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09 Agosto 2021

 

Não suficientemente apocalípticas, novo relatório do IPCC vem pior

“As manchetes vão piorar ainda mais, como se elas já não fossem apocalípticas o suficiente. Amanhã, o Painel Intergovernamental sobre o Clima da ONU (IPCC) divulgará a primeira parte de seu último relatório sobre o clima, o primeiro em oito anos. A última versão do texto, em 2013, concluiu que os humanos são a causa dominante do aquecimento do planeta desde 1950. Foram as conclusões daquele relatório que levaram à assinatura do Acordo do Clima de Paris, em 2015, que obriga governos mundiais a limitar o aquecimento do planeta a, no máximo, 2°C” - Ishaan Tharoor, jornalista - The Washington Post - O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Conclusões sombrias – Relatório do IPCC

“As conclusões de amanhã (hoje, segunda-feira, 09-08-2021) devem ser ainda mais sombrias. O estudo deve indicar um número de quanto CO2 a atmosfera suporta antes do ponto crítico de aquecimento, para além do qual os cientistas preveem um cenário catastrófico. O detalhamento do que pode acontecer caso a temperatura crítica seja alcançada também deve estar descrito no relatório. Esses efeitos, no entanto, já estão aparentes antes mesmo das conclusões do IPCC. Às enchentes torrenciais no norte da Europa, se seguiram incêndios devastadores no Mediterrâneo. Na Itália, os focos de fogo florestal triplicaram em relação à média” - Ishaan Tharoor, jornalista - The Washington Post - O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

 

98% de pinguins em risco

“Um estudo prevê que a Antártida perderá 98% de sua população de pinguins até o fim do século, graças ao aquecimento global. Com o gelo mais fino na superfície do mar, os filhotes podem cair no mar e se afogar, numa escala jamais vista, ou até mesmo morrer de fome”  - Ishaan Tharoor, jornalista - The Washington Post - O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Efeito estufa, aquecimento do planeta – ameaça à estabilidade das correntes marítimas

“Outro risco é a liberação de metano selado pelo gelo eterno do Hemisfério Norte. Uma vez liberado, esse gás poderia acentuar o efeito estufa. Por fim, o aquecimento do planeta ainda ameaça a estabilidade das correntes marítimas, responsáveis pela manutenção do regime de chuvas a nível global"  - Ishaan Tharoor, jornalista - The Washington Post - O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Negacionismo ambiental é parecido com o negacionismo na pandemia

“O negacionismo ambiental desse governo é muito parecido com o negacionismo na pandemia, que produziu quase 600 mil mortes. Esse negacionismo na saúde a gente está vendo o que gera. Frente ao meio ambiente, vemos escassez hídrica, aumento das emissões, produção de alimentos ficando mais cara” - Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil – O Estado de S. Paulo, 09-08-2021.

 

Desmatamentos não beneficiam o País

“Os desmatamentos na Amazônia e em outros biomas brasileiros contribuem para o aquecimento do planeta e não beneficiam o País, seu povo e sua economia formal. A ciência e a história recente do país revelam claramente que podemos produzir mais e melhor sem desmatar, e que os biomas são fundamentais para a agricultura e para garantir a segurança hídrica e energética de nossas cidades" - Carolina Genin, diretora de Clima do WRI Brasil, parte do World Resources Institute (WRI), instituição de pesquisa que atua em mais de 60 países – O Estado de S. Paulo, 09-08-2021.

 

Rio Grande do Sul, vanguarda do atraso ambiental

“Longe do Olimpo, o governo estadual (do Rio Grande do Sul) guia-se pelo espelho retrovisor para ir adiante e, assim, o Rio Grande pode tornar-se a vanguarda do atraso quanto ao meio ambiente. O governador Leite projeta liberar o chamado autolicenciamento ambiental para 31 atividades produtivas de alto potencial poluidor, como usinas de cimento, concreto ou asfalto, fábricas de argamassa e as centrais de beneficiamento de dejetos de animais. A lei de "licença ambiental por compromisso", a ser regulamentada agora, exige apenas que as empresas (até pela internet?) se digam comprometidas a não poluir, sem mostrar sequer como o farão. Imitaremos, assim, o horror instituído na área federal, onde o tal de autolicenciamento passou a permitir, agora, até empreendimentos supostamente de "baixo perigo", tipo as barragens de Brumadinho (MG), que (ao se romperem) mataram centenas de pessoas e devastaram terras e rios” – Flávio Tavares, jornalista e escritor – Zero Hora, 08-08-2021.

