estufa e da ameaça à biodiversidade?

Luiz Antônio Martinelli –
Volto a usar a metáfora do nitrogênio como remédio: na dose correta é um bem, e na dose errada, um mal. Do jeito que a agricultura foi concebida no mundo, não conseguimos hoje, produzir alimentos sem fertilizantes. Nos países industrializados e na China, os fertilizantes são muito baratos frente aos custos de produção. O que acontece é que se utiliza nitrogênio em quantidade excessiva, e a planta não irá absorver isso tudo. O nitrogênio que sobra no ambiente é extremamente poluidor, podendo contaminar lençóis freáticos, rios, voltar para a atmosfera em forma de N2O, gás de efeito estufa potentíssimo. Tudo isso afeta a biodiversidade, porque o nitrogênio limita o crescimento dos organismos vivos. Se você quebra esse equilíbrio e coloca uma quantidade maior de nitrogênio, alguns organismos vão predominar sobre outros, e a biodiversidade do ambiente irá decrescer. O problema é fertilizante utilizado na dose errada, na hora errada. No Brasil, geralmente as culturas são “subadubadas” com nitrogênio.

Uso excessivo de nitrogênio
As culturas que levam mais adubo no Brasil são cana, laranja, com 200 a 250 kg de nitrogênio por hectare. A maioria das culturas brasileiras leva uma média de 30 kg de nitrogênio por hectare, por ano. Na Holanda a média é de 300 kg de nitrogênio por hectare, por ano. As culturas de chá do Japão levam cerca de mil kg de nitrogênio por hectare, por ano. Assim, nós brasileiros não temos os mesmos problemas sofridos nos países industrializados. Mesmo assim, devemos seguir as melhores práticas agrícolas possíveis para usar adubos, adubando de forma que se perca o mínimo possível para o meio ambiente, na hora em que a planta realmente precisa. Precisamos seguir as boas práticas agrícolas que existem há muito tempo para as principais culturas brasileiras. No momento ainda não há um problema sério com o uso de fertilizantes. Ainda. Se um dia esses produtos se tornarem muito baratos e começarmos a usá-los de forma intensiva, teremos os mesmos problemas do Primeiro Mundo.

IHU On-Line - De que forma o uso dos biocombustíveis acirra esse processo?

Luiz Antônio Martinelli –
Os biocombustíveis são um caso diferente. Se escutarmos o lobby da cana, o etanol é a melhor coisa do mundo, porque vamos evitar que se acumule mais CO2 na atmosfera, pois a cana cresce todo ano, reabsorve a substância e é um combustível renovável. Isso é verdade. Mas o que não nos contam é a forma com que a cana é cultivada no Brasil. Existe uma série de problemas ambientais e sociais que mascaram todo esse benefício. Se a expansão de cana no Brasil seguir os mesmos moldes que vem seguindo, gerando essa massa de problemas, estamos vendendo para o mundo uma falácia. O etanol não é nem um pouco verde, ele é cinza. Todos esses problemas seriam facilmente corrigidos se houver boa vontade. O Brasil tem uma chance de ouro nas mãos, mas precisamos deixar de ser hipócritas e reconhecer a problemática que envolve a questão da cana, corrigindo-a. Aí sim poderemos dar o exemplo ao mundo de geração de energia limpa.

IHU On-Line - Em São Paulo, 72% dos novos canaviais abertos entre 2002 e 2006 foram plantados sobre pastos. Em contrapartida, 253 mil km2 foram ocupados por pastos na Amazônia entre 1990 e 2006. Poderíamos dizer que a cana é responsável, indiretamente, pelo desmatamento na Amazônia e pela intensificação do efeito estufa em função do aumento da pecuária nessa região?

Luiz Antônio Martinelli –
Faço apenas uma correção. Segundo o Departamento de Economia Agrícola da ESALQ – Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós, cerca de 50% dos canaviais cresceram sobre pastagens, os outros 50% cresceram sobre outros tipos de uso da terra. Feita essa ressalva, não há, no momento, nada que indique que a expansão da cana em direção ao Centro-Oeste está de uma certa forma expulsando, impelindo ou aumentando o desmatamento na Amazônia, seja para pecuária, seja para soja. Pode ser que isso aconteça? Pode. Mas até o momento nós não temos dados suficientes para dizer que sim, ou não. O consenso entre os estudiosos sobre o assunto é que até o momento isso não está ocorrendo. Não podemos culpar a cana pelo desmatamento da Amazônia. Não há essa pressão adicional que está sendo aventada.

Reportagem: Márcia Junges

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