 

Autoritarismo. Arma eleitoral

“A campanha crescente de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas, os ataques a ministros do Supremo e a ameaça aberta à realização de eleições sugerem que o presidente não tem medo de perder votos por suas tendências antidemocráticas. Ao contrário, tudo indica que ele explora o golpismo como uma ferramenta para fortalecer sua base radical e até expandir seu eleitorado. Bolsonaro enxerga a ameaça autoritária como uma arma política. Em primeiro lugar, a agitação ajuda a inflamar uma milícia disposta a liderar uma insurreição contra o resultado das eleições em caso de derrota. Mas os argumentos embutidos nesse discurso também podem agregar mais eleitores a sua candidatura” – Bruno Boghossian, jornalista – Folha de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Risco. Projeto autoritário sancionado pelo voto

“Numa ironia do destino, o discurso radicalizado ainda pode dar um impulso aos números de Bolsonaro e melhorar suas chances de obter um segundo mandato nas mesmas urnas que ele ataca. O risco, nesse caso, é grande: o presidente pode ver seu projeto abertamente autoritário sancionado pelo voto” – Bruno Boghossian, jornalista – Folha de S. Paulo, 08-08-2021.

 

A nova direita em 2022

“Diante das diversas possibilidades existentes até o presente, apenas um cenário político seria de fato fatal para a nova direita em 2022: a permanência de Bolsonaro no poder. No mais, caso a nova direita pretenda manter o nome e, como afirmou uma de suas lideranças anos atrás, continuar a conquistar corações e mentes, ficam as palavras de um assessor político que contribuiu com este artigo: “A nova direita agora precisa se reorganizar. Voltar para um trabalho que não deveria ter interrompido e retornar à penetração de base: igrejas, bairros, associações, universidade e opinião pública” - Camila Rocha, cientista política, autora de ‘Menos Marx, Mais Mises - O Liberalismo e a Nova Direita no Brasil’ (ed. Todavia) e co-autora de ‘The Bolsonaro Paradox - The Public Sphere and Right Wing Counterpublicity in Contemporary Brazil’ (Springer-Nature, 2021) – Folha de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Agravamento inevitável

“O suspense que aguarda os próximos espasmos institucionais exprime a fragilidade, tão negada, do sistema de defesa da legalidade democrática. Um desvairado lançou o país nas impropriedades que quis e disse à vontade idiotices até letais, sem reação de parte alguma dos chamados Poderes instituídos durante dois anos e sete meses — já quase três quartos do mandato presidencial. A esta altura, mesmo a reação incipiente é envolta em crise a se tornar ainda mais grave. O agravamento é inevitável. E imprevisível no sentido e na dimensão” – Janio de Freitas, jornalista – Folha de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Atraso, malandragem e otras cositas más

“Um governo pode ter uma perna no atraso, outra na malandragem e a terceira em otras cositas más. O de Bolsonaro tem todas” – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Aziz disse tudo

“O senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid, disse tudo, ao duvidar do que dizia o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco, ex-integrante do pelotão levado pelo general Eduardo Pazuello para o Ministério da Saúde: "Aqui não tem otário" – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 08-08-2021.

 

E o Congresso, onde está?

“Primeiro, o Congresso triplicou o fundo eleitoral para escandalosos R$ 5,7 bilhões em plena pandemia de covid-19 e de desemprego. Depois, tratou de reduzir os mecanismos de controle sobre essa dinheirama, propondo um código que tira a Justiça Eleitoral da frente e praticamente deixa a “fiscalização” do fundo e das campanhas por conta dos... partidos. O País está no pior dos mundos, com mais de 560 mil mortos pela covid-19 e enfrentando uma crise institucional de um presidente da República que ameaça rasgar a Constituição contra o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral e os próprios ministros, que resistem bravamente em nome da democracia. E o Congresso, onde está?” – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Não se dialoga com golpistas

“A forte reação da sociedade e das instituições democráticas aos arreganhos golpistas do presidente Jair Bolsonaro dos últimos dias deixa claro que não há diálogo possível com quem pretende destruir a democracia brasileira” – editorial ‘Não se dialoga com golpistas’ – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Com Bolsonaro no poder não haverá estabilidade

“Com Bolsonaro no poder, contudo, não haverá estabilidade. A todo momento, o presidente inventa pretextos para agredir instituições democráticas e desorganizar o País. Agora é uma inexistente insegurança das urnas eletrônicas, supostamente relatada, segundo Bolsonaro, por um inquérito da Polícia Federal – que, conforme esclareceu o TSE, já concluiu que “nada de anormal ocorreu”. Antes, foi a decisão do Supremo sobre as competências de União, Estados e municípios no combate à pandemia, que Bolsonaro classificou como “crime”. Ante o derretimento de sua popularidade e de suas imensas dificuldades políticas, é certo que Bolsonaro, ao mesmo tempo que entrega o governo ao fisiologismo do Centrão, vai tramar situações para criar ainda mais tumulto, pois a estabilidade, ao baixar a maré, deixaria evidente sua monumental mediocridade como político e como governante” – editorial ‘Não se dialoga com golpistas’ – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

A próxima crise já está contratada

“A próxima crise já está contratada: no dia 29 de setembro, o Supremo retoma o julgamento do recurso interposto por Bolsonaro para não ter que depor pessoalmente no inquérito que apura sua suposta interferência na Polícia Federal, denunciada pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro” – editorial ‘Não se dialoga com golpistas’ – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Presença de Bolsonaro na Presidência da República é um ultraje à Pátria

“Bolsonaro lembrou a Canção do Exército, ao dizer que, “se a Pátria amada for um dia ultrajada, lutaremos sem temor”. Ultraje à Pátria – e à democracia – é a presença de Jair Bolsonaro na Presidência da República.  – editorial ‘Não se dialoga com golpistas’ – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Bolsonaro, segundo Lula

“Pela primeira vez o entorno do ex-presidente Lula e ele próprio passaram a levar a sério a possibilidade de Jair Bolsonaro não estar na eleição de 2022, seja por impedimento ou até desistência, situação extrema e pouco provável, mas que passou a ser considerada na montagem de cenários e táticas. Segundo um interlocutor do petista, ele vê o atual presidente “instável emocionalmente”, isolado e mexendo peças erradas. Em privado, os líderes do PT e os amigos de Lula receiam essa possibilidade. Em público, continuarão a estimular a forte polarização” – Coluna do Estadão O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

É isso

“A inclusão desse cenário no plano estratégico do PT explica os recentes ataques da esquerda à chance de construção e de consolidação de uma terceira via eleitoral, especialmente na centro-direita” – Coluna do Estadão – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Legenda

“Além das muitas brigas compradas por Bolsonaro, Lula, segundo esse interlocutor, avalia que o fato de o presidente não ter encontrado um partido, ainda mais agora sob pressão do TSE, é mais um grande complicador para a candidatura dele” – Coluna do Estadão – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Mercado futuro

“No caso de ocorrer o impedimento de Bolsonaro, via Congresso, o grande pesadelo dos petistas é Hamilton Mourão assumir e desistir da reeleição para se aliar a uma alternativa de centro” – Coluna do Estadão – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Ruas

“Todo cuidado, ainda segundo esse interlocutor de Lula, é pouco na disputa pelas ruas. Muita gente na esquerda teme colocar azeitona nos protestos contra Bolsonaro programados pela direita. Também é necessário calibrar a intensidade da pressão pelo impeachment: nem muito para derrubá-lo, nem pouco para deixá-lo confortável” – Coluna do Estadão – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Um descarrego

“As Olimpíadas começaram e foi como se tivesse chegado para cada brasileiro um respiradouro que aliviou a pressão de tempos sombrios. Melhor dizendo, a fada Sininho sobrevoa o Japão e o Brasil. Os Jogos de Tóquio vêm sendo um sopro de alegria, um descarrego. Nossas noites são para assistir competições. Depois pegamos no sono aliviados. O que esses atletas estão fazendo nos faz esquecer por momentos os shows de indignidade dos políticos caquéticos cujas almas foram vendidas. A cada dia uma alegria” – Ignacio de Loyola Brandão, escritor – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

Pódio

“Esse é, a meu ver, o recado dado por esses atletas olímpicos de Tóquio-2020. Insistência, persistência, constância, pertinácia, fome de vencer. Eles nos estão dando a certeza de que correndo, saltando, voando com o skates em corrimões delgados, entrando no túnel das ondas sem medo, firmando a vara no chão e jogando o corpo com leveza para o alto, boxeando com golpes certeiros, podemos subir ao pódio” – Ignacio de Loyola Brandão, escritor – O Estado de S. Paulo, 08-08-2021.

 

As mais de 30 Cracolândias

"As mais de 30 Cracolândias que existem por São Paulo apenas vão desaparecer quando a corrupção acabar e com essas pessoas tenham acesso a vários aspectos que lhes foram negados" – Júlio Lancelotti, padre – Portal Uol, 08-08-2021.

 

Corrupção e crime organizado

"São vários governos que já anunciaram o fim da Cracolândia. Há uma coleção. Todos já anunciaram o fim da Cracolândia e ela não deixou de existir. E nós fizemos com todos os governos reflexões sobre a questão. (...) O que favorece o crime ali não é a comida, que grupos religiosos ou não religiosos levam. O que apoia o crime ali é a corrupção e o crime organizado, aquele que tem a participação de agentes de estado. (...) Há uma rede de crime organizado. Ela continua existindo não pela comida dada aos usuários. Mas ela continua existindo por ser uma fonte de lucro muito grande para o crime organizado. Há um crime organizado que já passou por várias administrações e várias ações repressivas e continua" – Júlio Lancelotti, padre – Portal Uol, 08-08-2021.

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